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Publicada em 17 de setembro de 2020 às 02:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

Minha Análise – Corinthians 3×2 Bahia BR2020






Meus Amigos,

Na noite desta quarta-feira, em partida isolada da 10 rodada, o Bahia foi incompetente tanto ofensivamente quanto defensivamente, sendo derrotado pelo Corinthians por 3-2.

Mano Menezes levou a campo um time num 4312, com Wanderson no lugar de Juninho e o meio campo com Jadson, Ronaldo e Gregore. Ofensivamente o Bahia saia mais pelo lado esquerdo, com Élber e Capixaba. Na direita Jadson dava o suporte defensivo para Nino apoiar com liberdade. E a sua estratégia funcionou bem no início do confronto. O Bahia fazia bem sua construção ofensiva, mas pecava nos cruzamentos e nas finalizações. Elber recebeu uma bola na meia lua da grande área sem marcação e bateu fraco, no meio do gol. Depois Gilberto recebeu quase no bico da pequena área e conseguiu chutar quase na bandeirinha de escanteio.

O Bahia teve chances e não marcou. O Corinthians, por sua vez, se defendia mal e buscava atacar com Otero, o único jogador que levava perigo, por seus passes e chutes. Num escanteio ensaiado, Fágner bateu a bola na entrada da área para o camisa 11 chutar sem marcação. A bola desviou em Gilberto e entrou. 1-0

Depois do gol esperava-se um Bahia cambaleante. Mas o time manteve a postura. Gilberto novamente perdeu um gol ridículo. Sem goleiro, conseguiu chutar fraco, permitindo o zagueiro cortar na linha. O Corinthians, mesmo acuado, conseguia levar perigo ao gol de Douglas. Otero, colocou a bola na cabeça de Araos e este cabeceou para fora. Logo depois, o Corinthians ampliou o marcador. O volante Roni recebeu livre na entrada da área e, “cercado” pelos 3 volantes do Bahia, bateu no canto com tranquilidade. 2-0.

Se o Bahia não tinha se abalado após o primeiro gol, também não se abalou após o segundo. Nino Paraíba num rebote, em lindo chute, acertou o canto e diminuiu o placar. 2-1. Gilberto perdeu outra chance de cabeça e Rodriguinho, numa furada ridícula, desperdiçou uma grande chance de marcar. E Capixaba bateu bem na entrada da área de direita, obrigando Cássio à uma linda defesa. Fim da primeira parte. 2-1.

Mano Menezes mudou a forma do Bahia jogar no segundo tempo. Tirou Ronaldo, que estava amarelado, e lançou Rossi, trazendo Jadson para o meio. Essa alteração matou o jogo de Nino Paraíba, que era uma importante válvula de escape para o Bahia, pois Rossi passou a ocupar aquela faixa de campo e deixou o meio do Bahia sem armação, visto que Rodriguinho não estava atuando como armador e sim como 2 atacante.

O Bahia caiu muito de produção. Os espaços na defesa foram se ampliando e as chances aparecendo. Otero, sempre ele, cobrou uma falta com perigo, obrigando Douglas à uma belíssima defesa. Em nova falta, Otero obrigou Douglas à outra uma lindissima defesa. No escanteio, Gil aproveitou a falha ridicula de Gregore, que fez um verdadeiro “strike” nos marcadores, e cabeceou livre. 3-1.

Esse gol o Bahia sentiu. Pois a entrada de Rossi foi muito ruim e não existia qualquer esperança no empate naquele momento. Logo depois do gol, aos 20 minutos saíram Gilberto e Rodriguinho para as entradas de Saldanha e Marco Antonio. Apesar das mudanças, O Bahia não conseguiu transformar sua superioridade estatística em chances reais de gol. Somente um chute de Élber que Cássio fez uma belíssima defesa em escanteiro. O Corinthians, diga-se de passagem, poderia ter ampliado, se Gil chegasse inteiro para a bola.

O Bahia só voltou a ser dominante, impor seu jogo e mostrar que estava vivo na partida quando Élber e Jadson saíram para as entradas de Daniel e Clayson, aos 30 minutos. O Bahia começou a rodar a bola pelos lados, com Daniel ditando o ritmo do jogo e empurrando o Corinthians para o seu campo de defesa. Gregore e Clayson tiveram chances, mas novamente pecaram nos movimentos ofensivos. Saldanha aproveitou uma raspa de cabeça de Gregore para diminuir, dentro da pequena área. 3-2.

O Bahia se lançou ao ataque, com os zagueiros virando centroavantes, muitos cruzamentos e pouca efetividade até o fim da partida. Ficou claro que alguns atletas não podem continar no time e que Daniel não pode ser banco do Bahia. Mano terá muito trabalho para fazer.

Douglas – Não vi culpa nos gols. Fez belas defesas nas faltas cobradas por Otero.
Nino – Foi lutador hoje e feliz no chute que acertou. No segundo tempo foi prejudicado com a presença de Rossi em campo, tapando o seu espaço para progressão.
Ernando – Alguns bons cortes mas não conseguiu evitar os 3 gols.
Wanderson – Não foi o pereba que muitos esperaram. Fez bons passes e desarmes e botou um pulga atrás da orelha de Mano, até pela fase de Lucas e Juninho.
Capixaba – Fez um bom jogo. Marcou e atacou com desenvoltura, com boas jogadas no 1º tempo. Na segunda parte teve uma redução de ações porque Ramiro entrou para explorar suas costas.
Ronaldo – Fez um jogo com muita troca de passes, buscando achar o companheiro melhor colocado. Entretanto, não pode deixar um atleta bater aquela bola sozinho, no segundo gol.
Gregore – Fez um jogo com muita troca de passes, buscando achar o companheiro melhor colocado. Entretanto, não pode deixar um atleta bater aquela bola sozinho, no segundo gol.
Jadson – Entrou com a missão tática de ajudar Nino na recomposição defensiva pela direita e também tentar auxiliá-lo na construção ofensiva. Com a saída de Ronaldo, ficou sem funçaõ.
Élber – Fez um jogo bom. Muitas arrancadas, muitos dribles, alguns chutes e cabeçadas levaram perigo.
Rodriguinho – Seu melhor rendimento é ao lado de Gilberto, sem recuar para vir buscar o jogo. Não foi bem na partida. Parecia desinteressado.
Gilberto – Precisa urgentemente de um banco. A fase é péssima. Precisa de uma sombra. Se possível, Saldanha de titular.

Rossi – Entrou e nada fez. Foi deplorável em quase todos os lances.
Daniel – Entrou e deu mais dinâmica ao meio. Bons passes para os pontas criarem.
Saldanha – Entrou e conseguiu fazer um bom pivô além de marcar seu primeiro gol na série A.
Marco Antônio – Entrou e mostrou ser possível ser titular.
Clayson – Entrou e se fixou pela esquerda, causando algum desequilíbrio para o adversário.

Mano Menezes – Daniel não pode ser reserva neste time. Ramon idem. E o ataque tem que dar segurança ao time, marcando gols. A defesa precisa de mais potência, principalmente nas bolas aéreas.

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