O empate por 2 a 2 contra o Santos, no último sábado (25), trouxe à tona uma estatística incômoda para o torcedor tricolor. Pela primeira vez em 2026, o Bahia atingiu a marca de três partidas consecutivas sem vencer atuando em seus domínios. O jejum atual na Arena Fonte Nova iguala um período de instabilidade vivido pelo clube há exatamente um ano, quando a equipe também enfrentou dificuldades para confirmar o favoritismo diante de sua torcida.
A sequência negativa atual teve início com a derrota para o Palmeiras (1×2) pelo Brasileirão, seguiu com o revés amargo diante do Remo (1×3) pela Copa do Brasil e foi selada com o empate contra o Peixe (2×2) pela Série A.
O desempenho liga o sinal de alerta no clube, uma vez que a Fonte Nova sempre foi considerada o grande trunfo do Esquadrão para se manter no topo da tabela nacional.
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Bahia passou três jogos sem vencer em casa em abril de 2025
A última vez que o Bahia havia passado por um período semelhante sem celebrar um triunfo em casa foi entre o final de março e o início de abril de 2025.
Naquela ocasião, o time amargou três empates consecutivos por 1 a 1 na Arena Fonte Nova, em competições distintas, o que gerou críticas sobre a capacidade de “matar” os jogos — um discurso que ainda ecoa nas coletivas atuais da comissão técnica.
Relembre a sequência de 2025:
- 30/03/2025: Bahia 1×1 Corinthians (Brasileirão)
- 03/04/2025: Bahia 1×1 Internacional (Libertadores)
- 13/04/2025: Bahia 1×1 Mirassol (Brasileirão)
Contudo, o que muda de 2025 para 2026 é o fato de que o Bahia tem um calendário bastante inferior em número de jogos comparando com o ano de 2025, quando a equipe já havia disputado quase toda a primeira fase do Nordestão, dois jogos a mais na Pré-Libertadores e iniciava sua caminhada na fase de grupos da competição continental.
Impacto na temporada atual
Diferente do jejum de 2025, composto apenas por empates, a sequência de 2026 é considerada mais grave por incluir duas derrotas e um desempenho defensivo mais vulnerável, com sete gols sofridos nestes três jogos.
A falta de efetividade citada por Ceni, após a partida contra o Remo, e repetida por Charles Hembert, no pós-jogo do Santos, tem sido o ponto crucial: o time cria volume, mas tem dificuldades para converter a superioridade em vantagem no placar, deixando a defesa exposta aos contra-ataques.
“Você não mata na hora que está forte no jogo, depois é mais difícil gerenciar os outros momentos do jogo. Sofremos gols assim, mas conseguimos empatar. Precisamos ser mais letais”, destacou Hembert após o empate com o Santos.
O foco agora passa a ser de conquistar reabilitação na temporada jogando como visitante, no domingo (3), contra o São Paulo, em Bragança Paulista.








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