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Notícia | Entrevista

Publicada em 09 de outubro de 2021 às 14h42

Bellintani admite ‘erros claros’ na montagem do elenco de 2021

Presidente concorda que tem havido erros além da conta desde 2020

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

As contratações feitas pelo Bahia nas últimas duas temporadas têm deixado uma enorme margem para críticas. Foram dezenas de jogadores contratados e poucos deles com participação efetiva na equipe titular, sobretudo no ano de 2021.

Dos 19 reforços anunciados para o elenco principal neste ano, um deles (Cirino) não vai estrear na atual temporada e dois deles nem sequer atuaram como titulares (Pablo e Júnior).

Dos demais contratados, são poucos os que firmaram espaço na equipe inicial – como os casos de Conti, Luiz Otávio, Mugni e Rodallega.

Em entrevista ao programa Cidade Aratu, da TV Aratu, Bellintani foi questionado sobre a montagem de elenco ter sido ruim. Ele contextualizou a situação, afirmando que 2021 foi um ano atípico para contratações, citou dificuldades financeiras, mas admitiu ter cometido erros que são nítidos.

“Da temporada 2020 para 2021, não tivemos aquele intervalo de 30 dias. Portanto, o tempo de contratação foi muito curto. Além disso, zero de recursos para contratar. O Bahia montou um time sem fazer investimentos, pegando jogadores livres no mercado, exceto Luiz Otávio e Oscar Ruiz, que foram investimentos muito pequenos em relação à realidade do mercado. Com pouco tempo e pouco dinheiro, é sempre muito difícil montar um time”.

“(...) Mas, isso, para mim, não serve para justificar os erros de montagem de elenco, que são nítidos e claros”.

Temos errado bastante em 2020 e em 2021, e entendo que isso merece muita atenção de nós na montagem dos próximos elencos. Eu faço a autocrítica, mas também contextualizado para dizer que não é fácil montar um time com a responsabilidade financeira que nós temos.

Segundo Bellintani, o objetivo é fazer com que o Esquadrão não se transforme em um dos grandes do futebol brasileiro que se endividaram além da conta e hoje sofrem na Série B.

“Não quero que o Bahia se transforme em um Cruzeiro ou em um Vasco, com todo respeito aos clubes, mas que em outras gestões gastaram mais do que poderiam. Nosso primeiro objetivo foi montar um elenco com redução de custos, mas ainda assim eu acho que temos falhado. Daria para montar um elenco melhor com o dinheiro disponível”.

Avaliação sobre a atuação do Departamento de Análise e Desempenho

“Eu não credito ao DADE toda a responsabilidade nos momentos bons e nem toda a responsabilidade nas contratações que não dão resultado. O DADE é uma parte do ecossistema de contratações do clube, que passa também pelo treinador, pela diretoria de futebol e pelo presidente”.

“(...) Quando vamos fazer uma contratação, fazemos no contexto do clube, que certamente tem no DADE um ponto de apoio muito importante, mas não único. Não só o DADE, mas a diretoria de futebol, a própria presidência e treinadores que passaram pelo clube, também têm participação importante nas decisões”.

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