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Publicada em 9 de novembro de 2020 às 01:56 por Autor Genérico

Autor Genérico

Minha Análise – Bahia 1 x 0 Botafogo – BR2020






Meus Amigos,

Num jogo fraco, sem objetividade e com pouca força ofensiva, o Bahia venceu no apagar das luzes a equipe do Botafogo por 1×0, pela 20ª rodada do Brasileiro 2020.

Com uma escalação bastante contestada, em face da ausência de Gilberto e principalmente pela escalação de Rossi, com o deslocamento de Fessin para o comando do ataque, o time de Mano Menezes sofreu bastante para transformar em chances de gol o domínio territorial que teve durante a maior parte da partida. Sempre pecando no último passe, muito pela partida ruim de Rossi e pelo jogo limitado de Daniel, que encaixado na marcação alvinegra não conseguiu conduzir a equipe, o Bahia praticamente não assustou o arqueiro Saulo, que estava a quase 02 anos sem atuar. Um primeiro tempo modorrento, cansativo de ver, tamanha a incapacidade do Bahia de criar situações contrastando com a fragilidade técnica do adversário.

O único lance que mereceu destaque foi o gol anulado do Bahia, após consulta do Árbitro ao VAR. Claramente Nino Paraíba fez a falta no início da jogada e o gol de Fessin acabou sendo bem anulado. Entretanto, cumpre destacar que a falta de uma regra clara para aplicação do VAR, como por exemplo qual é o limite máximo para retroagir e revisar a jogada, prejudica bastante a lisura de todo o processo, ainda mais sabendo que quem operou o VAR no jogo de hoje foi um Árbitro com péssimo histórico contra o Esquadrão, o Sr. Wagner Reway. É impressionante como não temos uma equipe específica para atuação como Árbitro de VAR no Brasil, mesmo após 03 anos de sua implantação. O Árbitro de VAR tem as mesmas peculiaridades que um Assistente de Linha (o popular bandeirinha) possui e ele precisa de treinamento específico e qualificado para aumentar o seu índice de acertos e a sua intervenção de forma bastante clara para todos os participantes do negócio futebol. Com a anulação do gol, o jogo terminou 0x0 na sua primeira parte.

Na segunda parte, inacreditavelmente com o manutenção do mesmo time, o Bahia seguiu seu calvário, pecando na construção ofensiva e no último passe. Do lado botafoguense, o time parecia satisfeito com o empate, tamanha a incapacidade de criar jogadas ou pelo menos levar perigo ao gol de Douglas.

As entradas de Gilberto e Rodriguinho, com a saída de Rossi e Daniel não trouxeram uma melhora. Longe disso. O pouco que o Bahia construia na primeira parte deixou de acontecer. Muito pela partida ruim de Fessin e por mais uma partida desleixada de Élber (que faz hora extra no clube), muito pelos erros de passe dos volantes, principalmente Elias, e dos laterais. Daniel, mesmo sumido, conseguia rodar melhor a bola, encaixar mais os passes sem precisar conduzir tanto as jogadas. Já Gilberto e Rodriguinho, muito distantes, tentavam individualmente carregar o time para o ataque de qualquer forma. Gilberto inclusive saiu muito da área, o que claramente prejudicou a construção ofensiva, visto que o time continuou sem ter alguém para definir as jogadas. A defesa do Botafogo não teve trabalho na maior parte do tempo.

O Bahia só passou a ter mais força ofensiva com as entradas de Marco Antônio e Alesson, que passaram a ficar fixos nos lados e com isso bloquear a subida dos laterais alvinegros. Isso permitiu que Rodriguinho se aproximasse de GIlberto na frente, Nino e Capixaba praticamente jogassem no campo de ataque, numa espécie de “abafa posicional”. O Bahia não marcava pressão, mas com os jogadores postados de forma a impedir a progressão com passes curtos, forçava o Botafogo a tentar bolas longas. E numa dessas bolas Douglas salvou o Bahia. Elias perdeu a bola no meio, com o time todo em seu campo de ataque. O time carioca arrancou com velocidade e Douglas saiu para fechar o ângulo.

Por outro lado, o Bahia só levou perigo no chute de Gilberto, que passou perto, e no de Elias, que subiu demais, Quando todos já estavam reclamando do empate, em face da situação trágica que estamos no campeonato, Gilberto acertou um chute com muita força, a bola bate no joelho e depois no braço do defensor botafoguense e o Árbitro assinalou pênalti, mesmo após o VAR chamá-lo para questionar sua marcação. Na cobrança, Rodriguinho bateu com categoria e marcou. 1-0.

Em que pese a regra determinar que não é pênalti se a bola tocar diretamente na mão após tocar em outra parte do corpo do atleta, ela também determina que é pênalti se o braço estiver em posição antinatural. Fica a dúvida. Se batesse direto na mão do jogador do Botafogo (que estava em posição antinatural) seria pênalti. Mas porque não é pênalti se ela antes toca em alguma parte do seu corpo? Infelizmente, quem escreveu ou traduziu essas regras deveria rever com urgência os pontos que dizem o que é e o que não é pênalti, pois os erros de arbitragem, à favor ou contra, estão num nível muito maior do que o habitual. Além disso, os árbitros estão deixando os lances polêmicos para que o VAR decida por eles, o que está errado. Um exemplo. Se hoje o Árbitro não marcasse o penalti, ele não seria chamado pelo VAR para revisar, pois o entendimento do Árbitro do VAR é que não houve a penalidade máxima. Talvez criar um sistema de consulta para cada time, com um determinado número de requerimentos por tempo, seja a melhor opção.

Douglas – Esteve atento em todo o jogo e foi eficiente quando exigido. Salvou o Bahia com uma saída de gol lindíssima.
Nino – Fez um bom jogo defensivamente. Mas no ataque errou muitos cruzamentos. Muito pela ausência de Gilberto no primeiro tempo.
Lucas Fonseca – Não foi tão exigido, mas sempre teve segurança nos passes e cortes.
Anderson Martins – Não foi exigido, mas teve segurança nos momentos em que apareceu para jogar. Bons passes e intervenções no jogo.
Capixaba – Fez uma partida bem mediana. Até foi à frente, mas errou muito no último passe.
Elias – Fez um jogo com muitos erros de passe, o que não é o seu normal. E teve 2 chances de finalizar, mas isolou ambos os chutes.
Gregore – Fez um bom jogo. Talvez tenha sido o melhor em campo.
Daniel – Bem apagado no confronto, muito pelo encaixe da marcação, muito pela péssima partida de Rossi, mesmo assim conseguiu de certa forma organizar o time. Após sua saída, o time ficou bastante bagunçado.
Fessin – Não fez um jogo bom. Pareceu perdido em campo, na função escolhida por Mano Menezes. Mesmo assim Deve ter novas oportunidades pois é o melhor atacante de lado que temos no momento.
Élber – Difícil aceitar sua escalação novamente. Passou ao lado, de forma bastante desinteressada. Seu jogo é pobre, sem alma. Joga por jogar. Seu chute na lua no primeiro tempo resumiu bem o que foi sua atauação.
Rossi – Que partida ruim. Não produziu nada de interessante, visto que errou muitos passes e fundamentos. Dificil entender como continua recebendo chances como titular. Parece que é um eterno insatisfeito. Como dizia minha avó: Porta da rua é serventia da casa!!!

Alesson – Entrou e deu mais força pelo lado direito.
Marco Antônio – Entrou para ser um jogador desequilibrante pela esquerda. Não conseguiu. Mas foi importante taticamente para prender na defesa o lateral direito carioca.
Rodriguinho – Entrou e mostrou qualidade nos passes. Sus giros e toques devem ser executados o mais perto da área possível. Técnica apuradíssima e muita frieza na hora de marcar o pênalti.
Gilberto – Saindo muito da área, se desgastou mais do que o necessário. Uma tabela com Rodriguinho é a melhor forma de desbloquear defesas fechadas pelo meio.

Mano Menezes – A mexida tática apresentada, com Fessin de falso nove não deu certo. Matou o jogo do garoto e ainda por cima ficou com o ataque improdutivo. Seria mais vantagem ter posto Saldanha de início e mantido Fessin na direita. E deve achar espaço para escalar esses 4 (Rodriguinho, Daniel, Gilberto e Fessin), pois esses 4 hoje são os jogadores de ataque do Bahia mais perigosos. Élber, Rossi e Clayson mereciam ser negociados.

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