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PARABÉNS, BAHÊA! Tricolor de Aço completa 93 anos buscando novos triunfos

Notícia
História
Publicada em 1 de janeiro de 2024 às 00:13 por Victor de Freitas

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Fonte: Divulgação / EC Bahia

O 1º de janeiro é sempre dia de Bahêa! Gigante, primeiro campeão nacional e único nordestino bicampeão brasileiro, o Bahia completa seus 93 anos de uma rica história.

No dia 1º de janeiro de 1931, o Esporte Clube Bahia nasceu com presença de profissionais liberais, funcionários públicos, jornalistas, microempresários e estudantes.

Já a primeira partida aconteceu em 1º de março de 31, contra o Ypiranga: triunfo por 2 a 0, com gols de Bayma e Guarany. O duelo durou 20 minutos e foi válido pelo Torneio Início do Estadual.

Em 2023, o Esquadrão de Aço viveu um ano repleto de novidades. Após a aquisição da SAF pelo Grupo City, uma nova história começou a ser escrita, com respeito às tradições do clube e da sua torcida, esta que foi quem mais brilhou no ano – com a quarta maior média de público da Série A.

O Bahia vai para 2024 com uma grande esperança de dias melhores, vivendo uma nova era em sua história fora dos gramados e buscando atingir as expectativas dentro das quatro linhas.

“O Bahia não é um time, é uma religião”

Durante toda a sua história, a tradição e o respeito no cenário nacional foram sendo conquistados com muito suor e vibração, dando ao Bahia uma torcida apaixonada – a maior do Nordeste e uma das maiores do Brasil.

Em 2007, fomos campeões brasileiros no quesito torcida: média de mais de 40 mil tricolores por jogo. Já em 2010, foram diversos jogos com lotação completa. Em 19 partidas do Brasileirão da Série B, colocamos uma média de 18.654 torcedores por jogo. Entre 2014 e 2016, o número de torcedores sofreu uma queda devido aos maus resultados.

Nos três anos antes da pandemia, a média de público voltou a subir. Em 2019, foram mais de 26 mil tricolores em cada um dos jogos do Campeonato Brasileiro.

Em 2021, com a volta da torcida ao estádio, o Esquadrão ficou entre as sete maiores médias de público do ano: mais de 18 mil fanáticos pelo Bahia.

Em 2022, mesmo na Série B, o Esquadrão teve a sexta maior média de público do Brasil: 31.013 apaixonados por jogo na Série B.

Já em 2023, foram mais de 35 mil torcedores em média, na Série A, a quarta maior média do país. Ou seja, a torcida tem acompanhado a evolução do clube e clama por resultados em campo.

“Nascido para vencer”

Nessas mais de nove décadas, muitos ídolos apareceram; desde Gia, passando por Marito, Roberto Rebouças, Sanfillipo, Nadinho, Biriba, Douglas, Baiaco, Jésum, Beijoca, Osni, Bobô, Charles, Marcelo Ramos, Uéslei, Nonato e outros incontáveis craques…

Logo em seu primeiro ano, o Tricolor, do mascote “Homem de Aço”, venceu o estadual e foi apelidado de “Nascido Para Vencer”.

As décadas passavam e os títulos só faziam aumentar. Houve inúmeras partidas inesquecíveis, como o 5 a 0 sobre o Santa Cruz (em 1981), o empate heroico na final do Baianão de 1994 – 1 a 1 – diante do Vitória e o grande triunfo nos acréscimos contra o Fast Clube de Manaus em 2007.

Supremacia, isso é o que temos contra o nosso rival.

Para se ter uma pequena noção, dos mais de 440 BA-Vis disputados, o Bahia tem uma vantagem de cerca de 45 jogos e 100 gols de saldo.

Até de 10 a 1 o Tricolor já venceu.

Incrível, como o heptacampeonato baiano. De 1973 a 79 só deu Bahia, sendo que o único título estadual que não ganhamos na década de 70 foi em 1972.

Único nordestino bicampeão brasileiro

A primeira grande glória do clube aconteceu em 59. “Bahia, primeiro Campeão Brasileiro de todos os tempos”, escreveu O Globo. Para felicidade da Nação Tricolor, a Confederação Brasileira de Futebol, em cerimônia realizada este ano, reconheceu oficialmente este título como Campeonato Brasileiro. Com este reconhecimento, nos credibilizamos e nos tornamos o primeiro clube Campeão Brasileiro de Futebol.

Um título único, inédito, de importância sem igual. Uma odisseia fantástica de um time desacreditado no começo da jornada; vitorioso inconteste no templo do futebol, o Maracanã, contra o Santos de Pelé, maior time do mundo de todos os tempos, com o Rei do Futebol que acabara de nos deixar.

Consequentemente, o Esquadrão de Aço foi o primeiro a disputar a Taça Libertadores, competição na qual voltaria em outras duas oportunidades.

A outra conquista grandiosa foi em 1988, quando, pela segunda vez, nos tornamos campeões brasileiros. Sob o comando de Evaristo de Macedo, o Bahia empatou com o “favorito” Internacional, em pleno Beira-Rio, e conseguiu mais uma estrela para a camisa, no campeonato cujas finais ocorreram no começo de 89.

Foi também ano do recorde de público da Fonte Nova, a casa do Bahia, quando recebeu 110.438 pagantes na semifinal que o Tricolor eliminou o Fluminense: 2 a 1.

Depois da conquista, Carnaval na cidade. “Não era feriado nem dia santo, mas, naquele 22 de fevereiro, Salvador parou. Todo mundo sabe quando a festa começou, mas ninguém lembra quando ela acabou…”

Segundo Luís Fernando Veríssimo – colorado assumido – para o Jornal do Brasil: “O Internacional perdeu para um time melhor. Ponto.”

Enquanto isso, Juca Kfouri, então na Revista Placar, escreveu: “O Bahia não é simplesmente o único clube nordestino campeão brasileiro. O Bahia agora tem um título que nem Corinthians, nem Santos, nem Botafogo, nem Cruzeiro possuem – para ficar apenas entre os maiores do nosso futebol, integrantes do Clube dos Treze. O Bahia não é um campeão qualquer. É o campeão. (…) Campeão porque nas fases finais fez tudo o que se exige de um time vencedor. E campeão porque talvez nenhuma outra legião de seguidores mereça há tanto tempo esse título. A nação tricolor fez da paixão pelo Bahia uma profissão de fé que transforma a Fonte Nova no templo mais carinhoso do futebol brasileiro…”

Intervenção, democracia e era Bellintani

Após a intervenção, o Bahia iniciou uma democracia, com o voto popular finalmente sendo o único fator preponderante para a escolha dos gestores do clube.

A retomada do prestígio do clube foi iniciada sob o comando do então presidente Marcelo Sant’Ana, aliado a nomes Pedro Henriques, Vitor Ferraz, Marcelo Barros, entre outros. O clube “entrou no eixo” administrativamente, buscando acabar com o desprestígio causado por dívidas antigas.

Guilherme Bellintani e Vitor Ferraz foram eleitos em 2017 e reeleitos em 2020, com grande vantagem em relação às chapas concorrentes. Foi a primeira e até então, única, reeleição democrática da história tricolor.

O objetivo foi de fazer um ano de 2020 melhor. Mas, ficou longe de conseguir essa meta. Pelo contrário, a temporada de 2021 foi ainda pior.

Após fugir do rebaixamento nos últimos jogos de 2020, o Bahia não conseguiu permanecer na primeira divisão, sendo rebaixado justamente no primeiro ano da gestão reeleita.

O rebaixamento foi sofrido devido a uma sucessão de erros, que já vinha de temporadas anteriores, mas que foram ainda maiores em 2021. Houve falhas desde a escolha dos profissionais para o trabalho na gestão de futebol até a formação do elenco.

Em 2022, no segundo ano da chapa Bellintani e Ferraz, houve resultados dentro de campo que não agradaram a ninguém no primeiro trimestre, mas, os grandes objetivos da temporada foram alcançados: o acesso à primeira divisão e a aprovação da proposta de SAF do Bahia.

Nova era do Bahia com o Grupo City se iniciou em 2023

Antes de mais nada, uma completa reformulação administrativa foi iniciada no Esquadrão, que passa a ser um clube sem dívidas e com dinheiro em caixa para disputar no mercado.

O novo patamar do Bahia já tem sido visto no destaque obtido no mercado, ganhando concorrência com clubes das regiões sul e sudeste, diferentemente de outros tempos. Porém, o caminho a percorrer ainda é longo.

É claro que a administração não entra em campo, mas já faz uma enorme diferença por montar uma estrutura forte de trabalho em todos os departamentos do futebol tricolor.

O ano de 2023 foi marcado pelo início uma nova era, com valores gastos jamais vistos anteriormente na história tricolor, mas os resultados em campo precisam acompanhar as inovações extracampo.

E que os resultados atendam às grandes expectativas e esperanças da nação tricolor.

Que em 2024 façamos valer nosso hino:

“Mais um! Mais um, Bahia! Mais um, mais um título de glória! Mais um! Mais um, Bahia! É assim que se resume a sua história!”

Parabéns, Esporte Clube Bahia, pelos seus 93 anos! BBMP!

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