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Coluna

Cássio Nascimento
Publicada em 01/09/2021 às 11h41

Pai Rico, Pai Pobre

É com o título deste clássico das "finanças for dummies" que inicio este breve texto, em edição extra-ordinária.

Recente relatório do conselho fiscal do EC Bahia, agora atuante de verdade desde 2013, graças a democracia, sinaliza pontos que devem ser refletidos pelo quadro social do clube, e demais formadores de opinião.

Chamo atenção a todos os leitores para o fato de eu não estar qualificando ou desqualificando, pessoalmente, os membros da diretoria do Clube, os quais são probos, honestos e ilibados até sentença condenatória transitada em julgado (se houver algum dia); tampouco estou adjetivando ninguém de forma ostensiva e pejorativa, exceto para o que entendemos por "competência", "sincronia entre meios e fins" e a tríade "eficácia, eficiência e efetividade".

Longe de mim, um reles médico barnabé de repartição pública, ousar desafiar o conhecimento administrativo e profissional dos envolvidos - não à toa que sou funcionário público, porque sou uma anta em finanças. Mas vamos discutir alguns tópicos:

a) O mito da austeridade financeira: traduzido pelo aumento de despesas frente ao orçamento, de acordo com este relatório, no segundo trimestre de 2021.

b) O mito de que, no clube, "os empresários de jogadores não dão as cartas". Isso demanda, no mínimo, esclarecimentos do porquê das despesas com agenciamento de atletas terem aumentado tanto.

c) O empréstimo contraído (inclusive, um dia desses, o presidente tricolor relatou que emprestou "do seu próprio bolso" à instituição, em razão dos prejuízos advindos da pandemia), mesmo com um superávit financeiro global, foi para o quê mesmo?

d) E, finalmente, por que a prática de gestões passadas, ditas "trevosas" outrora, de não recolher, tempestivamente, emolumentos previdenciários, mesmo diante de tal superávit?

Estas quatro perguntinhas não ofendem, e sabemos que não significo absolutamente nada para que mereça resposta. Contudo, considerando que sou sócio quite, ficam aqui registrados nossos protestos por uma satisfação, uma vez que o aumento de ganhos do clube não se traduz em resultados concretos; e que a bola (lá ela) não tem entrado tanto no nosso gol por acaso.

Evidentemente, para boa parcela da torcida do clube mais reestruturando do Brasil, o joelho de Galdezani parece ser o mais importante; e quando o rival ganha de nós, ou quando somos eliminados de um campeonato zumbi como o Estadual, clamam pela presença de supostos torcedores uniformizados para resolver as coisas na porrada.

Não estamos interessados na queda de Guilherme Belintani, torcemos pelo seu sucesso à frente do clube. Porém, já passou da hora de chamar os feitos à ordem, para que a segunda divisão não seja o nosso futuro. Estamos cansados de não sair do lugar.

Saudações Tricolores!

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