é goleada tricolor na internet
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Publicada em 24 de agosto de 2015 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

Herança Maldita






Falar sobre as cobranças destemperadas que já surgem pra cima da diretoria tricolor é dar gás aos críticos que não sabem fazer notícias boas e só sobrevivem do quanto pior melhor. Não jogo nesse time.

Não adianta nada buscar culpados agora porque a situação ainda não é de desespero. Pelo que o time do Bahia vem apresentando em produtividade até então, a Primeira Divisão vai ficando distante para este ano, o que não quer dizer que a diretoria que aí está trabalha equivocadamente. Pelo contrário, trabalha para acertar. Agora, se a coisa não está acontecendo como previsto, são outros quinhentos e a culpa tem de ser imputada à diretoria anterior, que ao invés de fazer o que deveria ser feito, ficou procurando chifre em cabeça de cavalo o tempo todo e esqueceu — ou não teve capacidade — de organizar o clube como era a proposta…

— Ao contrário, deixou foi a herança maldita da Segunda Divisão e um clube completamente desunido.

O que vejo atualmente é uma filosofia de trabalho que tenta dizer sem palavras, através de atitudes, que o caminho a ser trilhado é doloroso e requer paciência. A base formadora tem tido a atenção devida e os profissionais que lá estão, dentro das atuais circunstâncias, têm tido o apoio que o departamento merece.

No meu modo de pensar, o programa de avanço nessa formação de atletas ainda capengando junto com a Cidade Tricolor, alvo das falácias de Fernando Schmidt, que anunciou aos quatro ventos dando como certa uma negociação com a construtora responsável pelas obras do novo CT, onde o Bahia teria ficado com os dois centros de excelência, ou seja, o Fazendão e a Cidade Tricolor, e nada disso era verdade.

Agora se sabe que nenhuma e nem outra são propriedades do Bahia — legalmente não –, sim da construtora, que se quiser, pode até solicitar ao Bahia a posse do Fazendão, isto porque, segundo o que o Presidente do clube falou, o equipamento é da construtora e não do Bahia.

E isto tem de ser colocado na conta da péssima administração anterior, que só fez mal ao clube, rebaixando-o à Segunda Divisão e complicando uma coisa que de forma hábil poderia ter sido contornada sem maiores problemas.

O momento do Bahia em campo é consequência do passado recente, e não da atual diretoria. Veja que fizeram uma associação em massa, em cima da perna, sem ter nada a oferecer ao torcedor e, como previsto estava, fracassou. Mentiram à época falando em 30.000 associados e sabe-se agora que apenas 7.800 associados estão adimplentes…

O presidente Marcelo fez, no meu modo de entender o clube, uma das melhores contratações do ano — senão a melhor –, que foi Jorge Avancini… Porém, para se montar um trabalho bem planejado, com o intuito de fidelizar o torcedor em cima das necessidades do clube, é preciso oferecer a este um mínimo de vantagem — o que passa por ter um bom time, que por seu lado só se monta com dinheiro em caixa. Se o Avancini tiver essa condição de trabalho, ele fará acontecer um Bahia grande, porque competência não lhe falta.

Há duas vertentes no clube que só podem ser trabalhadas a médio e longo prazos: uma é a associação do torcedor bem planejada, e a outra é a Divisão de Base. Considero, entretanto, que a primeira é de vital importância no contexto posto, que é a fonte que proporciona um fluxo de caixa mais efetivo de forma capaz a fortalecer; a segunda que é mais a longo prazo. Também não se pode desprezar a marca como fonte de sustentação, mas esta depende de um bom momento do time em campo e tudo acaba emperrando numa estrutura arcaica e sem condições de fazer o clube andar com passos mais largos.

O que não faz sentido é a torcida querer pressionar a diretoria neste momento porque senão perde-se a linha do raciocínio lógico e acontecem as precipitações que a princípio pode parecer soluções, mas que na prática são apenas atos de desespero. O Bahia precisa evoluir e não voltar à fase dos equívocos que sempre o levava à mesmice.

É necessário esse entendimento por parte da imprensa e também da torcida. Criticar é preciso, ir ao estádio também o é. O Bahia bem em campo e fora dele é bom pra todos os segmentos; seja imprensa falada e escrita, comércio, produtividade do trabalhador/torcedor — aí o estado de espírito funciona ao pé da letra com o clube em estado normal de grandeza.

JUSSIARA GRAVATÁ

Como diz você, minha linda amiga Jussiara, torcedora fanática do Tricolor: “o Bahia faz parte da minha vida”. Aliás, por falar em Jussiara: hoje, 24, é aniversário dela e daqui eu mando um beijo e um abraço bem apertado, desses que transmitem calor, solidariedade e cumplicidade. Parabéns, Juka! Quero sempre me orgulhar de você.

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