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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 05/11/2022 às 13h59

O chapéu esquecido

Há anos, li um livro que citava um caso curioso ocorrido na Louisiana, EUA. Um sujeito tocou a campainha de uma residência e, educadamente, pediu o seu chapéu que ele esquecera na noite anterior, quando invadiu a casa e estuprou a mulher que ali morava. Foi preso. Parece que a parte que gostava do chapéu esqueceu de consultar a “parte” responsável pelo comportamento criminoso. 

No Rio de Janeiro, os senhores do Tapetão invadiram a decência de um regulamento que prevê o jogo jogado no campo e não nos tribunais. A indecência não aconteceu, mas foi clara a tentativa de volta ao passado para pegar o chapéu esquecido. O julgamento foi suspenso.  Parece que a parte que gosta do “Tapetão” esqueceu de consultar a “parte” responsável da Justiça, personificada no Procurador Ronaldo Piacente, do STJD. A disputa vai mesmo acontecer onde deve, no campo, e o Vasco, se subir, que seja pelo mérito do seu desempenho e não pelo demérito do ócio.  

Na verdade, estaríamos vendo, se não fosse a intervenção do Procurador, a manipulação num jogo de cartas marcadas na cara do torcedor brasileiro. No Brasil essas práticas são comuns e os exemplos são os piores possíveis. Vale tudo a favor do ilícito. É uma cultura que tem de ser banida e criminalizada. Estamos tratando de uma competição na sua última rodada, onde quatro clubes disputam duas vagas e, um desses, ser beneficiado por uma decisão do STJD, dando os pontos de um jogo empatado devido à confusão criada pelo jogador do possível beneficiado, seria a morte da ética e da moral no futebol – moral e ética essas que ainda nem é essa Brastemp toda no futebol brasileiro. 

Quem é culpado por aquela quase tragédia; Sport, ou Vasco?  Contra o Sport, tem a invasão da torcida ao campo. Contra o Vasco, pesa o fato de um jogador, seu, ir provocar a torcida próximo ao espaço dela.  O tumulto não aconteceria caso não houvesse uma premeditada provocação. Mas será que na dividida o STJD daria razão ao Sport? Eis a dúvida. Mas chama atenção o fato de o Vasco se empenhar ao máximo para que o julgamento fosse antes da rodada final. Sendo assim podemos pressupor que havia uma parte bem interessada na antecipação do julgamento e com alguma certeza, quanto ao ganho da causa.   

Nesse imbróglio foi colocado no fio da navalha a classificação do Bahia, que certamente ficaria no meio de uma tormenta caso o Vasco ganhasse no “Tapetão”. Por outro lado, o Bahia seria uma vítima sem ter nenhuma participação nessa confusão, do oportunismo vascaíno.  Mas seria vítima também da sua medonha trajetória neste ano, pela falta de fibra e vergonha na cara, por estar se submetendo a uma situação tão crítica, que o identifica como um dos piores times da série B desde o início do segundo turno.      

Quem de sã consciência não apostaria no Bahia, dentro do G-4 o tempo todo, sendo o único time que jamais saiu de lá? Acho que todos, imprensa e torcida, apostariam favoravelmente. Agora vamos ao paradoxo; estamos torcendo para que aconteça, na pior das hipóteses, um empate contra o CRB. Isto para não depender de nenhum resultado no jogo decisivo entre Ituano x Vasco.  

É muito complicado analisar o que de fato se passou e se passa com a gestão dos últimos 5 anos no Bahia. Isto porque em todos os campeonatos, da metade do caminho em diante, o time decresce técnica e mentalmente de forma muito pontual. Daí em diante entra no funil e fica se debatendo para não passar para outro lado. Em 2021 atravessou o funil, e foi pelo rio abaixo. Neste ano está fazendo a “piracema” com uma dificuldade desesperadora, mesmo já com metade do corpo na bacia da nascente do rio – piracema, para quem não sabe, é o movimento migratório dos peixes buscando as nascentes dos rios, onde acontece a reprodução. 

BAHIA SAF 

A comissão jurídica concluiu que de maneira integral os pontos necessários estão comtemplados e não existe, no contrato assinado entre o Bahia e o City, em relação à lei da SAF, nenhuma irregularidade (Fonte: emcimadolance.com.br)  

Por outro lado, segue em análise no Conselho Deliberativo do clube a proposta do City para aquisição de 90% da SAF.  

Francamente, é muita demora, para justificar o quê? O contrato está bem feito, o Presidente do Bahia já fez de público todos os esclarecimentos acerca do negócio, com total transparência, o próprio Conselho já verificou os documentos em análise há mais de 30 dias. 

Faça-se realizar o negócio urgentemente pra não encher o saco do comprador, peçam desculpas pelo atraso, e deixem a torcida ser feliz! Ponto.

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