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Notícia | Entrevista

Publicada em 11 de novembro de 2022 às 09h25

Bellintani explica qual será seu papel após a formação da SAF

Presidente detalha trabalho de transição após a aprovação da oferta do City por parte dos sócios e o que fará até o fim do mandato

Victor de Freitas

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Fonte: Reprodução / Youtube

A SAF está a cada dia mais perto de se tornar uma realidade no Bahia. Com a votação marcada para o dia 3 de dezembro, as expectativas são altas por parte do torcedor tricolor.

Ao mesmo tempo em que as esperanças são renovadas para o futuro do clube, torcedores ainda demonstram dúvidas em determinados pontos referentes a como o Bahia funcionará após a formação da sociedade com o Grupo City.

Uma das dúvidas diz a respeito do trabalho do atual presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, e dos próximos dirigentes que entrarão no cargo após o fim do mandato, em dezembro de 2023.

Durante entrevista à rádio Metrópole FM, Bellintani detalhou qual será o seu papel no Esporte Clube Bahia depois da aprovação da proposta do City no próximo dia 3.

“O presidente do Bahia vira presidente da associação, que é um representante da sociedade. Tem um assento no conselho gestor da SAF, mas, na real, é um conselho que tem cinco representantes da SAF e o presidente é o único que representa a associação Esporte Clube Bahia”.

Para os próximos 12 meses em que permanecerá como presidente do Bahia, Bellintani explicou que terá uma participação ativa nos três meses seguintes à aprovação da SAF, que será o momento da transição da gestão de futebol do clube.

“Eu, por exemplo, sou presidente até o final do ano que vem. A partir do dia 3 de dezembro, havendo aprovação, meus poderes diminuem consideravelmente. Tem um ciclo de transição, que deve durar mais três meses, que é quando se abre uma nova empresa para SAF para receber os aportes, pagar as dívidas, receber os imóveis... Dá em torno de 90 dias. Compartilho decisões dentro desses 90 dias com o gestor da SAF e depois disso, passo a ser um representante da associação Esporte Clube Bahia”.

A partir do momento que a transição seja finalizada, Bellintani atuará somente como representante da associação, sem mais nenhum poder de decisão em situações relativas à gestão do futebol.

“Portanto, ajudando no que for preciso, mas sem nenhum poder e sem nenhum comando mais para definir sobre as coisas do clube. Após o final da transição e a SAF estiver, de fato, completamente constituída, praticamente todas as decisões são tomadas pela SAF, que estará lá como sócio majoritário, que é o City Football Group”.

Direitos que a associação preservará

A associação civil Esporte Clube Bahia tem assegurado alguns poderes de veto pela Lei nº 14.193/2021 e pelo contrato que será firmado com o Grupo City, que dizem a respeito da manutenção da tradição do clube.

“Há alguns direitos que são preservados pela associação e temos como dever a fiscalização do contrato. Por exemplo, se a SAF disser que não quer jogar o Campeonato Brasileiro ou que quer colocar o vermelho do Bahia mais escuro e o azul mais claro, isso não pode ser feito sem autorização da associação. Temos uma série de controles do contrato, mas não tenho decisões sobre o dia-a-dia do clube, contratações, e outras coisas”.

“Tanto a Lei, quanto o contrato, protegem as coisas mais importantes do clube:  escudo, hino, cor de camisa, sede. Por exemplo, se a SAF quiser levar o Bahia para Sergipe, não pode. A lei veda isso e o nosso contrato reforça essa vedação. Coisas que são simbólicas, tipo de camisa (branca e tricolor), as cores e tons da camisa, nome... Não vai ser Bahia City, vai ser Esporte Clube Bahia. Tudo isso vai ser mantido por força de Lei e reforçado pelo nosso contrato”.

A proposta do Grupo City é por um aporte de aproximadamente R$ 1 bilhão, que deverá ser investido no clube pelos próximos 15 anos.

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