é goleada tricolor na internet
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Publicada em 26 de julho de 2020 às 12:35 por Autor Genérico

Autor Genérico

Minha Análise – Bahia 3 x 1 Botafogo/PB






Meus Amigos,

Pelas quartas de final da Copa do Nordeste o Bahia foi superior ao Botafogo da Paraíba e obteve a classificação à semi-final da competição. O Bahia iniciou o confronto de forma arrasadora, pressionando o Belo, com construção de jogadas pelo meio com Clayson, Élber e Rodriguinho, tabelas e infiltrações de Capixaba. O primeiro gol decorre de um escanteio, que no rebote Ronaldo bateu com categoria no canto. 1-0 Bahia e o primeiro gol de Ronaldo com a camisa do Esquadrão.

Construindo suas jogadas num 4222, com Elber e Clayson responsáveis pela armação das jogadas e Rodriguinho e Fernandão mais próximos do gol adversário, o Bahia foi dominante durante os primeiros 20 minutos do confronto. Inexplicavelmente, recuou bastante sua linha ofensiva, com Fernandão e Rodriguinho vindo na intermediária defensiva do Bahia para marcar, dando campo ao adversário para tabelar, criar chances e levar perigo ao gol de Anderson. O Botafogo mostrou ser um time organizado, um pouco violento, é verdade, mas ameaçou o resultado durante a primeira parte, muito pela postura do Bahia. Ao invés de pressionar o time para fazer o 2-0, deu campo ao adversário e isso atrapalhou um pouco o desenvolvimento das jogadas, até pela incapacidade de Clayson e Fernandão em dar sequência aos lances ofensivos. Fernandão então, esteve em mais uma noite ruim.

O segundo tempo, entretanto, começou diferente. Logo no início, em uma linda jogada de Capixaba e Clayson, Rodriguinho finalizou com a categoria que lhe é peculiar, fazendo o 2-0 para o Esquadrão. Parecia que iria ocorrer uma nova goleada e classificação tranquila às semi finais. Ledo engano.

A displicência, arrogância e até soberba do time neste tipo de confronto voltou à aparecer. A jogada de Clayson, dando uma tabaca e depois virando a cara para dar um passe é o simbolo do que eu estou falando. É recorrente a postura do Bahia de “largar” o jogo contra adversários inferiores tecnicamente e de poderio econômico menor, achando que ganham a partida à qualquer momento. Já fomos surpreendidos em diversos momentos ao longo dos últimos anos e isso só não ocorreu novamente porque o árbitro errou em lances capitais do jogo.

O primeiro gol do Botafogo surgiu de uma falta bem questionável, na entrada da área. Novamente Flávio cometeu a falta, assim como contra o Náutico, permitindo a Fred executar a única coisa boa em seu futebol. Cobranças de falta perto da área. Não é possível que ninguém do Bahia tenha alertado para isso. A bola foi no travessão e no rebote o jogador alvinegro marcou. 2-1. Existe a dúvida de impedimento no lance, pois um outro jogador teoricamente teria tocado na bola ou atrapalhado Anderson. Sinceramente, não tive a sensação de impedimento, pois não achei que o mesmo tocou na bola ou que tenha atrapalhando o arqueiro Tricolor.

O time paraibano foi com tudo em busca do empate, pressionando o Bahia na saída de bola e causando perigo ao gol tricolor. A zaga começou a bater cabeça, errando passes sem necessidade. Num lance de péssimo posicionamento dos zagueiros, o atacante do Belo recebeu em profundidade e marcou o que seria o gol do empate. Por sorte do Bahia, o auxiliar considerou que atleta estava em impedimento e anulou o lance. Pelas imagnes disponibilizadas parece que estava na mesma linha do zagueiro Juninho, estando em posição legal. Um lance que o VAR com certeza solucionaria.

Para piorar a história do confronto, o Bahia marcou o terceiro gol em novo lance de possível impedimento. Clayson fez a jogada pelo lado esquerdo e bateu cruzado. Fernandão, aparentemente adiantado, completou. Bahia 3-1. Existe a dúvida no lance acerca da possibilidade de toque na bola pelo adversário e também se o tronco estava na mesma linha do zagueiro, mas somente o VAR poderia solucionar o fato.

E, para terminar uma noite desastrosa, Elber arrancou pela direita, se embolou com o zagueiro, foi atropelado pelo outro e reclamou penalidade. Pelos replays disponibilizados não achei penalti, mas a dúvida é bastante plausível. A ausência do VAR prejudicou o resultado do jogo, pois trouxe uma dúvida ao resultado final e a sensação de erros favorecendo o Esquadrão, que segue na competição e disputará a semi final contra o Confiança.

Apontar as falhas de arbitragem é algo que irei sempre fazer, à favor ou contra. Basta buscar o histórico de jogos polêmicos, onde mesmo sendo prejudicado pela arbitragem, não atribui diretamente a ela o sucesso ou insucesso do Bahia em uma competição. Entretanto, não sou do time dos cartesianos que afirmam categoricamente que foi roubo, que isso ou aquilo. O árbitro, com VAR ou não, também erra. É um ser humano e merece o benefício da dúvida acerca de sua índole e honestidade. Acho muito equivocado quando se bate tão fortemente contra o profissional, tendo como prova o “recurso” das imagens disponibilizadas de ontem. Sinceramente, pareceu sim ser impedimento no gol do Bahia e que o atleta do Botafogo não estava impedido. Porém, depois daquele jogo contra o Internacional no Beira Rio, que o VAR mostrou através da tecnologia que o jogador do Inter estava na mesma condição de jogo do atleta do Bahia no primeiro gol, e agora na Inglaterra, onde mesmo com o chip na bola foi dado um gol onde a bola claramente não entrou, percebe-se que a tecnologia veio para diminuir os erros e não extirpa-los. Porque essa é a “graça” do futebol. Por isso ele é tão apaixonante, tão passional, tão irracional até. Porque ele nos torna primitivos, brutos, porque o jogo na sua essência é assim. Um jogo com regras de cavalheiros, mas jogado e seguido por brutos. E isso não vai mudar, mesmo com toda a tecnologia possível.

Anderson – Pouco trabalhou, não teve culpa no gol.
João Pedro – Novamente não gostei da atuação. Não está na sua melhor forma física e técnica e pouco foi à frente. Ademais, pelo seu lado o Botafogo criou as melhores chances. Muito pelo pouco apoio de Ronaldo e Flávio na sua cobertura, neste novo modelo de jogo do Esquadrão.
LF – Partida regular. Achei bem nas bolas aéreas desta vez.
Juninho – Ficou mal no lance do gol anulado do Botafogo. Não fez a linha de impedimento, dando a oportunidade do time paraibano de ter uma oportunidade de empatar.
Capixaba – Indiscutívelmente o jogador mais regular do Bahia em 2020. Novamente o melhor em campo. Inicia as jogadas ofensivas do time com muita segurança, se apresenta com bastante frequência na frente. Sua função tática é importantíssima, pois faz a primeira quebra de linhas, abrindo o espaço para os meias. Deu uma bela assistência para Rodriguinho, mostrando sua importância para o time.
Ronaldo – Fez novamente um jogo bastante interessante. Foi bem na proteção à frente da área, feliz com o belo gol marcado, num chute de alto grau de dificuldade. Pecou um pouco na cobertura de João Pedro, mas isso também se deve à essa mudança na forma de jogar do Bahia. Tende a evoluir. O Bahia tem interesse em sua manutenção, após o término do empréstimo.
Flávio – Fez uma partida abaixo do que vinha produzindo. Pouco participou das jogadas ofensivas, falhou na cobertura dos laterais e ainda por cima cometeu a falta besta que ocasionou o primeiro gol do Botafogo.
Élber – Seu crescimento tático, com finalizações e muito mais mobilidade o fizeram evoluir bastante. Fez novamente um jogo de muita qualidade, sendo a peça mais perigosa do ataque tricolor.
Clayson – Vindo por dentro, mais como meia, fez um segundo tempo um pouco melhor. Mas ainda assim precisa entregar mais, pelo que custou inclusive. Virar a cara para dar um passe não faz dele melhor que seu adversário.
Rodriguinho – Um dos grandes destaques do jogo. Sua presença em campo, mais perto do ataque, faz o time atuar mais por dentro, abrindo espaços para os meias e laterais. Inteligentíssimo, sua capacidade de ler os espaços permitiu um gol de muita qualidade.
Fernandão – Errou domínios e movimentações. Destoou do time quando precisou ser mais participativo na construção das jogadas. Pelo menos apareceu na área pars finalizar e matar o confronto.
Elton – Entrou no fim para fechar o meio e não comprometeu.
Daniel – Entrou no fim e teve pouco tempo para produzir.
Marco Antônio – Entrou no fim e teve pouco tempo para produzir.
Alesson – Entrou no fim e teve pouco tempo para produzir.
Saldanha – Entrou e trouxe boa movimentação para a frente. Pode ser uma alternativa interessante ao longo do ano.
Roger Machado – O time oscilou bastante na partida. Momentos bons, juntamente com momentos de extrema desatenção e soberba. Espero que se recorde das eliminações ridículas que tivemos nos últimos anos e não permita essa oscilação.

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