é goleada tricolor na internet
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Publicada em 3 de julho de 2023 às 15:55 por Djalma Gomes

Djalma Gomes

O bode expiatório das más fases






O papel do formador de opinião não é radicalizar dentro de um eventual conceito seu, mas sim, saber lidar com as eventualidades de um contexto tendo o devido cuidado com os açoites da paixão. Jamais direi que o torcedor está errado ao vaiar a sua grande e própria paixão, o que na verdade não é ódio, é extravasamento. Também não discordo de quem culpa o técnico do seu time quando a coisa não anda bem. Treinador é o comandante e culpá-lo é mais fácil, afinal alguém tem de ser o bode expiatório das más fases.  

Busco entender conceitos e fatos com naturalidade, escrevendo de acordo com o que vejo, percebo, penso e interpreto. Crio por força das circunstâncias os meus próprios conceitos, entretanto, posso mudá-los de acordo com a evolução dos fatos porque tudo é muito circunstancial. Não sou dono da verdade, porém, não dependo de nenhuma orientação alheia para expor minhas opiniões.  

Como um modesto escriba, exerço com dignidade e respeito esse meu papel aqui no ecbahia.com há quase 20 anos e, sempre, acompanhando os fatos pelo prisma da coerência e respeito a todo o contexto passível de reflexão, ou inflexão. Depende do momento e suas necessidades. Se amanhã eu precisar fazer diferente, vou fazer porque quem me dá régua e compasso são os fatos. 

Quando eu vejo o Bahia instável no Campeonato Brasileiro não me assusto e muito menos chego a extremos. Sei para onde o Bahia desta nova Era está avançando, mesmo parecendo ser ao contrário. Para isso apenas é necessário projetar a inteligência bem distante em direção ao passado e bem distante em direção ao futuro para compreender o presente,  

Comparo o momento do Bahia como o de um avião atravessando uma turbulência, cujo fenômeno não representa nenhum perigo de queda, porque os aviões são construído para suportar essas instabilidades – turbulência como sabemos é o estado desordenado do ar, ou de agitação de um fluido, que os cientistas aerodinâmicos definem como trajetórias irregulares do fluxo de ar com velocidades instantâneas e flutuações aleatórias – e, como toda nuvem é passageira, logo o Bahia estará voando em céu de brigadeiro. 

Meu caro torcedor, ainda estamos num terço do campeonato e há muito a ser mudado, os resultados em campo não têm sido o esperado, mas não há de se dizer que tudo vai tão mal assim, pois, apesar desse fracasso em relação às expectativas, o time tem apresentado uma acentuada melhora técnica nos últimos jogos, haja vista não ter perdido as duas últimas partidas por jogar mal, as falhas indivuduais é que comprometeram resultados em circunstâncias descabidas.    

Qualificar o elenco é a única saída para melhorar essa deficiência, mas se alguém acha que o problema está apenas no treinador, sinto muito, pode trazer o treinador de ponta que quiser trazer e esse será chamado de burro e vaiado do mesmo jeito que o atual treinador do Tricolor. Falo em qualificação e não do vício que se tem no Brasil de culpar o treinador por tudo de ruim que acontece com seu time. 

O Fortaleza é o melhor exemplo a ser citado porque está mantendo no clube, há três anos e dois meses, seu treinador Juan Pablo Vojvoda. Vale salientar que em 2022 o seu time passou quase toda a primeira fase do campeonato brasileiro na zona de degola e assim terminou a fase. Foi então que o clube melhorou seu elenco e, na segunda fase do Brasileirão, o time performou com excelência, inclusive, se clasificando para a Libertadores. Assim será o Bahia se qualificar o seu elenco. Não diria que voaria tão alto como voou o Fortaleza ano passado, mas voará o suficiente para se manter com tranquilidade absoluta na Série A. Para ver, é só viver.  

A sensatez da experiência nos ensina a falar com respeito sobre o trabalho que um homem, na sua solitude, desenvolve com otimismo e convicção, sobretudo quando não se conhece profundamente as entranhas desse ambiente onde cada cabeça é um mundo, e até que um parâmetro para essa compreensão se estabeleça, demanda muito tempo. É possível que um dia a convicção de Renato Paiva repita uma frase de Isaac Newton: “Se subi tão alto, é porque estava sobre os ombros de gigantes” referindo-se ao que lhe dava sustentação, ou seja, suas próprias convicções. 

 

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