é goleada tricolor na internet
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Publicada em 20 de julho de 2024 às 19:20 por Djalma Gomes

Djalma Gomes

Os cães ladram e a caravana passa






Para se compreender qualquer tipo de expectativa é preciso passar por alguns processos e preparar a mente com certos recursos prévios. O indivíduo deve ter uma percepção real da sua situação e dos desafios que obviamente terá de enfrentar. O preâmbulo é para dizer sobre Luciano Rodriguez que chega ao Bahia cercado por uma expectativa, a meu ver, desproporcional à realidade atual do jovem jogador, que por seu lado terá de estar preparado para compreender o contexto e se comportar com naturalidade diante dos fatos.  

O Lucho, 21 anos, é apenas e por enquanto uma grande promessa com muito potencial para se tornar o grande jogador que as circunstâncias da sua contratação impuseram ao contexto e sugestionou à torcida. Tratá-lo como se já fosse uma estrela da constelação futebolística embasado nos valores envolvidos na compra, bem como na sua condição de jogador da Seleção do Uruguai, não é saudável para ele porque falta-lhe o devido amadurecimento – ainda bem que no Bahia existe uma estrutura fabulosa, abrangente ao departamento de psicologia.  

Luciano Rodriguez, certamente não será um tiro dado no pé, muito pelo contrário, é um ótimo jogador, mas possivelmente não será a solução do momento, embora possa ser o meio para ela. Vai evoluir absurdamente sob a orientação de Rogério Ceni e deverá ser, sim, uma peça muito expressiva no projeto Tricolor a médio prazo – pelo menos para este colunista a expectativa é nesse patamar.   

O Bahia já está pondo em prática o planejamento de sustentabilidade do projeto original ao investir em jogadores como Biel; Juba; Gabriel Xavier; Lucho Rodriguez; e mais as joias que estão sendo lapidadas nas divisões de base, onde o investimento vem acontecendo robustamente, sendo o maior indicativo de que o Bahia nada mais tem a ver com o clube imediatista do passado. Há um planejamento sendo seguido à risca, com solidez absurda, visando dentre outros objetivos no futebol, internacionalizar a agenda do clube numa constante.  

É isso que preocupa os abutres do futebol brasileiro, como Jonh Textor por exemplo, que se instalou no Brasil para fomentar crises e fazer do glorioso Botafogo uma barriga de aluguel em benefício dos seus clubes na Europa, algo que a torcida do clube da Estrela Solitária não admite – compreensível porque envolve paixão –, mas alguma coisa me faz duvidar, e muito, do caráter do atual dono do Botafogo, talvez pela força dos fatos polêmicos arquitetados e acionados pela mente doentia de quem fala paradoxalmente em limites quando ele próprio não os têm. 

Um sujeito que gasta rios de dinheiro, paga salários lunáticos – problema é dele porque é seu o dinheiro – e fala que o Bahia é preocupante, porque segundo esse tumultuador, o dinheiro vem do petróleo, então até deduzo o que esse antipático bilionário quer insinuar. O fato bem claro é que o Bahia do Grupo City, direta ou indiretamente, contraria e ameaça os interesses de Jonh Textor, no futebol. Talvez por Textor entender que os efeitos de longo prazo destroem os benefícios de curto prazo.   

Felizmente, a credibilidade de Textor que já andava sobre terreno minado, segue vertiginosamente em queda livre depois do excelente e didático depoimento de Manoel Serapião Filho, no Senado, transmitido pela TV Senado e devidamente postado no Youtube, que praticamente deixou a denúncia do Jonh Textor sem nenhuma sustentação perante a CPI instalada sob o delírio do patológico dono do Botafogo. É isso; os cães ladram e a caravana passa. 

QUINTINO BARBOSA 

Congratulo-me com a família do agora saudoso pai, esposo, vovô, treinador e amigo. Barbosinha – assim era tratado carinhosamente pelos amigos – nos deixou recentemente e foi morar onde moram os anjos. Era torcedor do Bahia, mas para ele o profissionalismo estava acima da sua paixão. Profundo conhecedor do futebol, merecia a oportunidade que lhe foi negada pelos grandes clubes do Nordeste. É a vida como ela é, uns com melhores oportunidades e outros com menos reconhecimento. O futebol está de luto. Deus o tenha em paz. 

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