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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 04/02/2023 às 12h26

O Bahia é o mundo

Uma brincadeira entre duas pessoas – Renato Paiva e Marinho Junior – na entrevista coletiva pós jogo Barcelona de Ilhéus X Bahia, foi motivo de interpretação diferente por parte de pessoas que gostam de procurar piolho em careca. Nada demais, o entrevistador nem deveria se justificar a seguir com o entrevistado porque a "sugestão" foi no sentido de deixar o ambiente descontraído. 

É claro que o treinador é acerbado, por estilo próprio até, mas nunca por má educação. As pessoas mais francas têm o acerbo como instrumento para enfatizar o que verbaliza num determinado momento de stress. No caso do treinador Renato Paiva, que tivera o seu conceito de jogo não assimilado pelos jogadores em campo, o deixou realmente contrariado ao ponto de levar a ironia para fazer parte do seu desabafo no habitual momento das entrevistas – ao se referir aos “gênios” sobre o “conhecimento de causa” sem sequer entender o assunto. 

Posso não concordar com a ironia, mas estou de acordo com a reclamação. Cada macaco no seu galho. Se há profissionais específicos para monitorar os estados: técnico; fisiológico; médico; físico e psicológico dos jogadores; então o papel do torcedor e da imprensa é o de cobrar resultados a partir disso. Qual time deve estar em campo é um problema do técnico e de todo o departamento científico na busca pelo melhor. Quanto a isso, nenhuma dúvida por parte deste colunista 

Vivemos uma Era altamente científica e, cada detalhe no futebol, especialmente, é de suma importância. Até o início deste Século, o jogador quando chegava aos 30 anos de idade já apontava para o final da carreira. Aos 35 estava desvalorizado no mercado. Atualmente os jogadores tendem a encerrar a carreira entre 38 e 40 anos de idade, e, pasme: valorizados porque jogam em bom nível técnico e físico. Porém, isso tudo é fruto do trabalho minucioso da ciência no futebol. E dentro desse critério, todos os técnicos fazem o seu trabalho seguindo à risca tudo que a ciência lhes entrega. 

Assim é que, Renato Paiva, tentando explicar aos “gênios” brasileiros a sua indignidade com a incompreensão para com os técnicos, independentemente de nacionalidade, acabou causando uma meteórica controvérsia. Um assunto já superado que em nada macula o conceito do técnico junto a imprensa e torcida respectivamente. 

 É o tal ditado popular, assim como do boi se aproveita tudo – a venda do dito cujo, cada vez mais raro à mesa do pobre, é “em pé” –, com a imprensa não é diferente e tudo se torna matéria. A apresentadora Juliana Guimarães – de forma educada – pediu ao treinador através do seu programa na Band TV, que tivesse um pouco mais de calma e paciência, salientando que compreendia até ser uma cultura de Portugal, talvez, a maneira do treinador se expressar com mais eloquência verbal. Em momento algum a intenção foi polemizar um assunto tão simples de entendimento. 

Porém, o fato acabou ganhando corpo porque os youtubers, sempre exagerados – salvo exceções – em suas manchetes cata likes, apimentaram o comentário da apresentadora Juliana Guimarães e isso ganhou o mundo. Mas tudo isso faz parte desse processo revolucionário e democrático dos canais do Youtuber, que chegou para balançar o coreto da imprensa tradicional, estabelecendo um novo conceito na dinâmica da informação, bem como acabando de vez com a zona de conforto da imprensa que detinha o monopólio das notícias, que por sua vez migra cada vez mais para os canais do Youtuber.  

Renato Paiva tem, sobretudo, muito conhecimento. Embora não seja de lá, vem da escola de treinadores de Setúbal, a mesma que lançou para o mundo José Mourinho, Bruno Lage e outros nomes. Ele costuma se definir como "um treinador de projeto e de processo", então, se o Bahia e o grupo City desejam implantar um modelo de jogo, não poderia haver melhor nome. Será obviamente necessário ter paciência para isso, o que nem sempre a torcida do Bahia costuma ter. Renato tem no bom humor uma de suas marcas e até brincou certa vez que os resultadistas o perseguiriam com tacos de beisebol por causa da firmeza de suas ideias. 

Trabalhe em paz, Mr. Renato, torcida e imprensa te respeitam muito, pela tua franqueza e profundo conhecedor do que fazes. Cremos convictamente que o Bahia está nas mãos da competência inquestionável, por tudo que está acontecendo, de forma ascendente, como temos visto. É tempo de paz, trabalho e, conforme o novo mantra Tricolor, “O Bahia é o Mundo”.  

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