é goleada tricolor na internet
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Publicada em 26 de fevereiro de 2014 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

Identidade com o Bahia






Infelizmente, para Marquinhos o pesadelo ainda não acabou, e o magro empate com o rival no clássico deste domingo não o garante no cargo. A diretoria pode até deseja-lo, mas a torcida não o deseja mais. Pensando bem, acho que Marquinhos não vai engrenar com esse time, até pensei que valeria a pena tentarem com ele e defendi a sua permanência, mas as esquinas a serem contornadas sem machucados são muitas e a própria diretoria anda meio dividida sobre o assunto.

Após o jogo com o Vitória, vi a comissão técnica comemorando o empate como se isso fosse um feito extraordinário. Não foi e nem o será nunca! Para a torcida tricolor, empate é derrota numa circunstância dessas devido ao passado recente e humilhante. O que a torcida deseja é ver um Bahia crescendo técnica e taticamente, o que não está acontecendo porque a falta desta impede aquela.

Fato é que o Bahia continua sendo em campo o fiasco dos anos anteriores, e digo que não é questão meramente técnica e nem física, o elenco é bom dentro das atuais condições financeiras do Bahia, devido ao mercado altamente inflacionado e mapeado pelos tais agentes FIFA e procuradores oportunistas que vão se dando bem à custa da desgraça dos clubes.

É a tal Lei Pelé, que até hoje não aprimoraram e continua deixando os clubes reféns desses mal-assombrados agentes e da ambição desmedida dos familiares dos garotos da Base que passam a enxergar em cada “projeto” de jogador a redenção de todos os problemas financeiros da família.

– Essa é uma das normalidades mal aplicada na Lei Pelé que precisa ser corrigida urgentemente e venho bradando sobre o assunto há muito tempo.

Aliado a estes fatos, a diretoria cometeu, também, erros em contratações que eu credito à inexperiência de Valton Pessoa – ou seria Sidônio? –, que à distância me parece uma pessoa muitíssimo bem intencionada para com o Bahia, mas tem pecado em boa parte das contratações. Será que há duplicidade de comando quando se trata de contratar?

– Há jogadores que estão encostados ao tradicional come-dorme que sequer são relacionados e, se vieram, devem ser testados.

O Bahia continua afetado pelas vaidades pessoais e isto tem muita influência negativa. É histórica no Tricolor essa postura pela própria grandeza do clube, chega a ser cultural. Mas é claro que está errado. Seria de bom alvitre que os senhores diretores do Bahia lessem – ou relessem –, o livro de Morris West, “O Advogado do Diabo”. Assim poderiam ver que a vaidade é o pecado original do homem moderno.

Não adianta dizer que não é assim, essas coisas dão para perceber sem muitas dificuldades. Reub Celestino, por exemplo, já desejou deixar o clube por pelo menos duas vezes, que eu saiba. Isto é sinal de que há divergências internas, o que não é nada do outro mundo, mas atrapalha a filosofia de trabalho daqueles – ou daquele – que pensam o clube de forma organizada e independente das vaidades pessoais.

Numa dessas colunas, abordei a contratação de Miguel Kertzman de forma categórica, porém, sem nenhuma predisposição de postar-me simplesmente contra a pessoa dele. Mas salta aos olhos que foi uma contratação política, mandada! Até poderiam tê-lo contratado, como aconteceu, mas para outra função que não fosse superintendência das Divisões de Base…

As divisões inferiores são, no meu modesto entendimento, o alicerce do clube e precisa de pessoas comprometidas e conhecedoras profundas do assunto, o que Miguel Kertzman definitivamente não tem para a função. Eu vou à missa, mas não a celebro, até tenho ideia dela porque sou Cristão, mas celebrá-la não posso porque não sei. Então, dificilmente o Bahia terá nas atuais circunstâncias uma divisão de Base competente e reveladora.

– Até pode, sim, quando pessoas capazes como Osni Lopes, por exemplo, for designado para tal, aí alguns vícios deletérios desaparecerão do departamento e os conhecimentos de causa aliados à razão farão o resto.

Aliás, por colocar em parêntese o nome de Osni, se quiserem economizar em dinheiro e ganhar em campo, coloquem-no na função de técnico do elenco profissional, na época em que tiverem de trocar, e o Bahia passará da água para o vinho. Futebol é carisma, liderança e conhecimento. Osni tem de sobra os três, e mais: identidade com o Bahia. Em minha opinião, o “Baixo” seria peça fundamental para a ascensão do time. Exceto se quiserem contratar pagando o que o Bahia não pode.

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