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Coluna

Manuelito Magalhães
Publicada em 24/10/2021 às 22h28

Sem Tropeços

O Bahia entrou em campo no domingo passado, contra a Chapecoense, tendo praticamente toda uma rodada com resultados a seu favor, apesar de iniciar a partida na temida zona do rebaixamento, por conta do empate entre Juventude e Ceará. Carregava, portanto, o peso da necessidade de ganhar o jogo, acumular mais três pontos e continuar longe da degola no campeonato brasileiro.

Com o adversário fazendo a pior campanha dentre os 20 clubes da série A e o tricolor embalado pelas três partidas sem sofrer gols e pelas boas atuações sob o comando de Guto Ferreira, o único obstáculo ao triunfo era o próprio Bahia, caso tropeçasse nas próprias pernas. Mas, a equipe não deu confiança para o azar, abrindo o placar com menos de um minuto de jogo, fazendo o torcedor afrouxar a respiração e relaxar um pouco.

Por seu lado, a Chapecoense manteve a escrita. No caso, a de tomar a maioria de seus gols no primeiro tempo. Os dois gols que marcamos na etapa inicial (Gilberto e Raí Nascimento) selaram definitivamente o caminho para o resultado favorável, a despeito de alguns poucos erros na saída de bola e da desatenção de Patrick, Danilo, Luiz Otávio e Daniel em alguns lances, que geraram chances de contra-ataque para a Chapecoense. O tipo de desconcentração propiciada por enfrentar um adversário fraco e que não consegue transformar essas chances em oportunidades de gols.

Na segunda etapa, apesar de uma ligeira melhora do time da Chapecoense, o Bahia conseguiu manter o ritmo e ampliar o placar com Luiz Otávio após escanteio cobrado por Raí Nascimento. As entradas de Borel, Raniele e, o mais festejado, Ramirez, deram nova dinâmica ao time que, apesar de reduzir o ritmo, não perdeu a impetuosidade, sabendo administrar o placar.

Independente do futuro do tricolor no campeonato, é inegável que a chegada de Guto Ferreira trouxe um padrão de jogo ao Bahia, inexistente na “era Dabove”. Não só já conseguimos escalar o time titular, como percebemos que o time joga de maneira consistente e compacta, sabendo proteger o sistema defensivo e se abrindo para o ataque em bloco, usando os corredores com Nino/Raí na direita e Matheus Bahia/Juninho Capixaba na esquerda.

Guto tem se mostrado preciso e objetivo dentro e fora de campo. Basta ver a relação de jogadores afastados, todos cobrados pela torcida pela falta de intensidade e pelos fracos desempenhos até então. Outra medida digna de elogios foi a incorporação ao elenco principal de jogadores da base, caso de Borel, Ronaldo e Marcelo Ryan. É Guto mostrando que está de olho no presente e, também, no futuro do clube. Bom para nós.

 O Bahia, que já havia brindado a volta de sua torcida com uma apresentação impecável contra o Palmeiras, voltou a mostrar um bom futebol, ofensivo, fazendo por merecer o triunfo, a despeito da fraqueza do time da Chapecoense. Com isso, continuamos fora da Z-4, agora na 15ª colocação, com uma partida a menos. Entraremos em campo, nos próximos jogos, contra Ceará e Juventude, para reafirmar a boa fase e, quem sabe, longe do rebaixamento, entrarmos na disputa por uma vaga na Copa Sulamericana. O Bahia depende apenas de si próprio! EU ACREDITO!! BBMP!!!

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