é goleada tricolor na internet
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Publicada em 5 de outubro de 2012 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

Pós-jogo Flamengo x Bahia






O Engenhão estava cheio, a promoção no preço dos ingressos e os últimos jogos fizeram a torcida do Flamengo comparecer em peso, mais de 30 mil pessoas… É covardia se intimidar com uma torcida deste tamanho? Claro que não! Não é assim que o Bahia e tantos outros times que enchem estádio também esperam ver o adversário reagir?

O tricolor entrou cauteloso, esperando para ver como o time do Flamengo iria se portar em campo, mas a espera não durou mais que cinco minutos e logo se via que, apesar do Flamengo ter mais posse de bola, era o Bahia que tinha o controle da partida, ameaçava, obrigava Felipe a fazer defesas e forçava o adversário ao erro.

O Flamengo tinha jogadores experientes, porém lentos e seus defensores estavam em um dia muito ruim, sem ritmo. Hélder, que não tinha nada com isso, fez o que quis: chutes de fora da área, passes primorosos; em um lance deixou dois jogadores rubro-negros no chão antes de fazer uma das melhores finalizações até o momento. Na direita, Neto tinha espaço. Se perguntarem a ele quem é Magal, capaz de falar sobre o cantor, já que o lateral rubro-negro estava completamente perdido e não conseguia neutralizar suas subidas. Gabriel, ao flutuar demais pelo campo – hora na esquerda e hora na direita – acabou deixando de aproveitar este espaço pela direita do ataque, de onde saíram as finalizações mais perigosas.

No fim do primeiro tempo, a sensação era de que o placar havia sido injusto, o Bahia teve domínio, iniciativa, um leque de jogadas que ia de contra-ataques eficientes que obrigavam os zagueiros adversários a rifar a bola, até jogadas trabalhadas com inversões de jogo e movimentação confundindo a marcação. A saída de Elias para a entrada de Pitbull não prejudicou o time; pelo contrário, o jogador mais experiente soube explorar bem as costas de Ibson e a falta de ritmo de Renato. Continuo insistindo: Pitbull precisa de sequência.

No segundo tempo o cenário mudou. Se antes o Flamengo tinha a bola e tocava de um canto a outro sem produzir, raramente ameaçando, com a entrada de Adryan ganhou movimentação no ataque e prendeu mais a marcação tricolor. Hélder não tinha a mesma liberdade, os jogadores do Bahia pareciam um pouco cansados e preferiram aguardar os rubro-negros para sair no contra-ataque. Jussandro não deu conta de Wellington Silva, que hoje poderia ser considerado o melhor lateral direito do campeonato, ao lado de Ayrton do Coritiba. A entrada de Wellington Bruno – estreante vindo da série B – deu ainda mais velocidade e dinâmica ao Flamengo, empurrando o Bahia para mais perto de sua área. Chances de gols então passaram a acontecer para os dois lados; Felipe e Lomba trabalharam muito e bem, garantindo o 0 x 0.

Na coletiva Jorginho disse que haviam perdido 2 pontos e está certo. O Bahia finalizou menos, mas obrigou Felipe a fazer 5 defesas, 3 difíceis, enquanto Lomba fez 4 defesas e apenas 1 difícil. A escalação foi acertada, as substituições também. Faltou sorte e, claro, homens de qualidade que finalizem melhor ali na frente. Gabriel precisa treinar finalização. E não digo isso pela tentativa de gol defendida pelo Felipe, pois achei que o goleiro do Flamengo teve méritos na defesa. A maioria dos goleiros ia pegar essa bola nos fundos da rede.

Um jogo de alta qualidade. Com gostinho de quero mais e… só faltou o gol!

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