é goleada tricolor na internet
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Publicada em 11 de julho de 2012 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

O Bahia perdeu a sua essência






O Bahia está descaracterizado na sua essência, pois a sua arma mais mortal está desativada e os adversários que outrora tremiam diante do Bahia, na Fonte Nova, atualmente chegam à Pituaçu e se sentem à vontade para tirar pontos do Tricolor, outrora “Esquadrão de Aço”.

Pituaçu parece um estádio neutro. Qualquer time que venha enfrentar o Bahia o faz sem temor algum, justo no lugar que foi denominado festivamente pela torcida de “caldeirão tricolor” onde o Bahia deveria “atropelar” quem pintasse pela frente.

E qual seria o motivo dessa descaracterização capaz de ferir com tanta profundidade a essência da alma tricolor? Qual mais letal arma do Bahia está desativada? Não, não é a Fonte Nova… É a garra! Mas é claro que é a garra…

A garra de todos os tempos que reluzia dentro de campo em cada jogador que vestisse aquela camisa possuída de uma magia inexplicável desde o tempo que Lessa era goleiro do Bahia – como diz Gilberto Gil na música “Tradição” que o imortalizou.

Todos aqueles que vestiram a camisa tricolor souberam honrá-la com suor, dignidade, sangue e amor, independente de épocas. Lembro-me do meu saudoso amigo Ubaldo quando numa certa ocasião lhe perguntei sobre os salários atrasados e ele respondeu-me: “agora tá ótimo, parceiro, estamos felizes, o Bahia só nos deve três meses, tomara que continue assim…” E foram campeões por quase uma década!

Não faço apologia aos salários atrasados, sou apologista do vale quanto pesa e apenas exemplifico uma época em que o mais alto salário no Bahia não ultrapassava dez mil unidades monetárias – não me lembro da moeda. Hoje se fala em salários de R$ 150.000,00…

Nada tenho contra os jogadores que atualmente compõem o elenco do Bahia. São pessoas profissionais, mas ao time em campo está faltando GARRA, vontade de vencer e, até arriscaria dizer, falta de comprometimento.

O Bahia que conheço não me causava preocupação alguma por estar eventualmente perdendo um jogo ainda em andamento, aquilo era tão reversível quanto previsível. O time saía da desvantagem mesmo que fossem nos minutos derradeiros, em dez falhava uma vez.

– Apatia não existia e nem poderia existir porque Lourinho com a sua pioneira e potente buzina não deixava ninguém dormir em campo.

Dos auto-falantes vinha o espinafre do time e da torcida em forma de hino: “somos do povo um clamor / ninguém nos vence em vibração / vamos avante esquadrão…” Que apatia poderia resistir à vibração da torcida que fazia balançar toda a estrutura da Fonte Nova? Em campo o time simplesmente voava…

O que será que mudou tanto assim no Bahia que com muito, infinitamente muito mais conforto e tecnologia, não reflete em campo todo o aparato que lhe é dispensado no pré-jogo? No meu modo de ver, falta compromisso… Os salários são astronômicos, hotéis cinco estrelas, ônibus de luxo, seguranças, carrões, mídia, academia moderníssima, piscinas térmica e normal, dep. médico e odontológico, fisiologistas, concentração confortável, enfim… Que falta afinal?

Deduzam vocês mesmos, torcedores e jogadores, porque se eu continuar escrevendo vou deduzir demais e me tornar deselegante. O que aconteceu no sábado passado contra o Botafogo serviu apenas para ratificar o que venho dizendo para amigos: meu time descaracterizou na sua essência, precisa ser reprogramado na cabeça de cada jogador com chip de alerta dizendo “sou apenas regular quando muito sou, preciso compensar com garra, suor e dignidade em campo”.

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