é goleada tricolor na internet
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Publicada em 22 de abril de 2021 às 11:43 por Autor Genérico

Autor Genérico

Não será por cima de pau e pedra






Desde que Dado Cavalcante começou a aparecer através do seu trabalho em clubes do Nordeste, especialmente de Pernambuco, Alagoas e Ceará, com passagem pelo Pará onde treinou o Paissandu, eu já o via como um promissor treinador de futebol. Pernambucano de Arcoverde, nascido em 1981, estudioso, Dado vem procurando espaço no cenário nacional. Já treinou o Paraná, Coritiba, Mogi Mirim, Luverdense e outros. Acabou sendo contratado pelo Bahia, o que me agradou muito devido ao potencial que há nele.
 
Porém, há uma boa parte da torcida do Bahia que vê as coisas ainda pelo lado imediatista sem observar o trabalho planejado pelo clube, achando que treinador só é bom se tiver nome famoso. Nesse caso é bom relembrar como surgiram os grandes treinadores no Brasil e pelo Mundo.
 
Reconhecidamente Guilherme Bellintani é um ótimo gestor de empresas, públicas ou privadas. Se ele pecou num determinado momento, o fez por falta de experiência com o futebol, embora sendo Conselheiro do clube desde 2008, onde era conhecido e constava em lista como Guilherme Cortizo, era ausente e pouco participava.
 
Portanto isso não lhe dava conhecimento em futebol em nível de dirigente — não que ser conselheiro significa conhecer os bastidores do futebol.  Então se tornou presidente e cometeu equívocos que pesaram muito contra ele, mas também à favor porque só se aprende sem ter medo de errar, e ele não teve. Como o time entrou em queda livre na temporada passada, com o para-quedas abrindo a poucos metros do chão, seria natural que o Presidente do Esquadrão tivesse sido responsabilizado pelo torcedor por tudo que aconteceu, e assim o foi.
 
Página virada, começa a mea-culpa do Presidente e novas promessas de um novo Bahia comprometido com resultados voltados unicamente para os anseios da torcida. Até então o torcedor vem aplaudindo a reformulação e os novos contratados. De fato as coisas estão sendo conduzidas de modo a criar boas expectativas e, em minha modesta opinião, dentre os acertos atuais está a efetivação de Dado Cavalcante.
 
Ocorre que o torcedor sofre de refluxos constantes, senão vejamos: ora, se ele torcedor vem aprovando os novos contratados sem nenhuma crítica mais azeda, muito pelo contrário, é sinal de que vem confiando num trabalho que está se reiniciando com nova roupagem e as coisas estão num patamar de boas expectativas. É naturalmente lógico isso. Porém, bastou um empate na Sul-americana e começou o refluxo… e a corneta bradou mais forte que toque de clarim em batalhão militar.
 
É nesse ponto que o torcedor precisa estar mais antenado com o que está sendo feito, e vale ressaltar, é claro, que ainda se está em busca do ideal. O Bahia precisa de elenco com qualidade porque como base do que necessita só tem os onze titulares e isso ficou bem claro no segundo tempo do jogo contra o City Torque — que é um clube de um grupo grande e rico com sede nos EUA –, mas não será por cima de pau e pedra que vai conseguir em curto espaço de tempo formar esse elenco.
 
Está bem claro para este colunista que o problema não é Dado Cavalcante — este tem buscado com trabalho e competência a solução — e nem é o “onze titular”, mas sim um elenco além dos onze confiáveis. Já está na hora de avaliar também se o “time de transição” tem entregado o que dele se espera em relação ao custo-benefício. Talvez esteja no tempo de investir maciçamente na Divisão de Base e repensar com cuidado a “Transição”.
 
Equívocos acontecem e acho que Jonas e Galdezani já são dois deles — posso também estar equivocado, e gostaria de estar. Porém não dá para desanimar com o que está sendo feito no Bahia atualmente porque há um foco na realização de uma temporada de acordo com a finalidade do clube, ou seja, o futebol. Nota-se até mesmo pelo comportamento do Presidente do Esquadrão que está tentando cometer o mínimo de equívocos possíveis.
 
 — E por falar em equívocos, o Flamengo e seu jogador mentiroso devem desculpas ao Bahia,  à sua torcida e ao jogador Ramirez. No mínimo, Gerson deveria retribuir as desculpas que Bellintani pediu a ele demonstrando mais confiança na palavra de um jogador que ele não dirige, mas possivelmente o conheça muito mais do que os que ele, Bellintani, dirige. Pelo menos a mensagem passada no episódio foi esta.

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