é goleada tricolor na internet
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Publicada em 30 de abril de 2006 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

Saco de gatos






Cansado de tanto malhar em ferro frio, prefiro não ir a assuntos do tipo: o que é melhor ou pior, se a situação ou a oposição para o Bahia. Nada nesse “saco de gatos” onde todos miam da mesma forma trará benefícios ao Bahia. Não vejo projetos de salvação nem de um lado nem do outro. O que vejo é o jogo de interesses e vaidades pessoais onde só quem perde é o Bahia. De concreto nada, só aparições dos “salvadores” na mídia em programada entrevista coletiva, para explicar bulhufas! Enquanto isso a situação sorri e leva o barco até 2008 com direito líquido e certo de quem ganhou as eleições. Ah, e o Bahia…? Isto é outra história.

Prefiro mesmo é ir na onda da maioria e ficar contente com um triunfo aqui e outro acolá enquanto esperamos por melhoras. Sonhar sempre é bom. Imaginem que chego a pensar que o Bahia pode dar certo apesar de tudo isso aí, por que não? Se der certo vou voltar a ver a Fonte Nossa lotadinha na terceira divisão causando inveja na primeira e segunda divisões. Duvidam? Pois, não duvidem, é assim a maior torcida do Norte e Nordeste do Brasil e não é à toa que eles, dirigentes, sabem do nosso contentamento em qualquer estação do ano, bastando para isso alguns triunfos para tudo se transformar em verão e ficar tudo resolvido e dourado, “bonitinho, bonitinho”, como diz o Nilton Nogueira em suas eloquentes transmissões de jogos.

Eu mesmo tô gostando muito trabalho do Mauro Fernandes, pois o mesmo é corajoso e não tem medo de mudar meio time ou um time inteiro caso precise. Aliás, mudou recentemente quase um time inteiro e se deu bem. Ele é do tipo que fala franco e parece ter o grupo sob seu controle, não permite interferências em detrimento do seu trabalho, tá nos padrões atuais do Bahia, é ouvinte e sabe como se fazer ouvido. Vai acabar fazendo o que muitos tentaram e não conseguiram, que é botar o Bahia pra jogar com garra e se impor diante desses “japoneses” do futebol baiano.

É isso mesmo, tá tudo igual, não viram lá no Mineirão o que fez o outro não menos competente vendedor de ilusões? Pois é, tomou de quatro… que maldade! Infelizmente o futebol de ilusões que se pratica na Bahia não serve como parâmetro para nada. Ganha-se um título estadual e vai para o campeonato nacional fazer papel ridículo, iludido pela própria ilusão que protagonizou e, aí, é aquele desastre! Não vêem onde estamos, no cenário nacional? Pois é, na terceira divisão.

Ainda bem que o “saco de gatos” do lado de cá é apenas uma versão grotesca do verbo confusão. Mas lá nas bandas de Canabrava o tal “saco de gatos” parece ter outra conotação e os miados são de horrores. Mas isto é um outro caso que não me diz respeito, é briga de cahorro grande, meu compadre! E eu pensava que a crise só existia em Itinga. Qual nada! Em Canabrava se fala em fechar portas se o bambá não for reposto por quem o levou.

O que me deixa triste e com alguma inveja é ver os campeonatos da primeira e segunda divisões a todo vapor, já a minha terceirinha nem na cabeceira da pista está para decolar. Aliás, decolagens é o que não haverá, já que ônibus não tem asas. Pode ser que depois as coisas mudem e o Bahia volte a pecorrer o Brasil em asas duras. Por ora é buraqueira, poeira e sanitários coletivos.

Dentro de campo Sorato vai dando esperanças para a torcida e os seus companheiros parecem ter entendido que futebol, além da técnica, é muita raça e vontade. Mauro Fernandes parece estar incutindo no seu grupo que a consciência de jogar na terceira divisão num clube da tradição do Bahia é antes de mais nada um compromisso com 70% da Bahia. Isto ao que parece não está claro na cabeça dos dirigentes. O mais inteligente que eu acho nele, Mauro Fernandes, é saber passar aos jogadores que ali ninguém é titular absoluto e que antes deles, jogadores, está o nome do comandante do grupo. Ele sabe ao que parece até aqui, mostrar aos seus comandados o limite para tudo. É sem dúvidas um treinador que está acostumado a lidar com pedras brutas.

Acreditar ou não acreditar, eis a síndrome hamletiana da torcida do Bahia. Mas é preciso a qualquer custo, acreditar. O Bahia está acima de tudo e de todos, abaixo de DEUS. Tenho torcido com indícios de desespero pelas vitórias do time em campo. O resto a gente conserta com amor e abnegação. É assim que o público médio do Bahia, nos seus jogos na Fonte, nunca é inferior a dez mil almas abnegadas.

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Que beleza ver o Barça em campo, não? Melhor ainda é ver Ronaldinho esbanjando futebol ao brincar de jogar bola ganhando muito dinheiro. Depois de Pelé… só ele.

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Ediana, um símbolo de torcedora, está super feliz com o retorno de Jair ao seu Bahia. Deus queira que ele não tenha mais problemas com contusões… é um baita jogador.

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Triste o que a FBF fez com o profissional e homem Gelson Fogazzi. Não comunicou ao treinador nem ao Fluminense de Feira, à época, que o mesmo estava suspenso pelo tribunal esportivo por 60 dias. O Itabuna, clube que o contratou, acha que Gelson agiu de má-fé. Não há culpa por parte do treinador que é absolutamente inocente e uma pessoa séria. A culpa é de responsabilidade dos dirigentes da Federação… Não é à toa que estamos na terceira divisão!

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