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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 18/02/2022 às 11h49

O torcedor é o dono do BAHIA

O Bahia tem uma torcida monumental e, se ela quiser, salva o clube desse imbróglio em que o colocaram. Insisto na associação em massa a preços escalonados em umas cinco opções, de acordo com o poder aquisitivo do torcedor. Também, sem essa de 01 ano para ter o direito de votar. No máximo 3 meses e esse torcedor já poderia votar.  Porém, para ser votado, aí sim, um ano. 

O torcedor é o dono do Bahia e não é justo que se exija de quem ama seu clube regras absurdas ao bel prazer de um Estatuto que é feito para favorecer grupos e não ao clube. Posso citar um Conselho com apenas 100 componentes, é claro que um grupo com seus satélites vai ser sempre maioria. É preciso sim, mais uma vez, alterar o bendito Estatuto e dessa vez a favor do associado.  

Dizer que o Bahia é um clube democrático não passa de uma falácia, pois, a única fórmula democrática no clube é o eleitor ter direito a voto. Ok, tudo bem. Mas a forma como isso acontece é que é cheia de pegadinhas que equivocam neófitos. O resultado aí está, um Bahia desgovernado e fechado, sem nenhuma transparência. Não pode dar certo, nunca! Falta muito dentro do clube para que possa se falar em democracia. 

A Coreia do Norte chama-se oficialmente República Popular Democrática da Coreia do Norte. É? Democracia é algo irrestrito – embora no Brasil ela tenha vários rabos – e o Bahia precisa alterar sua carta magna para se tornar verdadeiramente democrático. Enquanto as coisas forem como são, o clube não terá liberdade e será sempre de donos. 

A propósito, já se fala nas próximas eleições com tanta ênfase que não posso me furtar em tecer minha opinião sobre o assunto. Vi Raimundo Nonato, o Bobô, ser questionado pela bela – com todo respeito – e competente Juliana Guimarães, Band, sobre se seria candidato a presidência do Tricolor. Até acho um bom nome para tal função. Problema é que ele é um político partidário e, perguntado se seria possível ele concorrer ao pleito, ele mesmo disse que dependeria das eleições partidárias de novembro próximo. 

Declarou ainda que pertence a um grupo político e deve lealdade ao mesmo – concluo que o Bahia seria um plano B para Bobô. Perguntado se ele, em caso de sair candidato à presidência do Bahia, o faria pelo mesmo grupo que hoje dita as normas no clube, disse que talvez sim. Isto, em minha opinião, inviabilizaria na prática a eleição dele. O Torcedor não quer mais do mesmo no Bahia. Cansou. Saturou. Sente asco. Encheu o saco de tanto ver o Bahia pedalar e pedalar sem sair do lugar.  

 – Até saiu, pra baixo. 

Também assisti Emerson Ferreti, comentarista do SBT, ser questionado sobre se sairia candidato à presidência do E.C. Bahia. Foi mais objetivo que Bobô e disse que está, sim, se preparando para ser candidato ao cargo de presidente do Tricolor nas próximas eleições – acho que Emerson é o nome ideal neste momento porque reúne qualidades indiscutíveis, dentre essas a inteligência para transitar no meio sem nenhum vínculo com a Política, além de ter muito conhecimento de causa. 

Pode ser que surja outro nome e eu até mude a minha opinião. Mas no momento não vejo outro candidato melhor. Porém, o dinamismo do tempo é algo que pode mudar tudo. Fato é que pelo menos existem luzes no caminho do Tricolor para mudar o quadro atual de inércia que assola o Bahia trazendo consigo a teoria do engenheiro espacial Eduard Murphy – nada é tão ruim que não possa piorar. Preocupa sim. 

JOÃO MARCELO 

Um Bicampeão Brasileiro que nasceu para o futebol no Bahia e ali se criou, ali cresceu, ali se sagrou campeão nacional e dali voou para outras plagas. Mas o seu coração jamais voou, ele o deixou no Bahia porque sabia que em algum dia voltaria. Só não imaginaria que o presidente do seu clube, para o qual fez campanha de apoio à sua eleição, tivesse a insensibilidade de lhe processar criminalmente por ter falado de uma relação perigosa entre clube, na pessoa do seu presidente, com um empresário de futebol. 

João não foi respeitado e nem reconhecido pelo que fez de bom anos atrás ao então candidato à presidência do E.C. Bahia, Guilherme Bellintani. Muito menos ainda foi reconhecido pelo muito que fez ao Bahia ajudando-o decisivamente na campanha do Bi de 88. João foi processado por emitir opinião, algo que estão tentando, ao que parece, tornar uma prática criminosa no Brasil, porque o direito à expressão, que é sagrado, está sendo cerceado, e aí sim, de forma criminosa porque fere a Constituição.  

Anne Frank lhe recomendaria, João, a acreditar que as pessoas são realmente boas, lá no fundo do coração. Apesar de eu achar que a ingratidão é um prato que o ingrato come frio para um dia vomitar. O Ingrato tem essa capacidade de armazenamento. 

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