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Publicada em 25 de fevereiro de 2010 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

O Bobô que não é craque






Depois de seguidas mentiras e da mais completa baratinação, o bando que se denomina diretoria da Sudesb anunciou a interdição do estádio de Pituaçu a partir da próxima segunda-feira, depois do BA-VI, para consertar a absurda situação a que a incompetência e a irresponsabilidade levaram o gramado do novo estádio. Novo. É isso mesmo, o estádio tem pouco mais de um ano e o seu gramado já não presta.

Na verdade, o que não presta é bem mais do que o gramado. O que não presta, o que não vale nada mesmo é Bobô e a patota inacreditavelmente incompetente que ele comanda naquele órgão vagabundo chamado Sudesb. É essa mesma patota, diga-se de passagem, que foi responsável pela morte de sete pessoas no saudoso estádio da Fonte Nova. Fosse o Brasil um país um pouco mais sério e Bobô – no mínimo ele – teria sido preso no mesmo dia em que desabou parte da arquibancada da velha Fonte.

No fim quem vai pagar o pato de novo é o Bahia, também dirigido por gente de escassa competência, que não consegue sequer honrar os compromissos financeiros com seus empregados. Uma verdadeira desmoralização. Que, aliás, só tende a piorar com o clube novamente sem estádio para mandar seus jogos. Porque ninguém é inocente para acreditar na palavra de Bobô – ou de quem quer que seja dessa turma do governo -, que dá prazo de um mês para desfazer, perdoem a expressão chula, a cagada cometida.

É um mistério, aliás, o que segura no cargo um sujeito incapaz como Bobô, responsável direto por sete mortes no estádio que lhe cabia administrar. Como é um mistério, também, o que ele e sua patota conseguiram fazer com o gramado de Pituaçu em menos de dois meses. Parece até que eles resolveram passar as férias pastando no local e comeram quase metade da grama.

E o pior é que, além de tudo, são mentirosos. Primeiro disseram que aqueles buracos, aqueles vazios de grama e aquela areia que levantava durante os jogos eram naturais do tipo de tratamento de manutenção pelo qual passara o gramado de Pituaçu. Acrescentaram, com grande saber técnico, que tudo estaria em ordem no máximo em duas semanas. Afirmação irresponsável. Eles, na verdade, não fazem a menor idéia de quanto tempo vai durar o serviço. Eles não fazem idéia de nada. Resta torcer para que tenham contratado (provavelmente sem licitação, tal qual foi construído o estádio) uma empresa com qualificação técnica para executar o serviço, o que absolutamente não é garantido, dado o histórico de erros e trapalhadas de Bobô e sua galera.

O Bahia, coitado, que não tem quem o defenda, muito possivelmente vai gramar o resto do campeonato baiano em Alagoinhas e se dê por satisfeito se tiver estádio para disputar o brasileirão da série B, porque essa turma de Bobô, cá pra nós, é uma vergonha. Enquanto isso, o nosso presidente Marcelinho deve ter recebido a notícia lá no Magic Kingdom, em Orlando, talvez entre Pateta e os Irmãos Metralha, ao tempo em que esperava o cabelo crescer para não chegar aqui careca.

Aliás, é forçoso reconhecer que o presidente Marcelinho, ainda que tardiamente, honrou a palavra e raspou a cabeça, como tinha dito que faria se o Bahia não subisse para a primeira divisão no ano passado. Agora, só falta cumprir os outros compromissos. Inclusive com os atletas e funcionários do clube. É aí que o bicho pega.

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