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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 24/04/2022 às 11h15

Jogador que tira a camisa é babaca

Jogador que tira a camisa para comemorar um gol é muito babaca. E no caso do Borel, não me venham dizer que se trata de um garoto. Uma ova! É adulto o suficiente para entender que o gesto é mesquinho, irresponsável e proibido. Ele não sabe disso? É claro que sabe, mas ele é desses que vê o sinal amarelar, acha que pode e resolve invadir. A revolta de Daniel foi visível, e seu rosto mostrava todo seu desapontamento com tamanha irresponsabilidade do colega. Naquele momento me senti representado por Daniel.  

Saindo de “pau pra cacete” André foi pelo mesmo caminho, só que de forma diferente, violenta. Acho que uma cotovelada no rosto do adversário deveria ser gancho sumário de dois jogos e não de um. Fica barato para esses agressores metidos a jogadores “prontos” quando na verdade são pessoas mal orientadas. Quando não é isso é índole com alto teor de crueldade do jogador mais ‘rodado”. 

Para a questão dessas cotoveladas, a FIFA – não sei se a CBF tem autonomia para tanto – deveria “engrossar o caldo” em muito para punir o causador desse tipo de covardia. Uma coisa é o jogador abrir o braço para impedir o progresso do adversário, outra completamente diferente é curvar o braço e disparar o “gatilho” sem sequer imaginar em qual parte do rosto aquela cotovelada vai causar o estrago. Ele pretende é fazer o estrago, qual será a consequência pouco importa para o agressor.  

Em meu modo de ver, regras estão aí para serem cumpridas e ponto final. E a regra básica é jogar futebol, respeitar o colega de profissão, o clube e a torcida. A disciplina dentro de clube é o ponto alto do respeito ao profissionalismo e demonstração de cumplicidade entre companheiros de equipe. Os clubes de futebol deveriam multar jogadores por atos que causem prejuízo de alguma ordem determinada por Lei. Jogador só sente mais dor é quando mexe com o bolso dele.  

Mas o que mais me causa indignação é saber que o jogador sabe que será punido por descumprimento da regra, e ainda assim, em detrimento do clube, comete a indisciplina. Jamais entenderei um jogador comemorar um gol, por exemplo, tirando a camisa e jogando-a ao chão como se fosse um pano velho e dispensável. Muitos fazem isso – considero um desrespeito, uma aberração que merece punição severa porque, além do clube, há também nesse ato o desrespeito ao patrocinador. 

O que me assusta, especialmente no Bahia, é que no início de uma temporada duas expulsões foram verificadas. Ora, ou falta conversas específicas, ou a orientação inexiste. Não há crianças no plantel, são todos marmanjos, pois assim os considero a partir do momento em que vestem uma camisa tão “pesada” como é a do Bahia. O problema vem de cima para baixo, não tenho a menor dúvida. 

Esse é o retrato de um clube gerido por dirigentes incompetentes em futebol. Estou torcendo muito para que a SAF seja logo aprovada – porque vai – e que o City assuma logo de uma vez. Só espero é que nenhum dos atuais dirigentes sejam aproveitados nesse novo modelo no Bahia. Chega, né! Já sofremos muito com o desmando administrativo no clube que é comandado de fora para dentro pela Política partidária, não é mesmo Sidônio? No jogo contra o Azuriz eu vi lacração política fazendo marketing eleitoreiro às custas do Bahia. Então, o que tinha de mal para fazer ao Bahia, vocês já fizeram. Agora deixem a torcida ser feliz. 

TEM COISAS BOAS ACONTECENDO 

O futuro modelo de gestão no Bahia já começou a ser montado e negociado – pelo menos com um dirigente muito importante para o futebol desse futuro no Bahia – diretamente entre o City e o pretendido, sem intervenção da atual diretoria. Até a casa do futuro dirigente, num condomínio situado ao longo do Litoral Norte, já está desalugada. Não por coincidência, garanto. Não quero dar o nome porque não costumo trair amigos, e mesmo porque o Bahia ainda não é uma SAF. Mas que está mais que alinhavado, não tenha a menor dúvida, torcedor. 

ATENTADO TERRORISTA 

Em que direção está indo esse caso, para o lado da Justiça séria e exemplar, ou para o esquecimento? Se passar ao largo da punição exemplar, vai virar perdão com prisão afiançável e outros atentados virão. Se houver uma punição à altura do caso, nosso futebol tenderá à paz. Não tenho ouvido falar mais no caso com a frequência necessária que impeça o esquecimento, por isso mesmo questiono.  

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