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Coluna

Manuelito Magalhães
Publicada em 01/08/2022 às 19h36

O Real Problema do Bahia

Após a série de resultados negativos jogando em casa, o tricolor espantou os fantasmas e venceu o Náutico na última sexta-feira, após um jejum de quase dois meses. A propósito, o Bahia adora “sextar”. Como nos lembra o ECBahia Números, são 13 jogos seguidos vencendo em casa e 15 sem perder. Invencibilidade que vem desde 2010. Alô CBF, escala mais o Bahia para jogar nas noites de sexta na Arena Fonte Nossa que não ficaremos chateados.

Se é para se chatear basta assistir aos jogos, ao vivo ou pela TV. A falta de objetividade, precisão e talento de nossos jogadores é de fazer qualquer um abandonar o estádio ou desligar os aparelhos de televisão. É um tal de cercar o oponente sem conseguir marcar gols. E cercando com “arame liso”, que aliás devia ser o apelido de nosso setor ofensivo, Raí à frente, tamanha a incapacidade em levar perigo à meta adversária. Pode parecer estranho afirmar isso diante do placar elástico no final da partida, o que pode levar os incautos a imaginarem que o tricolor fez uma boa exibição.

É verdade que o time que foi a campo cheio de mudanças, intencionais ou por razões médicas, não era exatamente o preferido do treinador. Mas, a fragilidade do Náutico exigia que o Bahia se impusesse. Estivemos bem longe disso, embora nunca perto de sermos derrotados. Merecemos vencer pela insistência, não pela qualidade do futebol apresentado. Contamos com o bom senso de oportunidade do zagueiro Ignácio, com a esperteza de Davó (redimindo-se das fracas atuações anteriores) e com o passe em profundidade de Jacaré, que encontrou Éverton de frente para o goleiro.

E é justamente na análise do elenco que identificamos o real problema do Bahia. Nossa dificuldade não está em campo, nem no banco. Nosso problema se chama diretoria. Presidente, Vice e Diretor de Futebol são incapazes de contratar peças adequadas para montar um time competitivo, numa série B nivelada por baixo. Se queremos culpados, não adianta olharmos para os jogadores ou para os treinadores (já estamos no segundo este ano). Devemos dirigir os olhares para quem está nos camarotes do estádio e no comando do clube, tendo a responsabilidade pelas pífias contratações.

E falando em novos jogadores, começamos a semana anunciando duas “velhas novidades”: o lateral direito Marcinho e o meia-atacante Ricardo Goulart. Devo dizer que me chamou a atenção o diretor Freeland justificar a contratação de ambos por terem sido ou seu jogador ou jogador de Enderson. Este é o parâmetro para nossas contratações? E a análise de desempenho? e o DADE? Devemos tê-los deixados em algum lugar do passado, quando Bellintani ainda fingia ser presidente.

Independentemente de fatores extra-campo – que devem sim ser considerados – não traria qualquer um dos dois. E por uma razão bem objetiva: ambos não vem atuando já há algum tempo. Difícil acreditar no “tecnicamente indiscutível” que saiu da boca de Freeland, no anúncio. Nada indica que possam vir a ser a solução para a nossa fragilidade em campo. Mas, como diz um amigo, no futebol prefiro ser feliz a ter razão. Que ambos sejam bem-sucedidos no tricolor! BBMP!!

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