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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 02/04/2024 às 17h16

Precisa controlar o que pensa

Caveira, quem te matou? Foi a língua, caçador. A língua mata, caçador! A metáfora é para avisar ao treinador do Tricolor que ele precisa controlar o que pensa para que a língua não encontre a corda para o seu próprio pescoço. O Bahia contratou jogadores que só aguentam até 70 minutos de jogo... não foi isso mesmo que ouvimos de Rogério Ceni? O Bahia é o time mais castigado pelo calendário e por isso o cansaço o força a errar. O Bahia não tem peças de reposição à altura dos titulares – quanta desqualificação... Coisas desse porte absurdo podem comprometer o ambiente.  

Ceni precisa aprender a fazer reflexões sobre o que vai falar e reconhecer seus erros, deixando as desculpas à parte. Ele precisa entender o seu tamanho no cenário do futebol, mundial inclusive, porque o peso da sua fala tem muita repercussão – tem algum Gasparzinho tentando corromper minha alma para me fazer lembrar de um certo português, mas é só isso porque a diferença é abissal entre a Lenda brasileira e o conto português. 

– Tenho a certeza de estar escrevendo especificamente sobre um clássico, e não generalizando sobre o trabalho de Ceni no Bahia. Ele tem muito crédito no contexto. O problema é que está faltando sensatez, prudência, e sobrando teimosia no momento de colocar a cereja no bolo. 

Se o Bahia toma três gols pelo seu lado esquerdo a culpa é de quem? Se o Bahia, segundo Ceni, só tem time para durar 60/70 minutos, algo não estaria errado com a preparação física? A verdade é que tudo não passa de desculpas esfarrapadas e falta de atitude para assumir a culpa que passa ao largo da humildade, e não transferir para jogadores; preparadores físicos; fisiologistas; scout; diretoria; uma culpa que lhe pertence em pelo menos 90%, porque indiretamente foi isso que Ceni fez na coletiva com a imprensa no último dia do mês de março. 

Rogério Ceni tem ótimas qualidades e conhecimento sobre o trabalho que faz. Mas não entro no mérito porque a mesma torcida que hoje o condena eventualmente, também o avalia bem. Assim foi que aprovou e festejou a chegada do mago são-paulino ao Bahia – creio que 99% aprovaram a sua contratação, inclusive este colunista. É claro que ainda não se trata de rejeição, mas uma possível perda do campeonato baiano o levará à rejeição, ainda que amarelada, e daí em diante a sua continuidade no Bahia poderá entrar num estado moribundo. 

Ao Rogério Ceni treinador falta o Rogério estrategista capaz de modificar positivamente o seu time dentro de campo. As substituições que ele pratica são previsíveis ao extremo. O preconceito de Ceni contra a estatura de Biel foi declarada por ele desde que chegou ao Bahia. Na sua mais recente entrevista coletiva Rogério falou sobre a sua preferência por Everaldo, jogador que ele improvisou mais pela esquerda – o torcedor nem deve mais cobrar gols de Everaldo como centroavante – em detrimento da habilidade e inteligência do Biel – considero uma aberração a preferência da maioria dos treinadores atuais pela alta estatura do jogador.  

Um time que até a metade do segundo tempo ganhava a partida pelo confortável placar de 2 x 0, e Rogério Ceni vê o técnico adversário abdicar do sistema de três volantes e lançar desesperadamente seu time à frente, e o treinador Tricolor ao invés de colocar Biel e Ademir imediatamente ao fazer a vantagem no placar, sacou os melhores do time e colocou os piores para aquele momento. Então, das duas uma; o emocional anula o cognitivo de Ceni quando joga no Barradão; Biel e Ademir podem respectivamente arrumar as malas e ir embora do Bahia porque o preconceito contra baixas estaturas parece ser uma norma de trabalho do treinador... 

Não acho difícil o Bahia ganhar bem no próximo domingo porque os fatores torcida, Fonte Nova e qualidade técnica favorecem o Bahia. Porém, esses fatores dependem da coerência de quem comanda e escala o time – esse é o meu receio porque o treinador Rogério Ceni tem algo a ver com a bunda do bebê, não sabemos em qual momento ele vai fazer a m... 

O amor da torcida pelo treinador Rogério Ceni ainda não acabou, mas tem prazo de validade porque a briga no domingo foi muito feia e isso causou jura de “rompimento contratual”. No próximo domingo, creio, esse contrato de amor será revalidado e, entre tapas e beijos, o amor sempre vence e fica ainda mais lindo – dizem. Mas é preciso vencer. E vencer bem.  Do outro lado há um time lutador e cheios de brios com um treinador que tem se mostrado mais inteligente ensinando como se joga clássico doméstico. 

Para finalizar: se por acaso o Bahia estivesse sendo treinado por um estrategista, os dois clássicos disputados na casa do adversário teriam sido fracassos bisonhos como foram para o Tricolor? É claro que não. A identidade que o Vitória tem nesse momento com a competitividade aguda não é dele, mas está aprendendo. Já no Esquadrão, o mantra Nasceu Para Vencer que o define precisa ser resgatado no próximo domingo porque isto no Tricolor é inegociável. 

 

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