é goleada tricolor na internet
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Publicada em 7 de maio de 2021 às 11:05 por Autor Genérico

Autor Genérico

Será pelo medo ou pela razão






Poderia eu fazer esta coluna depois dos acontecimentos de amanhã, sábado, 8,  envolvendo o Bahia. Seria plausível e cômodo porque teria muito mais lenha para o fogo das paixões de reações diversas, a depender dos resultados. Porém prefiro me antecipar aos fatos aventando possibilidades passíveis de acontecimentos, de acordo, é claro, com o cenário pós sábado de decisões. 
 
Seria sensato o Bahia terminar o campeonato doméstico com o time de transição uma vez que esse faz parte de um projeto que foca, principalmente, selecionar jogadores emergentes e prepará-los para compor o elenco principal. Isto vem sendo feito até aqui seguindo o planejamento embasado e projetado numa fonte mantenedora para o time principal do Tricolor. Ponto.
 
Deixei de enxergar o campeonato doméstico como algo interessante para o clube desde que a Copa Nordeste foi instituída. Mas devido à tradição e a importância social que tem o Campeonato Baiano passei a defender um time “B” no Bahia para disputar o campeonato de casa, e o time “A” tendo como base objetiva de temporada nacional o campeonato da Liga Nordeste, coisas que por sinal vêm acontecendo até aqui.  
 
Além dos argumentos acima, seria justo deixar a responsabilidade de uma possível conquista do campeonato baiano para o grupo que chegou à fase final entre os quatro melhores do campeonato. Mas devido à polêmica desnecessária do meio desta semana, quando se pretendeu alterar datas em benefício do Bahia e em detrimento dos demais clubes, imaginei o time B chegar à final e sair de cena para dar os louros de uma conquista ao time A… Seria algo sem nenhuma graça e um ato de desqualificação do árduo trabalho de um grupo que foi motivado para essa conquista.
 
— Estou colunista no ecbahia, mas antes disso já era torcedor do Bahia desde sempre. Não nasci para aprender amar ao Bahia, já cheguei à luz com o coração Tricolor. Porém, por uma questão de justiça, acho que tudo que é acertado não é caro, porque, uma vez proferida a palavra, deve imperar a palavra. 
 
— Entendo e saliento que o Bahia é uma só instituição, e a sua diretoria na pessoa do seu presidente, tem o direito sagrado de colocar em campo o time que desejar.
 
Como o futebol não é uma ciência exata, digamos que numa possível final o time “A” perca o campeonato… seria um desastre, não é? Sim, desastre duplo porque aos olhos da lógica o time “A” teria perdido por falta de qualidade técnica. Já o time “B” para nada serviu se a diretoria não lhe outorgou a confiança devida. Então num caso assim a tendência é a interrupção de um projeto pela força dos fatos no meio do caminho e de forma completamente equivocada.
 
— Há o jogo das possibilidades sendo analisado pela diretoria do clube. Penso que há. O problema é saber se a decisão interna será pelo planejamento do clube ou pelo medo de como o torcedor, sempre ávido por títulos, reagirá.  
 
O Bahia é um todo de camisa única e com qualquer time que entrar em campo será sempre o Bahia. Porém, cabe ao Presidente Bellintani decidir se será pelo coração, pelo medo, ou pela razão.  Ele sabe que o torcedor quer o título na galeria e ponto final. 
 
O que deixo bem claro é que ao se projetar uma filosofia de trabalho tem de se acreditar nessa filosofia. Não adianta programar a viagem e depois entrar numa bruma para ficar parado no meio dela sem saber onde está o Norte, esperando que algum vento favoreça. Todo planejamento é uma bússola pela qual temos de nos orientar para chegarmos ao ponto objetivo.
 
Mas cada cabeça é um mundo impenetrável e lá está o medo, ou a coragem. Quando começou o campeonato estadual, o que deveria ser dito com a humildade dos sábios é que esse campeonato seria disputado pelo Bahia — alternadamente e de acordo com as necessidades — com os time A e B. Melhor que prometer uma coisa e depois entregar outra e aí querer que a FBF se adeque ao calendário do Bahia e não que o Bahia se adeque ao calendário da Federação Baiana de Futebol, fato ocorrido nesta semana. 
 
Talvez o futebol seja tão atraente pela paixão que seus astros despertam e pelas  suas catimbas e fatos históricos que o marcaram no passado e até hoje ainda se proseia romanticamente sobre suas histórias e estórias — Cabe tudo, até as mentiras cômicas contadas por folclóricos ex-jogadores. Mas tudo passa e isso também passou. Agora o futebol modernizou, virou negócio, se tornou coisa muito profissional que movimenta milhões de dólares por dia. Precisa então ser levado mais pelo lado da razão com seriedade.

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