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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 09/03/2022 às 10h06

Um negociador de crises

Os ilustres mais detestados de todos os tempos pela torcida do Bahia, Guilherme Bellintani e Vitor Ferraz, acharam que deveria ser o futebol, o penduricalho. Já o sustentáculo do futebol, as ações sociais. Esse foi o conceito formado e desejado ardentemente pelo supremo staff Tricolor. O resultado dessa inversão de valores aí está, um Bahia ridicularizado e ameaçando ruir. 

Elogios no passado, da imprensa sulista, como “poucos clubes encerram a temporada tão vitoriosos quanto o Bahia, pelo menos nas ações afirmativas e no protagonismo social, que é onde se percebe o papel de uma instituição empenhada em fazer a diferença na sociedade”, embeveceram os dois aprendizes de futebol que adotaram claramente o clichê “o futebol a gente vê depois”. 

  • Não nos esqueçamos de um documento, do tipo cartilha de comportamento, feito pelo presidente do Bahia, por ocasião do problema Índio Ramirez x Gerson, onde foi colocado que “o futebol no Bahia não é uma finalidade em si”. 

Agora todos percebem a desgraça que a inversão de valores é capaz de causar. A pergunta é se alguma coisa benéfica à grandeza do clube foi feita em campo, que é onde a torcida quer que o Bahia seja o grande vitorioso – ações sociais, sempre serão bem vindas, porém, no arrasto do sucesso do futebol.  

  • Não se deve colocar o carro adiante dos bois 

Quando as coisas poderiam ser consertadas, a diretoria tricolor seguiu errando e pagou pra ver até o final. Agora que o clube está sentado à beira do precipício, com os dois pés pendurados no vazio – parecendo um suicida –, os seus algozes tentam consertar as coisas trazendo um negociador que seja capaz de salvar o suicida. 

Contudo, para quem está pedindo trégua porque a água já bateu na cintura e a próxima onda poderá levá-lo, qualquer calmaria é boa. Mas se o Freeland – que sugere “terra livre” em inglês -- tem mesmo essa capacidade salvadora, é o que veremos.  

Fico me perguntando o porquê de um diretor de futebol ser contratado como se fosse a salvação de todas as almas de um cemitério cujos coveiros são Bellintani e Ferraz. É aqui onde mora o problema. 

  • Mataram o Bahia por incompetência e omissão e se arrependeram, deve ser isso.  

Exceto se Eduardo Freeland tiver imposto a condição de liberdade de ações como principal proposta para aceitar ser um negociador de crises, tornando o seu departamento verdadeiramente autônomo e apenas com o dever de prestar contas ao presidente, poderá dar certo.  

Quanto menor for a interferência da incompetência, tanto melhor será para o Bahia. Porém, o Eduardo Freeland vai precisar, se deixarem, mostrar que tem capacidade para exercer o cargo, porque seu único trabalho foi no Botafogo, onde teve erros e acertos.  

  • No Bahia a coisa parece um pouco mais complicada, e, errar minimamente, poderá ser como aquele momento de despedida no qual se fecha um caixão.  

Fato é que Bellintani precisa se render à humildade e refletir sobre tudo que sua vaidade não lhe tem permitido. Sócrates, disse há 2.400 anos atrás que, “uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida”. Ele nos ensinou, já naquela época, que o custo e o desgaste emocional de uma vida sem autoavaliação, são tão elevados e trágicos, que não vale a pena se manter na ignorância. 

RAPOSA FELPUDA 

Plagiando o meu saudoso amigo, Jorge Maia: uma “raposa felpuda” me contou que o Grupo City comprará mesmo o Bahia logo que o clube se torne uma SAF. O que possivelmente acontecerá até junho, segundo a “raposa”. Daí em diante, fechar com o City será questão de detalhes porque as tratativas estão mais adiantadas do que se imagina. 

Ainda quero bater palmas para você, Guilherme Bellintani. A sua grande oportunidade será quando fechar um grande acordo com o investidor que comprará o Bahia, porque de investimentos você entende muito bem. 

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