é goleada tricolor na internet
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Publicada em 13 de setembro de 2017 às 15:24 por Autor Genérico

Autor Genérico

Os mesmos vícios com as mesmas angústias






A LUTA do time do Bahia nessa briga para se manter apenas à beira do precipício não é motivo do mínimo orgulho. Pelo contrário. Mas ainda assim, diria que a Nação torce fervorosamente para não ser humilhada mais uma vez com mais uma queda. É uma situação triste.

— Criticar técnico e jogadores é cômodo, mas não é justo, posto que nenhuma culpa lhes cabem.

A culpa é daqueles que não planejaram o clube exatamente como deveria à época certa. O time que subiu com ajuda decisiva do Náutico pouco mudou para 2017, apesar de todas as sinalizações que indicavam fiasco na série A.

Condições de planejar tiveram, porque o orçamento deste ano é de aproximadamente 100 milhões e, convenhamos, dirigir um clube com orçamento dessa grandeza é cem vezes dez mais fácil que fazê-lo campeão somente com bilheteria.

Disse aqui nesta coluna, escrita semana passada, que o momento não é de julgar o presidente Marcelo. E disse-o porque acho que o mínimo que se pode fazer agora é unir todas as correntes em torno do Bahia, para evitar o pior.

— Cair seria um retrocesso sem precedentes e colocaria o Tricolor definitivamente no cenário nacional como clube de Segunda Divisão. Basta ver as estatísticas do sobe e desce neste Século. Nas vezes que esteve em cima, só brigou para não cair, e mesmo assim com as calças nas mãos.

A partir do fim do mandato atual, o sócio que julgue nas urnas o desempenho de Marcelo Sant’Ana, e, se tiver que mudar, que mude para muito melhor e evite colocar o clube em mãos de um grupo, conforme está agora. O Bahia é do povo!

— Nesta reta final, de nada adianta querer mudar internamente, porque nada há para mudar neste momento. Segura nas mãos de Deus e vai…

A vaidade dessa gente tola, que briga pra ver quem manda mais, é o que não deixa o Bahia ser gigante. Quando o Bahia era unido, foram ganhos dois títulos máximos do futebol brasileiro, e de forma inquestionável. Quando acabou a união, o clube encolheu.

Futebol se faz com diálogo e não com brigas que dividem o clube. Os satélites em torno do Bahia não estão sincronizados com o  “planeta” Tricolor. Esses, focam na posse que satisfaz egos, que abre portas, proporciona vitalidade à vaidade e pouco se importam verdadeiramente com o clube.

Quando entenderem que o Bahia é maior que tudo abaixo do Céu para a sua torcida, quando as urnas forem de fato e de direito do torcedor, e não desses grupos, aí mudam os ventos rapidinho e o Bahia ganha asas.

Para isso, basta que os 15.800 sócios votem e não apenas um terço disso, porque nesse caso, as fatias podem ser melhor controladas. Associar é preciso, porque quanto mais votantes, melhor para a grandeza do E.C. Bahia. Porque aí sim a democracia entra como protagonista maior nesse processo.

Fora disso, o engodo democrático continua, e o Bahia segue apenas sobrevivendo nesse modelo arcaico que cresce que nem rabo de cavalo. Entra ano e sai ano e o Bahia ali, ora na série A, ora na série B.

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