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Notícia | Entrevista

Publicada em 30 de abril de 2022 às 17h39

Bellintani afirma priorizar pagamento de dívidas com SAF

Presidente fala em pagar dívidas antes de investir no futebol

Victor de Freitas

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Fonte: Reprodução / TV Bahêa

Mesmo sem confirmações da Diretoria Executiva, não é segredo que as negociações entre Bahia e Grupo City estão avançadas, faltando apenas uma proposta oficial ser envidada ao Esquadrão de Aço para a formação de uma Sociedade Anônima do Futebol, que será votada pelos sócios tricolores.

Em assembleia geral que marcou a aprovação das contas do clube em 2021, neste sábado, o presidente Guilherme Bellintani voltou a tocar no assunto “SAF” e fez novas declarações sobre como enxerga uma possível sociedade que venha a ser construída com algum grupo, sem citar nomes.

Segundo o dirigente tricolor, sua prioridade inicial com os investimentos que serão recebidos é pagar as dívidas do clube, pois acredita que só assim deixará o Bahia para o futuro.

Talvez a maior proteção é exigir a qualquer investidor que primeiro pense em pagamento da dívida. Depois, em novos investimentos. O pagamento da dívida vai permitir novos investimentos. E, ao mesmo tempo, se der alguma coisa errada, a dívida está paga”.

Bellintani entende que a ideia de exigir o pagamento antecipado de débitos do clube é a ideal e não foi feita pelos clubes que já firmaram acordos para SAF.

“A grande proteção, antes da jurídica, é comercial. Nem Cruzeiro, nem Botafogo, nem Vasco, salvo engano, exigiram pagamento antecipado da dívida. Eles usaram cláusula da lei da SAF que permite que os 20% de arrecadação nos próximos anos sejam destinados para pagamento da dívida. Isso é bom. A Chapecoense está fazendo é ter a SAF sem investidor. As ações são da associação. Então, ela usou a lei da SAF para limitar o pagamento da dívida. No nosso caso, a gente tem proteção comercial e jurídica”.

“É lógico que, em uma mesa de negociação, vai ter a gente puxando para cá, e gente puxando para lá. O contrato bom para o negócio é um pouco ruim para os dois. Vamos lutar para ser o melhor para nós. Estamos trabalhando para que a proposta que venha contemple itens básicos”.

Com o intuito de utilizar o ‘primeiro cheque’ de investimentos para pagamento de dívidas, Bellintani afirma que não está à procura de um investidor que só invista no Bahia dentro das quatro linhas.

“Outros modelos que, para mim, são mais saudáveis dizem que se você quer investir no clube, primeiro cheque é para pagar dívida. E depois vamos investir no futebol. Indo para nossa realidade, que se a gente quiser ter uma quitação de dívida de curto prazo, que me parece mais responsável, muito ruim ter investidor que só coloque dinheiro no futebol”.

Me parece uma coisa meio rasa atrair investir para colocar dinheiro só no futebol e continuar devendo. A minha sugestão é ter alguém que investisse na quitação ou redução da dívida e além disso fizesse investimento no futebol além da compra de jogador”.

Políticas sociais seguirão existindo após SAF?

“A gente entende que esse processo tem que ser constituído de forma madura para aceitar ou negar. São questões normais. Eu diria que das duas propostas que a gente discutiu mais, uma é mais aberta a discussão lá e cá e outra é mais fechada. Hoje a gente está com conversa mais fechado com potencial parceiro que está aceitando discussão do projeto. Por isso a conversa está se alongando. Está tendo espaço para debater projeto e não só questão financeira, como política representante. A associação continua existindo. Ele só vai ter deslocado para uma sociedade o negócio futebol. Mas a autonomia da sua imagem continua existindo. É uma sociedade formada por duas pessoas. Se essa sociedade vai ter preocupação social, depende de quem for presidente. Certamente uma SAF não leva história de forma plena como associação. Parte disso se perde, e é preciso decidir com base nesse contexto para que a gente não se iluda. Mas a associação continua existindo”.

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