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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 24/12/2021 às 17h09

Uma ONG de sucesso II

 

 Com a queda para Segunda Divisão a torcida do Esporte Clube Bahia não está apenas decepcionada, sim, se sentindo iludida pelas falsas promessas de uma reformulação completa no departamento de futebol. Fazer a coisa acontecer de forma bem elaborada, com independência e capacidade profissional, indiscutíveis, para não dar brechas às eminências pardas mal-assombradas que vivem atazanando o clube, é o que o torcedor espera de um grande gestor, e, se isso não acontece, as críticas acontecem e precisam ser entendidas e assimiladas.  

A decepção de uma torcida que não quer mais tolerar seu clube ser dirigido por “gafanhotos” poderá custar muito caro ao Bahia, no tocante à associação. Afinal a intervenção no clube não foi para só mudar de mãos, pelo contrário, deveria ser algo que não significasse o retrocesso que aí está, literalmente. Se na primeira gestão de Guilherme a coisa já não andara bem, a segunda nem era para ter acontecido.     

Reeleito, o Presidente Tricolor continuou com sua fala de bom moço e o Bahia atolado no poço, agora cheio de dívidas. Na medida em que os dias foram passando notava-se que a realidade era mais difícil do que imaginara a torcida. Nada acontecia. O Bahia já estava agonizando havia muito tempo nas mãos da atual diretoria. Era o retrocesso mostrando sua cara, por assim dizer. 

A esperança por um Bahia melhor é desde a intervenção, e de lá para cá duas quedas já se consumaram em meio às promessas de fazerem do Bahia um clube capaz de competir em alto nível. Nas duas vezes em que caiu, foi por absoluta incompetência dos seus dirigentes.  

Mas não é somente Bellintani o carrasco do Bahia. No meio dessas turbulências sobrevive o seu vice Vitor Ferraz que está por lá desde o primeiro mandato pós intervenção com Fernando Schmidt -- que jogou o clube na Segunda Divisão. O moço, além de não entender de futebol é no mínimo um pé frio, são 8 anos de insucessos.  

Se antes da intervenção o Bahia era conhecido como sendo da “Era das trevas” com apegos a cargos, como diziam, o que dizer do atual vice presidente com oito anos no Clube, sem nenhum benefício prático ao Bahia, e, com dois rebaixamentos? Na democracia, não se pressupõe alternância de poder e mudanças? O que mudou de verdade? Desde a intervenção, certamente algumas coisas mudaram para melhor, porque nem tudo é pecado, mas a maioria esmagadora das promessas ficou na retórica.  

É muito apego ao cargo e falta de amor ao Clube se manter fazendo parte da direção sem capacidade para tal, quando outros tricolores poderiam ter feito muito mais se os incompetentes tivessem encerrado seus ciclos no Bahia em 2020. Aí sim, seria mérito por ato explicito de amor ao clube. 

Em 2018, o vice presidente Tricolor foi à Holanda, segundo se noticiou largamente, levando um projeto para firmar uma parceria com o AJAX. Pensei que as coisas enfim estavam indo bem, mas, qual foi o resultado disso? Precisava mesmo ir à Holanda, para nada acontecer? Se deu a notícia da viagem, por que não explicou o fato de o “projeto” não ter saído do papel? Nada é por acaso, e não foi por acaso que o Bahia, infelizmente, caiu para Segunda Divisão afundado em dívidas.  

 --- Só mesmo muita incompetência para explicar tantos fatos negativos ao ponto de o dinheiro do clube ser mal empregado em projetos inócuos, viagens ao exterior atrás de parcerias e outras coisas como a propalada “agricultura familiar”.  

 Existem situações que precisam ser devidamente esclarecidas à torcida do Bahia: 

a) Qual o motivo de não existir um projeto real, e não de retórica, para fortalecimento do clube, com especial denodo às divisões de base?

b) Quanto se investe no Sub-23 e, quanto se investe na Divisão de Base?

c) Com problemas financeiros agravados pela pandemia, por que a presença da alta cúpula em todas as viagens do Clube? Não bastaria só a presença do Presidente ou, a do vice?

d) Qual a dívida gerada pela atual gestão e, quais as dívidas deixadas pelas gestões anteriores -- a partir da intervenção, já que ela gerou uma auditoria -- a atual?

e) O cabide de emprego, continuará? 535 funcionários é muita coisa para um clube de “série A”, quanto mais agora na Segunda Divisão. O torcedor quer respostas porque ele é quem banca o clube com tudo isso.

A atual diretoria – que adora lacrar -- lançou a camisa sangue para homenagear os sócios que estão em dia, que de acordo com o que eles dizem, deram seu sangue pelo Clube, ok. Aí fico me perguntando, com espirito natalino, qual será a próxima surpresa que a ONG vai apresentar no próximo lançamento de camisas, alguns legumes representando a produção da “Agricultura familiar”? Possivelmente. 

Se as coisas ruins fossem só essas, por tudo que é pregado ideologicamente no Bahia, vá lá..., mas tem outras coisas que são deprimentes e até estão na contramão do estilo cordeiro que é pregado atualmente no Bahia.  

Na entrevista de João Marcelo à Band ele disse que foi pedida a exclusão da participação de Paulo Maracajá no evento comemorativo dos 30 anos do Bi Brasileiro, isso para não ferir susceptibilidades no clube, pasme, torcedor! Um total absurdo que me dá a certeza da pequenez das pessoas que dirigem o Clube atualmente.  

Querem apagar tudo que esse monstro sagrado, chamado Paulo Maracajá, fez de história no Bahia, por quê? Não conseguirão porque quem faz história fica nela eternamente. 

Paulo Maracajá honrou o Bahia e sua torcida. Então, nesse caso, trata-se de uma refundação do Clube? É o que parece querer essa gente pequena que tenta manipular a história do Tricolor. Seria uma refundação recheada, ao que parece, de ódio, rancor, vinganças (...) e atitudes mesquinhas. É isso que os diretores do Esquadrão deixam transparecer.  

-- Mas saibam, tudo que o Bahia conquistou foi graças aos respectivos presidentes Osório Vilas Boas e Paulo Virgílio Maracajá. Isto ninguém poderá omitir nem à própria consciência. Eles cometeram erros e falhas, é normal, mas as virtudes suplantam e continuam saltando largamente à frente dos olhos de quem tem olhos justos e, que mais do que ver, sabe enxergar.  

Mas como o Bahia parece pertencer a grupos radicais, que não querem reconhecer a grandeza de quem fez muito pelo no Bahia, além de ignorar os títulos conquistados, preferindo enxergar o copo meio vazio e não meio cheio, tirem as estrelas que estão sobre o escudo do Clube, que Paulo e Osório Vilas Boas conquistaram, que dão à grandeza do Bahia o que vocês jamais conseguirão dar, e continuem o projeto “ONG de Sucesso” que visa ao que parece, a refundação do Bahia como qualquer coisa, menos como clube de futebol. 

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