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Coluna

Publicada em 09/12/2019 às 19h11

Vem aí 2020

Mais um ano se encerra e, com ele, chegamos a mais um final de campeonato brasileiro. Não há nada de novo. O Bahia termina sua jornada na metade de baixo da tabela, atrás do Goiás e do Fortaleza. Os times citados brigaram o ano inteiro para não cair e, surpreendentemente, terminaram à frente do Esquadrão de Aço. Eu poderia amenizar e dizer que, se analisarmos o conjunto da obra, não foi tão ruim assim. A questão é que eu não vejo dessa forma... Foi realmente péssimo.

O Bahia terminou o primeiro turno com 30 pontos, bom saldo de gols e excelentes números defensivos. Um time bem treinado, todos nós dissemos isso. Nós, torcedores, e o Brasil inteiro. Pudemos testemunhar a imprensa nacional exaltar o Esquadrão pelo seu futebol vertical e consistente. E, de repente, tudo isso foi por água abaixo. Nos disseram que era um momento de oscilação, quando na verdade é uma doença crônica que acomete o Tricolor ano após ano. Quem são os culpados? 

Em primeiro lugar, responsabilizo a direção do clube. Afinal, no começo da temporada, o presidente já dizia: "O objetivo é ficar ali, entre o 10º e o 13º.", objetivo alcançado.  Não bastou dizer isso apenas uma vez. Reverberou essa mensagem dentro e fora dos corredores do clube. O problema da direção é que ela parece que tem MEDO de impor objetivos claros. Afinal, dizer: "Vamos brigar pela libertadores!", parece ser demais para Guilherme Belintani... Sempre acanhado quando se trata de impor objetivos. Por vezes, parece que o Bahia tem vergonha de assumir posições de destaque.

Em segundo lugar, os jogadores. Parece que estão mais confortáveis com a pressão de brigar para não serem rebaixados do que com a "pressão" de lutar por uma vaga na Libertadores. Sentiram tanto essa "pressão" que, dos últimos 15 jogos decisivos, ganharam apenas 2. Sinceramente, precisamos de jogadores com um perfil melhor, com ímpeto e respeito pelo Esporte Clube Bahia, sexto maior time em número de sócios do país. Precisamos de atletas que valorizem essa torcida que é a sexta maior média de público do Campeonato Brasileiro. Certamente, estamos todos cansados de assistir o time afrouxar nas decisões. Está evidente que muitos jogadores não são capazes de lidar com objetivos maiores. Infelizmente, parece ser demais para eles.

Em terceiro e último lugar, culpo ao nosso técnico, Roger Machado. Demonstrou enorme dificuldade em reverter a situação e, por fim, falhou de maneira incontestável. Houve um momento do campeonato, durante o segundo turno, em que estava claro que o Bahia entraria em campo para empatar ou perder. Nessa situação, por que não arriscar mais? Sinceramente, em dado momento, eu preferia até mesmo o sub-23 do Bahia em campo, no Brasileirão da Série A, ao invés dos mesmos jogadores de sempre. Em 2020, Roger terá o desafio de, pela primeira vez na carreira, mostrar REGULARIDADE. Sem essa de começar bem e terminar mal, que é praticamente o resumo de sua carreira como treinador. Ainda assim, acredito no potencial dele e continuo pensando que ele é a pessoa correta para levar o Esquadrão às alturas de novo. Insisto: devemos apoiá-lo.

Em 2020, espero que as coisas se ajustem. Que tenhamos um presidente focado em FUTEBOL, jogadores corajosos e comprometidos com a máxima exigência e que o nosso técnico aprenda a reverter esse quadro crônico de pequenez que tanto assola o Esquadrão de Aço.

 

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