é goleada tricolor na internet
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Publicada em 5 de março de 2018 às 16:44 por Autor Genérico

Autor Genérico

Precedente perigoso






O TJD, que deveria ser o guardião da retidão no cumprimento dos regulamentos que regem o futebol baiano, faz o contrário e não blinda o campeonato. Então, não mexer mais nessa panela de detritos onde a filosofia de uns é o “faz o errado que dá certo” é a atitude mais coerente que o Bahia pode tomar nesse emaranhado de interpretações de leis regidas pelo corporativismo que em público tem postura moralista e nos bastidores faz a realidade impura do nosso futebol.

Vimos no julgamento do dia 27 passado a atuação de um sistema contaminado que infelizmente exerce influência em decisões na hora de a onça beber água. Daí que é melhor ficar como está porque, por mais paradoxal que possa parecer, nada vai ser modificado e o campeonato pelo menos terminará. Apesar de manchado…

Quando foi negado ao Bahia o direito de entrar como terceiro interessado no processo de julgamento, pressenti que aquilo tinha só um objetivo: não permitir a utilização da prova pericial produzida pelo Bahia e pela TV, e isto foi suficiente para validar que a Procuradoria não contratou perícia. Uma jogada fora de campo bem própria dos bastidores do futebol. Ora, sem as contestações devidas, logo em seguida o jogador Bruno Bispo é absolvido de culpa… O mais bizarro nesse lance é que quem ordenou a fuga agora posa de bom moço e paladino da moralidade, afinal o suposto causador do problema foi absolvido para sua própria surpresa, e para minha perplexidade também.

As consequências da impunidade refletem as atitudes de dirigentes, jogadores e técnico que se sentirão mais à vontade para incitar a discórdia e a violência – como fez o “exemplar” zagueiro valentão, aquele que bate covardemente e depois sai correndo tropeçando no medo, dito como herói, que foi para as redes sociais fazer apologia à violência em fotos que deveriam ser levadas em consideração no seu julgamento porque a punição que lhe foi aplicada, além de não ser a máxima, jamais será cumprida, ao menos neste ano. Parece-me óbvio que se o Kanu protagonizou de forma repulsiva cenas inadequadas aos princípios do futebol, então nada mais justo que seu afastamento sumário do restante do campeonato. Isto sim seria um bom exemplo.

A mensagem que o TJD levou ao público é de que a lambança compensa. Descortina-se o palco desse cenário pobre e abre-se um precedente perigoso sob todos os aspectos. Ora, mudaram os artistas, mas a peça é a mesma de sempre e segue o mangue… digo, segue o jogo. Esse jogo sujo nos bastidores que só afasta o torcedor dos estádios e deixa o futuro do campeonato baiano pendurado em corda velha à beira do precipício, porque a credibilidade e confiança nas leis do futebol foram juntas pro vinagre… pelo menos aqui na Bahia de Otávio Mangabeira, que dizia ante seus desapontamentos: “Pense num absurdo, e na Bahia acontece…”

QUE SUFOCO!

Foi bem ao estilo da sua tradição que o Bahia se livrou de uma derrota em Juazeiro… ufa! Passei agora a acreditar no título que já achava perdido desde o início das experiências de Guto Ferreira. Acho que ganha, não exatamente pelo futebol que o Bahia vem jogando, que por sinal é muito pobre de técnica e tática, mas sim pelos indicadores da mística tricolor, que não deixa o torcedor arredar o pé do estádio antes do apito final.

Essa simbiose entre time e torcida durante os jogos é que fortalece o Esquadrão de Aço, principalmente quando a competição entra no funil. É nesse ponto que a Fonte Nova estremece com o grito uníssono de “Baêa! Baêa! Baêa!” e o adversário treme de medo! Aliás, tem rival que até foge de dentro da sua própria casa e apaga luz quando o Bahia aparece por lá.

CIDADE TRICOLOR

Próxima temporada não, presidente! Esse salto para o futuro tem de ser dado ainda neste ano. O Bahia necessita da modernidade ampla e com de recursos indiscutíveis para entrar de fato e por direito adquirido no hall dos 13 maiores clubes do futebol brasileiro. É lá que tudo deve ser centralizado. O hoje acanhado e espremido Fazendão já não comporta mais o Bahia, por isso mesmo deve ser vendido para financiar o chamado “acabamento” da Cidade Tricolor e ficar como referência de excelência em CTs no Brasil. Disso não tenho a menor dúvida.

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