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Notícia | Entrevista

Publicada em 21 de novembro de 2022 às 11h45

Bruno Lopes diz como foi trabalhar com três técnicos em 2022

Profissional também fala sobre a importância de ter uma categoria sub-23 em um clube

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

Bruno Lopes foi o profissional que atuou como membro fixo da comissão técnica do Bahia em 2022. Auxiliar da casa, ele trabalhou com Guto Ferreira, Enderson Moreira e Eduardo Barroca ao longo do ano.

Em uma entrevista ao canal Jogo Direto, no Youtube, o português comentou sobre como foi trabalhar com três profissionais em um só campeonato e garantiu que houve espaço para o seu trabalho com cada um deles.

“Tive a felicidade de trabalhar com três técnicos que foram muito abertos comigo. Abriam o peito e nós compartilhávamos ideias. Com Guto, Enderson e Barroca, fomos todos sempre muito abertos. Eu com eles e eles comigo. Nunca houve resistência da parte deles e nem da minha parte. Partilhávamos ideias. Eu dava minhas ideias, eles estavam abertos para isso. Todos eles olhavam para mim como qualquer auxiliar do treinador. Houve sempre muito diálogo. Em primeiro lugar eu precisava entender qual era a ideia de jogos deles para poder me adaptar. Foi uma coisa simples na minha parte, só questão de adaptabilidade e disponibilidade para ajudar. E diálogo para poder dar apoio”.

Importância de um time sub-23

Antes de assumir como auxiliar da comissão técnica fixa do clube, Bruno Lopes havia chegado para treinar o time sub-23 do Bahia no Brasileiro de Aspirantes e possivelmente no Estadual de 2022 –nesse segundo caso, a ideia foi cancelada após a queda em 2021.

Para Bruno, é fundamental ter uma equipe da categoria sub-23 no clube para dar rodagem e auxiliar na maturação de atletas que já saíram da base, mas ainda não estão prontos para o futebol profissional.

“No nosso caso do Bahia, todos os jogadores do sub-23 eram profissionais. Às vezes é o espaço que o jogador precisa para ganhar essa maturação, a vivência necessária para depois chegar ao time principal”.

Ele cita a pressão das torcidas brasileiras como mais um motivo para cautela no momento de subir um jogador.

“A gente sabe que as torcidas são apaixonadas, mas também cobram muito. Quando não corresponde, já não serve. Então, o jogador precisa desse espaço para crescer de forma segura e quando chegar no profissional, já estar solidificado para começar a ganhar oportunidades e crescer. Acho que o sub-23 é um espaço interessante, no Brasil a competição é boa, o nível está alto. E é espaço competitivo, importante para jovens. Não basta só treino. É como a escola, é preciso estudar e provar no exame”.

Em 2022, o time sub-23 foi suspenso em razão da queda nas receitas do clube pelo rebaixamento à segunda divisão. Com a chegada do Grupo City, certamente o time de transição será reativado.

Perfil de técnico e jogador para o Bahia

O profissional também falou sobre o perfil de um técnico ou de jogadores para o Bahia.

“Um dos grandes slogans do Bahia é “Ninguém nos vence em vibração”. A Fonte Nova pulsa, a Fonte Nova tem sangue. Quando o jogador pega a bola, a torcida joga junto, empolga. Tem que ser um treinador para aquilo, tem que ser um jogador para isso”.

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