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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 18/11/2020 às 15h36

Vai pesar mais o receio de mudar do que o de experimentar

Falando sobre as próximas eleições no Bahia, apesar de saber que a pluralidade é essencial na democracia, principalmente, quando se trata de cargos eletivos, no entanto há casos em que a sensatez fala mais alto e daí conclui-se que quanto menos alterar um processo estrutural que vem dando certo, melhor será. Não tenho dúvida que esse foi o fator decisivo para que o Bahia tivesse apenas dois candidatos concorrendo à sua presidência – pelo visto faltou pouco para ser candidatura única, o que não alteraria o conceito democrático posto que seria apenas algo inusitado dentro da democracia Tricolor. 

Méritos não faltam ao atual Presidente Tricolor para continuar seu trabalho e, creio, que até num patamar bem melhor de conhecimento de causa. Possivelmente isso pesou na balança dos potencias candidatos que acabaram por desistir do pleito e indiretamente avalizaram e viabilizaram a candidatura de Guilherme Bellintani à reeleição. É processo indireto e de igual modo conclusivo. 

Quanto ao candidato Lúcio Rios, do Mais Bahia, também tem o mérito de ser um devotado Tricolor que faz parte de um grupo com pessoas de ideias brilhantes e capaz de dar prosseguimento ao que já existe de positivo no Bahia, apoiando a sua administração em caso de vitória nas urnas. Entretanto, o sócio eleitor do E.C. Bahia tem um fiel de balança bem ajustado e vai pesar mais o receio de mudar do que o de experimentar. Na dúvida, segue o jogo!

Não é uma questão de subestimar  a candidatura de Lúcio, que é bem apoiada, diga-se, mas o embasamento do torcedor está nas pesquisas e nas redes sociais. Justo por isso acredito mais no receio do que no experimento. Agora, para consolidar a democracia se faz necessário e benéfico que os sócios votem em massa porque assim deixam as eleições mais justas e sem a sombra das dúvidas. Não se acomodem em detrimento do clube que amam e compareçam.  

Seria muito bom que pelo menos 15 mil sócios votassem para se ter um parâmetro satisfatório do amadurecimento da democracia no clube. Uma instituição que tem cerca de 20 mil abnegados aptos para votar o destino do seu clube, e apenas 3 mil sócios aparecem para sufragar, como os que não estiverem presentes por falta de interesse poderão reclamar depois de alguma coisa? 

Dirigir um clube de futebol, cuja  receita depende do sócio e da arquibancada como base de partida, com todas as dificuldades de um país com desenvolvimento econômico aquém das suas reais possibilidades devido à Pandemia, e ainda manter todas as contas sob controle – no limite –, é preciso ser muito bom gestor e sobretudo ter compromisso com a história, o presente e futuro do clube, com a consciência de quem sabe exatamente o tamanho da responsabilidade que é dirigir o Bahia. 

Em minha opinião são dois bons candidatos e, quem quer que seja o eleito, que governe o Bahia como clube de futebol e não como uma instituição afeita às ideologias políticas porque isso não acrescenta nada ao Bahia, pelo contrário, divide a torcida e indiretamente partidariza o clube. Tudo o que o Bahia precisa é de unidade à favor da sua grandeza. Nas arquibancadas o tom deve ser como sempre foi, Tricolor. 

Quando não há divisão todos são iguais, e sempre foi assim, mas a partir do momento em que entram temas como igualdade de gênero, por exemplo, o Bahia deixa de ser unidade e passa a ser um divisor ideológico. 

É tema complicado, altamente desconfortável para se discutir, e nem é a vontade deste colunista, discuti-lo. Exponho apenas a cara do monstro para que ele não ganhe corpo ao ponto de o Bahia sofrer uma transformação capaz de modificar a sua bela face deixando em segundo plano a sua verdadeira razão de existir que é o futebol. O que o torcedor quer mesmo é um presidente que eleve o seu clube à altura dos seus sonhos porque o Bahia é “mal” acostumado com vitórias e títulos. Aliás, esse é o “mau” costume mais amado e festejado pela torcida. 

ZECA 

Você emocionou  a todos que viram, sentiram e sofreram suas dores naquele momento único, em Curitiba, ao marcar seu gol e, ajoelhado, reverenciar  a sua mãe. O Abraço dos seus companheiros, de certa forma, também foi o abraço de todos que assistiram pela televisão aquele momento singular em amor, sofrimento e saudade. Tenha certeza de que aos mais privilegiados de hoje, que ainda desfrutam da presença das suas mamães, a esses você deu o exemplo oportuno de como um filho deve amar e reverenciar com a mesma intensidade, refletida no seu gesto, a quem lhes deu à luz.  Sócrates disse, há 2.400 anos atrás, que “uma vida sem sem reflexão, não vale a pena ser vivida”.

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