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Notícia | Entrevista

Publicada em 30 de abril de 2022 às 07h50

Guto vê erro capital na derrota e volta a reclamar do ataque

Lance de Ignácio é visto como crucial para derrota do Bahia; treinador também relata insatisfação com as finalizações do time

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Bahia perdeu por 1 a 0 para o Ituano, deixando para trás sua invencibilidade e dependendo de outros resultados para terminar a quinta rodada como líder da Série B. Após a partida em Itu, o técnico Guto Ferreira avaliou o desempenho dos seus atletas.

Dentre suas colocações sobre os 90 minutos disputados no Novelli Júnior, o treinador tricolor lamentou a forma como a derrota foi construída, por meio de um ‘erro capital’. Foi o lance em que Ignácio cedeu um escanteio para o adversário, errando passe para Danilo Fernandes, resultando em gol do adversário.

“A revolta é da maneira que foi. Porque se você pegar a parte ofensiva do Ituano, eles criaram pouquíssimo. Mas tiveram a competência de marcar na bola parada. Eles não cometeram um erro capital. Nós tivemos um erro capital. Então, a nós resta lamentar. E mais que isso, resta olhar o erro para não voltar a cometer nos próximos jogos. Nós temos um resultado, que dependendo da rodada, podemos até seguir na liderança. E a gente não sai do G-4. Então é procurar fazer melhor o próximo para seguir nossa luta. Precisamos muito do nosso torcedor, que faz a diferença e eu tenho certeza que vai estar na Fonte Nova”.

Guto também relatou que não houve apenas erro na forma como o escanteio foi cedido ao adversário, de forma desnecessária, mas também por uma falha no posicionamento que permitiu ao zagueiro Bernardo, do Ituano, ter espaço para cabecear e marcar o gol, contando também com a sorte no lance.

“No escanteio houve um erro sim, de posicionamento. E a felicidade do menino que soube ocupar o espaço. Ainda deu sorte que a bola bateu na trave”.

Dificuldades para invadir a defesa adversária

Guto afirmou ter visto um Bahia propositivo no segundo tempo, que teria amassado o adversário em seu campo de defesa, mas com dificuldades para furar a retranca e, assim, o gol não aconteceu.

“A questão do segundo tempo, paramos em uma marcação com oito, às vezes nove jogadores atrás da bola. Conseguimos empurrar a equipe do Ituano, mas não tivemos a felicidade de marcar”.

Reclamações sobre o ataque

Assim como já havia acontecido após a partida contra o Sampaio Corrêa, Guto relatou insatisfação com a atuação do Bahia no último terço, na construção e nas finalizações das jogadas.

Para o treinador, tem havido ‘preciosismo’ no momento de definir os lances.

Eu acho que a gente teve muita preciosidade. Momentos que a gente deveria ter batido a gol e acabou dando corte a mais. Se consegue vencer a trava (em lance de Matheus Davó), poderia desviar no pé de alguém e entrar, criação uma situação mais clara”.

Tempos distintos

“A questão do jogo, você pode ver que foram dois tempos bem distintos, e sempre a favor do vento. Isso interfere diretamente no jogo. Eles estão acostumados a jogar. Nós estávamos com um modelo de saída de bola, que não estava surtindo efeito. Nós estávamos saindo com quatro, mudamos para a saída com três, e conseguimos ter mais qualidade de saída. A gente estava cometendo muitos erros individuais. Ainda assim, quando saímos do primeiro bloco de marcação deles, ainda conseguimos criar situações de gol”.

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