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Notícia | Entrevista

Publicada em 18 de fevereiro de 2021 às 13h22

Ex-dirigente diz que diretoria errou ao mudar perfil de reforços

Pedro Henriques vê mudança de postura no mercado como equívoco

Victor de Freitas

Fora do Bahia desde março de 2020, Pedro Henriques contribuiu para o Bahia como vice-presidente durante a gestão de Marcelo Sant’Ana e na função de Executivo por dois anos do mandato de Guilherme Bellintani.

Assumindo atualmente uma visão externa, como torcedor, atualmente sem vínculo político com o Bahia, Henriques afirma que a mudança no perfil de contratações foi o maior equívoco de Bellintani nos últimos anos.

Em entrevista ao programa BN na Bola, da rádio Salvador FM 92.3, o ex-dirigente afirma que o clube deixar de apostar em jovens emergentes para investir em jogadores renomados, mas com idade avançada, foi uma tentativa de evoluir no mercado, mas que passou longe de surtir efeito positivo.

“Na minha concepção, o Bahia, já há algum tempo, mudou um pouco a sua política de contratação e montagem de elenco. Passou a buscar jogadores de maior renome e mais qualificados no cenário do futebol. A gente trouxe Fernandão, Guerra, Guilherme... Acho que houve uma mudança nessa linha de contratações e que foi uma tentativa de evoluir. No futebol, o Bahia foi muito bem em 2018 e isso fez com que a diretoria pensasse em alçar voos maiores. E eles acharam que a forma de fazer isso era contratar esse tipo de jogador, o que me parece que foi um equívoco”.

“O Bahia fez muitos investimentos ousados que atletas que trazem um risco grande caso eles não performem e acho que, muitos desses atletas que vieram, não performaram. A diretoria demorou de perceber essa realidade, porque estava convicta de que tinha feito bons investimentos, atletas com valores expressivos de salários. Quanto você tem essa realidade e demora de mudar, se coloca uma situação difícil", ressaltou Pedro Henriques.

Henriques também afirma que a demora para demitir Roger Machado foi mais um equívoco da diretoria e que causou prejuízos.

“O Roger, por exemplo, ficou por muito tempo. Apesar de ser um cara sério, trabalhador, bom, não estava mais funcionando. O declínio técnico foi claro no segundo turno do Brasileiro de 2019, mas ele permaneceu e, quando o veio o Mano, o Bahia manteve o erro de seguir com o mesmo elenco. Não tirou os jogadores que estavam e aí trouxe Elias, seguindo esse perfil de jogadores consagrados, Anderson Martins, Índio Ramírez, e esse último foi o único dessa leva que deu um rendimento interessante”.

Para 2021, o ex-dirigente afirma que o clube deve voltar a apostar em atletas emergentes no mercado, que busquem crescer em suas carreiras.

“O Bahia costuma dar muito mais certo e muito mais sorte com atletas jovens e que queiram crescer na carreira, como Zé Rafael, Gregore, Flávio, que me parece que seria o caminho que o Bahia deveria seguir em 2021”.

2019 e 2020 foram, de fato, temporadas que marcaram a mudança no perfil de contratações do Bahia. Rodriguinho e Clayson os reforços mais caros do ano passado e, até o momento, não conseguiram firmar titularidade.

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