é goleada tricolor na internet
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Publicada em 8 de junho de 2006 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

O livro de ouro dos tolos?






Depois do “livro de ouro”, a direção do Esporte Clube Bahia poderia também promover uma rifa “raid das moças”, um bingo e uma quermesse. Uma quermesse junina, quem sabe? São formas modernas de arrecadação de fundos para resolver a questão das finanças combalidas do Tricolor.

E quem levou o clube à falência vai também contribuir para tirá-lo do buraco? De quanto será a cota deles no “livro de ouro”? O atual presidente, que era presidente do Conselho e sempre esteve ao lado dos donos do Bahia, poderá reduzir R$ 5 mil de seus vencimentos para dar o exemplo de desprendimento e abnegação?

E o eterno presidente se comprometeria publicamente a descontar da folha 20% de seus vencimentos no Tribunal de Contas para devolver ao Esporte Clube Bahia um pouco de tudo aquilo que o clube já lhe deu?

E os 300 conselheiros? Eles, que aprovam tudo que aí está – incluindo 3ª Divisão e outras vergonhas – também irão dar a módica contribuição de R$ 1 mil por mês para tirar o clube do vermelho?

E o dinheiro arrecadado ainda irá manter os salários de uma dúzia de dirigentes “abnegados-remunerados” que vivem às custas do clube?

Quanto da folha salarial será enxugado? O Vitória, depois que arrumou a casa, colocou pra fora 100 “aspones”. Quantos deles existem no Fazendão?

A partir da receita de 2004 (números oficiais), por exemplo, que foi de cerca de R$ 22 milhões – perto de R$ 1,8 milhão/mês – é possível constatar que dinheiro nunca faltou ao Bahia. Somente com rendas na Fonte Nova foram 20% desse total. Em que ralo escoou toda essa grana? Por que o clube deve, hoje, R$ 52 milhões?

Já que o site oficial alardeia uma auditoria no Bahia S.A. – que é obrigação legal, segundo a lei das sociedades anônimas – por que não estende a medida para o Esporte Clube Bahia?

Estas são indagações necessárias e importantes, que devem ser postas como cartas na mesa, para que algumas pessoas imbuídas de boa-fé e desprendimento – tricolores sérios e de altíssima envergadura moral – não se sintam ludibriadas mais adiante.

Não poderão alegar, mais tarde, ingenuidade ao maquiar uma estrutura podre, carcomida, insustentável. Para o Bahia sair definitivamente de seu estado de paciente crônico terminal já não cabe mais paliativos, mas somente um remédio amargo, indigesto e, mesmo até para os “eternos donos”, nauseabundo e insuportável: m-u-d-a-n-ç-a.

Ou se transforma ou nunca a crise vai acabar.

Sempre acreditei que só a torcida do Bahia pode tirá-lo dessa situação humilhante em que se encontra. Mas os mecanismos de participação popular têm que ser claros, transparentes, objetivos: a torcida soergue o gigante caído, mas ela passa, de fato e de direito, a definir-lhe os passos.

E a participação tem que ser total, democrática, não restrita apenas a um grupo de pessoas que nem enche um restaurante de luxo da cidade. Se o povão é a força da torcida tricolor quando superlota a Fonte Nova, por que ele fica de fora nesse instante crucial da nossa existência? É a velha história de que o povo tudo faz, menos participar do banquete – ainda que seja para pagar a conta.

E nunca esqueçam, amigos tricolores, do bem: o Bahia é do povo; a sua identidade é a da massa, que cresce com ele e que, ao mesmo tempo, o faz crescer.

Neste instante, o melhor caminho para agregar apoios e renovar o nosso Esporte Clube Bahia é transformar o torcedor em sócio. Abrir o clube, sem reservas, para todos. Aí sim, os eventuais dirigentes do Bahia, que serão democraticamente escolhidos pelos mesmos que contribuirão para sustentá-lo, poderão cobrar a Nação Tricolor por inadimplência, inércia, omissão.

Esse não é o “livro de ouro”, mas a única chance de ouro do nosso amado Esporte Clube Bahia voltar ao seus caminhos de títulos e de glórias.

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