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Coluna

Carlos Patrocinio
Publicada em 26/04/2021 às 12h52

Passamos (raspando) pelo primeiro teste de fogo da temporada.

O Bahia acabou passando pelo primeiro teste de fogo da temporada, classificando nos pênaltis, contra o Fortaleza, para a decisão do Nordestão. Pela classificação, feliz. Mas, mesmo com algumas coisas positivas, ficam alguns alertas pra equipe prestar atenção. Afinal, como coloquei no título, mesmo tendo sido superiores aos adversários, acabamos passando raspando.

Começando pelo lado bom, obviamente temos que citar o jovem goleiro Matheus Teixeira, herói da classificação com duas ótimas defesas na decisão por pênaltis. Só foi deslocado em uma cobrança e mostrou traquejo neste tipo de disputa. O desempenho dele vem sendo consistente no Transição, o que me leva a uma pergunta em tom de desabafo: por que diabos usaram Anderson quando esse menino já estava à disposição ano passado? Vai entender.

De qualquer sorte, apesar dele ter saído como herói improvável, fica aquela preocupação eterna: até quando teremos que recorrer ao acaso na posição de goleiro? Desta vez não foi uma lesão, mas sim a COVID que afastou Douglas. Ainda assim, será que poderemos continuar contando com Douglas e Claus, dois goleiros que parecem ser propensos a se lesionar? Dá pra jogar esta responsabilidade em Matheus Teixeira? Eu tenho dúvidas, sinceramente. De qualquer sorte, pelo menos pro primeiro jogo da decisão, vamos com o garoto.

Outro ponto positivo, pra mim, foi a atuação no primeiro tempo e no início do segundo. Deu pra ver um Bahia que buscou o protagonismo do jogo, tendo a bola, ainda que alternasse momentos de transição, como foi naquele arranque de Rossi, finalizando pra fora. O próprio Rossi finalizou em outras três oportunidades com perigo, duas no primeiro tempo, com uma delas na trave e a outra com o goleiro batido. A verdade é que poderíamos ter batido os cearenses ainda no tempo normal.

Além disso, ainda que ache que falte o equilíbrio entre lado direito e lado esquerdo, já deu pra ver alguma evolução nos avanços pela esquerda. Inclusive, as duas finalizações de Rossi que mencionei, no primeiro tempo, nasceram de jogadas do lado esquerdo do ataque. Ainda penso que falta um equilíbrio maior e mais força ofensiva daquele lado, mas tenho que ser honesto e pontuar que há alguma evolução neste equilíbrio.

Uma outra coisa que vem me chamando a atenção de forma bastante positiva, ainda que precisamos ver como eles funcionarão jogando contra equipes mais fortes, é a dupla de zaga. Luiz Otávio vem crescendo, ganhando ritmo de jogo e se mostrando muito forte no jogo aéreo. Mas quem tem enchido meus olhos neste início é German Conti. O Bahia parece ter encontrado um zagueiro muito bom. Ele também vem crescendo a cada jogo, mostrando mais ritmo. Dá pra notar boa capacidade de antecipação e ótimo posicionamento. Além disso, me impressiona a capacidade de passe entre linhas do zagueiro, seja acionando Nino, seja encontrando meias em condição de criar já na frente. No segundo tempo ele deu ótimo passe que culminou em grande jogada de Rodriguinho e Thaciano, com este último finalizando pra fora da entrada da área. Estou Contizado!

O que me preocupou neste jogo foi a dificuldade de converter as chances criadas, o que também aconteceu no primeiro tempo do jogo contra o Montevideu City Torque. Além disso, confesso que não gostei das mexidas de Dado no segundo tempo do jogo contra o Fortaleza. Sei que o time cansou, mas a impressão que me deu é que Dado quis levar o jogo para os pênaltis. Afinal, começou a colocar volantes na equipe. Vejam que terminamos o jogo com Jonas, Lucas Araújo e Galdezani em campo.

Pergunto: isso aconteceu por falta de opções ofensivas (as outras mexidas foram Rossi por Ruiz, devido ao cansaço do atacante; e Matheus Bahia por Capixaba, aparentemente também por questões físicas) ou por opção do técnico tricolor? Torço que tenha sido pelo primeiro motivo. Inclusive tenho batido na tecla de que faltam opções pras beiradas. Hoje só temos Rossi e Ruiz com estas características. A única outra opção ofensiva que tínhamos era Thonny Anderson, já que não consigo considerar Alesson uma opção válida. Isso é algo que me preocupa contra o Ceará, afinal, não há o que fazer para estes jogos. A ver se Maycon Douglas poderá trazer algo e ser mais uma opção para as beiradas. De qualquer sorte, penso que precisamos de mais um jogador para esta posição.

Agora é torcer pra que o Bahia consiga quebrar este retrospecto negativo nesta final dificílima que teremos contra o Ceará. Talvez seja o caso até de rodar o time contra a equipe boliviana pela Copa Sulamericana. Vejamos o que a semana nos traz.

 

twitter: @c_patrocinio

 
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