é goleada tricolor na internet
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Publicada em 4 de fevereiro de 2012 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

Joel, uma segunda palavra?






“Se existe um clube que não se pode levar a sério, esse é o Flamengo. Mas é bom de mídia, e se Joel prefere aparecer aos holofotes globais que honrar com a sua palavra, então, que vá e nunca mais volte ao Bahia. Acho que ele fará uma péssima troca ao abrir mão de um trabalho sério por outro trabalho com a marca do malandro carioca”.

O desabafo acima é do Frederico Lorenzo – Fred –, consultor da Bolsa de Valores de São Paulo, torcedor de acompanhar o Bahia por todo o Sudeste, baiano há anos radicado em São Paulo, que me honra com a leitura desta coluna costumeiramente, e, justamente por esse conjunto de fatores, nos tornamos amigos.

O sentimento de Frederico retrata fielmente a decepção da grande maioria da torcida tricolor que se viu apunhalada com a decisão, às escondidas, do ex-treinador do Bahia, que relutou o tempo todo em falar a verdade, subestimando a inteligência do torcedor tricolor e a minha.

Particularmente, acho que Joel nem deveria ter estendido o vínculo com o Bahia. Estava aqui porque o momento lhe favorecia, estava afundando com o Cruzeiro, foi demitido, e o Bahia foi a primeira tábua que passou boiando ao seu alcance. Ao chegar em um porto seguro, ficou só aguardando a oportunidade de voltar ao Rio. Assim o fez e assim o fará novamente se um dia o Bahia cometer a asneira de convidá-lo.

Aliás, Joel é um baita de um ingrato, pois, quando chegou aqui pela primeira vez era um opaco treinador e de cotação baixíssima no mercado da bola. O Bahia o fez aparecer.

Hoje é um treinador rico, cotado e antiético. O que ele fez com Vanderlei Luxemburgo é coisa que não se faz quando há respeito e coleguismo, independentemente de Luxemburgo lhe ser ou não simpático. Ele diz que não fez contato com o Flamengo antes da demissão de Luxa… Deus é menino, Joel? A imprensa carioca anunciava a sua volta ao Flamengo desde o mês passado.

“O mundo do futebol muda a todo instante”, diz Joel. Mas o caráter é imutável, meu caro, exceto quando outro valor moral se sobrepõe à palavra, o que me parece ser o caso.

Numa certa época, fui à fazenda de um amigo comemorar seu aniversário. Entre uma conversa e outra com um monte de amigos, bebericando, fomos fazer um brinde ao aniversariante, nesse momento um amigo levanta a taça vazia sob nossos protestos. Ele nos respondeu que naquele dia não beberia nem água…

Palavras ditas, atitude respeitada… Pouco tempo depois, em plena animação, a festa rolava bonita e eis que aparece esse amigo, de cálice na mão, bebendo e elogiando a tal “pinga” que um o dono da casa lhe oferecera. A pergunta foi imediata: você não disse que hoje nem água beberia? Resposta também imediata: “o homem tem de ter duas palavras, se uma falhar, a outra estará em cima”…

Claro que a resposta foi a única saída que o nosso amigo encontrou e as gargalhadas soaram estridentes. Mas apesar de muitos anos decorridos dessa brincadeira, me veio à lembrança o episódio festivo devido à lambança que Joel Santana fez com o Bahia. Seria ele, Joel, apologista de uma segunda palavra? Se não é, pratica como se fosse.

No Rio, em entrevista a globo.com, ele disse que “já estava mais que na hora de voltar”. Confirma-se o que, também, disse há dias o seu empresário: “Joel está na Bahia deitado na rede e tomando água de côco”.

Apesar de eu estar escrevendo esta coluna falando de Joel, um assunto já cansado até, devo dizer que fiquei contente com a sua saída. Nunca fui seu fã, embora o tenha elogiado algumas vezes e achado certo a sua contratação no Campeonato Brasileiro de 2011. Sou adepto do futebol jogado pra frente e de toque de bola, e em time que Joel treina o torcedor não vê arte. Não é, Morais?

PAULO ANGIONI

No meu modo de ver, ele não sai neste ano do Bahia. Falam coisas, especulam muito, mas Angioni, este sim, é focado no atual projeto tricolor e é uma pessoa extremamente séria. Aliás, só para colocar gelo sobre o fogo, o Flamengo nomeou Paulo César Coutinho para o cargo de diretor de futebol – o chamado vice de futebol –, que já assumiu. Não haveria, no meu entendimento, se fosse o caso, espaço para Angioni – Paulo César é filho do saudoso Cláudio Coutinho.

REVELAÇÃO TRICOLOR

Darino Sena é atualmente um dos grandes comentaristas da TV baiana e do Brasil. Não esqueçamos que ele é “globalizado”. Fico feliz por três motivos: vê-lo bem profissionalmente, por ser absolutamente merecedor do seu atual momento, e por ter se revelado no Bahia… Tenho orgulho de ser merecedor da sua amizade, Dadá.

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