Setembro de 2007. Em solenidade no Centro Administrativo, o governador Jaques Wagner anuncia mudanças nos critérios de participação do Sua Nota É Um Show. Dali em diante, para qualquer clube aderir ao programa, teria de promover eleições diretas. O Bahia não aderiu.
Embora tenha arrecadado R$ 560 mil brutos no Estadual do ano passado, a diretoria tricolor preferiu abrir mão do benefício na atual temporada, mesmo sem poder usar a Fonte Nova, para não democratizar o seu estatuto agora, sempre que questionada pelas más contratações, alega que o principal problema é a falta de dinheiro em caixa.
Maio de 2008. Em seguidas entrevistas à reportagem, secretários estaduais são uníssonos ao confirmar que os mesmos requisitos serão cobrados para quem quiser concorrer na licitação do Estádio de Pituaçu. Nem assim, porém, a cartolagem azul, vermelha e branca dará o braço a torcer.
Apesar da possibilidade de finalmente contar com uma praça esportiva própria, sem precisar pagar a terceiros para jogar, o presidente Petrônio Barradas se mostrou incisivo na posição do clube. Além de uma certa irritação ante a proposta do governo.
Ainda não me chegou nada em termos oficiais, mas o Bahia tem a sua lei. Cada um tem o direito de decidir baseado no que acha melhor, e o Bahia também adota as suas decisões de acordo com a sua própria conveniência. (…) Lá, o Botafogo pegou sem exigência nenhuma, disse, referindo-se ao caso do Engenhão, no Rio de Janeiro.
E acrescentou: Assim como o Bahia respeita as leis federais, estaduais e municipais, também tem que ser respeitado. Acho que isso é querer interferir na parte interna de uma entidade, finalizou, admitindo que a inclusão das diretas é uma quimera no Fazendão. Quando temos nossos problemas, ninguém de fora chega para resolver. Se não chegam para ajudar, não podem exigir nada. Você já imaginou?,
BOATO? Nos últimos dias vêm surgindo uma série de especulações sobre as empresas interessadas na privatização de Pituaçu, cujo espaço acima dos vestiários promete construir um palco para shows.
Todavia, tanto o diretor da Caco de Telha (ligada à Ivete Sangalo), Lucas Pereira, quanto o da Mazana, Roberto Cavalcanti (Chiclete com Banana), negam a história.
Matéria publicada originalmente, por esse mesmo autor, na edição desta sexta-feira 06/06/2008 do suplemento A Tarde Esporte Clube







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