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Notícia | Entrevista

Publicada em 14 de janeiro de 2022 às 11h15

Guto avalia impacto de casos de Covid durante a pré-temporada

11 jogadores que estão em pré-temporada testaram positivo; Rodallega, na Colômbia, ainda não conseguiu se reapresentar

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Bahia divulgou um boletim médico no qual 11 jogadores testaram positivo para a Covid-19 no elenco tricolor. O quadro de infecções no clube gera impacto direto na preparação para o início das competições e até para o primeiro jogo do ano.

Os atletas infectados pelo vírus são os laterais Jonathan e Luiz Henrique; os zagueiros Felipe Torres, Gustavo Henrique e Ignácio; os meio-campistas Jeferson Douglas, Luizão e Willian Maranhão; e os atacantes Ronaldo, Ruiz e Cirino.

Todos eles estão 100% vacinados, com quadros leves ou assintomáticos.

O número de casos aumenta para 12 se contabilizar Hugo Rodallega, que ainda está na Colômbia sem condições de retornar ao Brasil. Além do colombiano, outros atletas do clube estariam com sintomas e aguardam resultado de exames.

Em entrevista à assessoria de comunicação tricolor, o técnico Guto Ferreira avaliou o impacto da onda de casos de Covid no CT Evaristo de Macedo.

“Impacta demais, porque a questão da Covid vai afastar jogadores dos treinamentos e eles vão perdendo treinamento. E, nesse momento, quando mais tempo eles ficarem parados, já que eles já vêm de uma situação parada, com menos de 30 dias, para poderem ficarem com condição para os campeonatos. Mas com a Covid, acaba que eles não podem treinar, impossibilitados de trabalhar, então o acúmulo deixa de ser de 25, 26 dias, e passa ser de 37 a 40 dias (sem jogos), e isso vai demandar um bom tempo para recoloca-los em boas condições”.

Além de atrasar a readaptação física dos jogadores que não atuam desde novembro ou início de dezembro, há também atraso no planejamento tático da equipe.

“No aspecto tático, em termos de trabalho, você deixa de trabalhar a equipe como um todo, porque perde peças importantes, então fica impossibilitado de fazer trabalhos de ajuste, de ganhos de conjunto, com campo aberto onde os jogadores vão trabalhar para suportar um campo de 105m x 68m”.

Dessa forma, Guto afirma que só pode trabalhar em atividades de campo reduzido, sendo impossibilitado de organizar coletivos táticos com dois times.

“Os trabalhos viáveis de se fazer são de campo reduzido, porque nesse momento estamos trabalhando com 12 jogadores com condições de irem para o jogo no sábado e mais alguns que voltaram agora das férias. Isso fica muito difícil, porque não fazem o mesmo trabalho. Se forem para o mesmo trabalho, correm risco de lesão, e o planejamento fica todo comprometido. Estamos buscando soluções, mas que não conseguimos solucionar, porque é de ordem médica, é a pandemia. Tirando a pandemia, estamos buscando soluções para o resto”, finalizou o técnico.

O Bahia estreia no Baianão neste sábado (15), contra o Bahia de Feira, fora de casa.

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