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Candidatos respondem às mesmas 10 perguntas; veja

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Historico
Publicada em 1 de setembro de 2013 às 03:51 por Da Redação





De quinta a sábado, os três candidatos a presidente do Bahia participaram de uma série de entrevistas do jornal Correio*. Ao todo, foram 10 perguntas –todas elas idênticas. Confira abaixo as respostas, aqui reunidas pelo ecbahia.com, por questionamento, para ficar mais fácil ao torcedor. Faltam somente seis dias para a tão aguardada eleição, na Fonte Nova.

Por que o candidato se considera preparado para assumir o Esporte Clube Bahia?

ANTONIO TILLEMONT – Sou sócio do clube há 37 anos, pagando sempre rigorosamente em dia. Me considero também um ficha-limpa, não há nada o que desabone a minha conduta dentro dos 37 anos de rádio e 20 anos de empresário de assessoria esportiva. Sempre fui torcedor do Bahia, fui fundador da primeira torcida organizada, a Jovem. Tenho identificação para pleitear. E sonho de poder ajudar o meu clube.

FERNANDO SCHMIDT – Eu já fui presidente do Bahia, conheço o Bahia. Enfrentei uma situação muito difícil, nos anos 70, e considero que minha gestão foi vitoriosa. Os tempos mudaram, a situação continua difícil e precisa de um choque de gestão para poder enfrentar os problemas frutos da falta de transparência, de democracia e de profissionalismo. Na verdade, não sou eu sozinho quem será o responsável. É uma equipe que acompanha a mim e a meu vice, Valton Pessoa, e toda a chapa que formamos. São pessoas que têm, em primeiro lugar, o Bahia.

RUI CORDEIRO – Eu sou um candidato que vem participando das lutas pelo Bahia. Fiz o projeto Grande Bahia em 2008 e agora fiz um projeto Gestão Profissional com uma equipe do curso em gestão de futebol em São Paulo. Já fui candidato duas vezes. Os outros dois candidatos apareceram surpreendentemente. Um era pessoa fora de cogitação e outro nunca pensou em ser candidato. Sou o candidato natural. A torcida sabe que tenho passagens pelo clube e sou intimamente ligado ao clube.

É possível desenvolver um trabalho em um ano e meio?

TILLEMONT – Acho que é pouco tempo, mas o presidente não trabalha sozinho. O presidente vai ter uma equipe de trabalho. Ao mesmo tempo em que eu estou desenvolvendo uma ação, os outros companheiros da diretoria estão desenvolvendo outras ações. Não é o tempo ideal, mas é o tempo que eu acabei votando, dando o meu sim na assembleia geral. Não tenho do que reclamar.

SCHMIDT – Acho que sim. Na verdade, quando os estatutos foram aprovados, ficou muito claro que era um mandato de transição para dar continuidade à intervenção. A intervenção conseguiu muita coisa, mas ainda há muito para se fazer.

CORDEIRO – Não é o ideal, porém é possível. Vamos trabalhar resolvendo os problemas de imediato, deixando as soluções para os problemas que não sejam tão imediatos para o futuro presidente. Agora, não vamos nos omitir em nenhum problema.

Quais as propostas a serem tomadas até o final do ano? E quais os planos para 2014?

TILLEMONT – Para até o final do ano, primeiro: reorganizar as finanças. Um time com orçamento de R$ 70 milhões anuais não pode encerrar o ano devendo R$ 10 milhões. Uma redução drástica dos salários dos dirigentes. Uma redução no quatro de funcionários. Ali no Mundo Plaza temos um cabide de empregos que precisa ser extirpado. Suspender os pagamentos a credores nos próximos 30 dias. Primeiro tem que ser feita uma análise criteriosa de todos os compromissos. Prioridade de pagamento são os funcionários e atletas. Discutir o contrato firmado com a Arena Fonte Nova. Você faz um contrato de R$ 9 milhões anuais recebendo parcelas de R$ 750 mil com um pequeno gatilho de público pagante. Tá arrecadando isso por mês com uma folha de jogadores de R$ 2 milhões. O torcedor, o sócio, não foi visto pela diretoria do Bahia antiga. Inclusive porque se negociou o TOB para a Arena. Não havendo um acordo com a Fonte Nova, pressionar para que o Bahia volte a jogar em Pituaçu. Gestão transparente com publicação de balancetes, o que entrou, o que saiu, pra quem saiu. Em 2014, entro no futebol. Mexer agora, eu temo que possa levar uma insegurança ao elenco. Outra coisa é rever esses contratos que tem em nome do clube. Por exemplo, o Bahia não é Nike. O Bahia é Netshoes. Se você pegar os times que são patrocinados pela Nike: Internacional, Santos… O padrão de qualidade da camisa do Bahia é muito inferior. Vou fazer uma publicação mensal de relação de atletas da base com todos os seus agentes e parceiros de cada um. Pra terminar, a valorização das categorias de base. O atleta que chegou à seleção sub-15, sub-16, sub-17 teria disparos nos salários: R$ 800, R$ 1 mil, que seria mais ou menos.

SCHMIDT – Até o final do ano, nós temos que primeiramente dar continuidade aos trabalhos da intervenção e da auditoria, conseguir uma nova forma de gestão e equilibrar a situação, que é hoje insustentável. O Bahia, até o final do ano, vai ter que pagar, mais ou menos, compromissos de R$ 20 milhões e tem muito pouca receita. O planejamento não existe no Bahia. E nós vamos ter, dentro desses 20 e poucos milhões de reais para pagar, R$ 3,7 milhões de folha de 370 funcionários, entre atletas e não atletas. Do outro lado, teremos que desenvolver medidas para incrementar a gestão e uma delas é incrementar o número de sócios, rever as parcerias para ver se é possível torná-las capazes de trazer mais benefícios para a torcida e outras medidas voltadas à exploração da marca do Bahia. Em 2013, tirando o que ainda resta receber com a Arena Fonte Nova, não existe mais nada. A partir de 2014, renegociando todas essas parcerias, vamos ter recursos para adicionar a essa questão. Por exemplo, uma das coisas que para nós é fundamental na negociação com a Arena é dar uma condição especial aos sócios atuais e àqueles que venham se associar para que todos eles tenham pelo menos 50% de redução no valor do ingresso. E que tenha redução de valor também em todos os serviços como estacionamento, lanchonete… Acho perfeitamente possível, até porque não deve interessar à Arena que a fluência da torcida continue tão pequena como está.

CORDEIRO – Vou separar essa pergunta por partes. Área financeira: vamos sanear as dívidas. Procurando todos os credores, verificando se são dívidas reais, auditando essas dívidas. Porém, ao mesmo tempo, nós vamos procurar investir. Na área jurídica: vamos revisar todos os contratos existentes, ver as cláusulas abusivas e as cláusulas que estão prejudicando o Bahia. Na área do futebol: vamos reduzir o quadro de jogadores que estão aí ociosos, procurar encaixá-los em outros clubes do Brasil ou de fora quando possível. Outra coisa que vamos desenvolver é o psicológico da equipe. Os jogadores e o técnico estão passando por um ano muito difícil. Seis meses iniciais de uma catástrofe da administração de MGF… Depois, dois meses de intervenção. São oito meses e uma semana de estado anormal. As divisões de base, nós vamos procurar imediatamente ver o CT de Dias D’Ávila, para levarmos de imediato os profissionais. Para isso, vamos contratar um gestor de alto nível. Será uma pessoa com curso de relações humanas. Talvez o Bahia inaugure um ciclo na Bahia de relação jogador da base e o clube. Os jogadores e as famílias vão interagir com o clube.

Se for eleito, como fica a relação com sua atividade atual?

TILLEMONT – No dia que se confirmou a eleição, eu avisei a Marinho, que é o chefe da equipe de esportes, que estaria fora porque eu estaria tendo uma vantagem. Já me afastei. Da empresa, eu já dei uma carta pública, registrada em cartório, que não negociarei com nenhum jogador da Antonius nesse prazo que estiver no clube. Dia 31 eu me afasto da empresa esperando o resultado das urnas no dia 7.

SCHMIDT – Uma vez eleito, a primeira coisa que farei é me exonerar do cargo onde estou hoje no governo do estado.

CORDEIRO – Eu tenho muitos sócios que desenvolvem a maioria do trabalho. Eu sou, digamos assim, o condutor. A pessoa que coordena. Isso eu vou fazer no Bahia. O presidente será o grande coordenador. Vamos trabalhar com executivos equilibrados. Aproveitar os bons que existem e vamos trazer novos qualificados. Para trabalhar no Bahia, o RH vai ter que analisar o currículo. Meus sócios me liberaram para eu tratar do Bahia.

Como fica a composição do departamento de futebol?

TILLEMONT – Talvez seja precipitado mexer em alguma coisa agora. O melhor seria a manutenção por enquanto, colocando um diretor de futebol, que o novo estatuto exige um profissional. Para que o Anderson mantenha esse contato diretamente com ele ou comigo nos momentos necessários. Acho que o presidente tem que ter conhecimento do produto futebol. Exatamente porque sou empresário que posso fazer a diferença. O que não posso fazer é que um empresário só, como foi o caso de Carlos Leite na gestão de Angioni, ter 15 ou 16 jogadores. Na época de Paulo Carneiro, 15, 16 jogadores de Orlando da Hora. Não é por aí.

SCHMIDT – Nessa fase emergencial, nossa principal preocupação é que ele se mantenha estabilizado e aperfeiçoado. Para isso, vamos montar uma equipe e, sobretudo, ter a palavra do treinador Cristóvão Borges. Porque foi ele quem conseguiu, com todas as dificuldades, dar a competitividade que o Bahia nunca teve antes em Brasileiros por pontos corridos. Nós queremos que o treinador nos informe que reforços serão necessários para que essa situação já consolidada melhore ainda mais.

CORDEIRO – Nesse primeiro momento, não vamos mudar os profissionais. Quanto à contratação de novos profissionais, em 2014 vamos modificar a atuação do Bahia. Vai ter uma filosofia de jogo para qualquer partida. Joga em Salvador, Porto Alegre, Alagoinhas… Ocupar os espaços, ter o domínio da bola, ser um time competitivo. Não interessa o adversário. O Bahia vai jogar como jogam os grandes do mundo: igual em qualquer campeonato, qualquer jogo, contra qualquer adversário. O processo de mudança vai ter que ser incorporado por funcionários e atletas. Eles vão saber que estão num clube aberto, que vai exercer liderança no futebol brasileiro.

Meta do programa de sócios…

TILLEMONT – A torcida do Bahia é muito grande pra dizer que tem uma meta de 15, 20, 30 mil sócios. Minha meta é chegar igual ao Internacional. O problema de sócios do Bahia vem muito da falta de credibilidade do clube. O marketing vai precisar melhorar a imagem do clube. Acho que o torcedor vai se associar em massa porque está vendo que tem uma nova administração chegando.

SCHMIDT – Nesse primeiro momento, podemos pensar numa meta de 15 mil sócios a mais. O que não for conseguido agora, será em 2014. Pretendemos, além da alegria e da motivação que o torcedor e o sócio têm, oferecer outras vantagens, como um cartão de crédito com a marca do Bahia e um novo tipo de tratamento na Arena Fonte Nova. Por que não reservar uma parte do terceiro anel para uma geral, com preços de ingressos ainda mais reduzidos? (NR: a Arena Fonte Nova reduziu ontem o preço dos ingressos).

CORDEIRO – Vamos criar o sócio infantil, de 0 a 11 anos, vamos criar o sócio juvenil, de 12 a 16 anos. Em 2009, protocolei uma ação para eleições diretas. Em 2010, protocolei um pedido de renúncia do presidente Marcelo Guimarães Filho. Há alguns meses, muitos que são candidatos estavam se reunindo para salvar o mandato de Marcelo Guimarães Filho. O próprio vice-presidente da chapa de Schmidt estava lá.

Como enxerga esse período de transição no clube?

TILLEMONT – Se não fosse Rátis… Tenho dúvidas com relação a Sidônio. Ele vai pra cabine da interventoria com Schmidt e o pessoal do partido. Deveria estar um pouco mais isento do processo. Fez um belo trabalho com o Bahia da Torcida. Poderia estar levando dessa forma até o final. Só que agora ele está claramente de um lado. A interventoria em si, o Rátis e os outros três advogados, pra mim fazem um belo trabalho. Se não fosse Rátis, não sei se teria esse legado.

SCHMIDT – Fundamental. Enxergo como uma espécie de extensão da intervenção, que, judicialmente, só pode realizar o que foi determinado pelo juiz. Um presidente pode aprofundar muito mais as questões que foram levantadas e que serão divulgadas, tanto na área administrativa como no futebol.

CORDEIRO – Foi necessário porque a administração passada era catastrófica. O Bahia estaria à beira da insolvência se continuasse sendo administrado dessa forma. Me candidatei para isso. Para retirar esses maus dirigentes. Só que o sistema eleitoral antigo não permitia ninguém se eleger. Só se fizesse parte da cartilha dos poderosos. Eu rezo na cartilha do torcedor do Bahia.

Pretende fazer auditoria nas ações da gestão passada?

TILLEMONT – Tenho que me basear pelo que a auditoria que está sendo feita vai apontar. E procurar fazer na minha, pra entregar o clube comum parecer de auditoria na eleição em dezembro de 2014.

SCHMIDT – A auditoria está sendo feita e vai ser concluída na posse do novo presidente. O que nós pensamos é em transformar essa auditoria num instrumento permanente. As contas do clube para serem verdadeiramente transparentes precisam estar auditadas.

CORDEIRO – A auditoria será tanto da gestão passada como contínua. A minha gestão vai ser auditada até dezembro de 2014. E vamos publicar o balancete mensal das contas. Todo mês, o sócio terá no seu boleto o balancete, e na internet para analisar receitas e despesas.

Vai propor a mudança do estatuto para passar mais tempo à frente do clube?

TILLEMONT – No próprio estatuto que foi aprovado, existe uma possibilidade técnica de quem for eleito, se estiver bem no exercício da presidência, pode continuar, mas não estou falando que vou fazer. Eu aceitei a regra do jogo.

SCHMIDT – De forma alguma. É um compromisso que nós assumimos quando votamos os estatutos de que esse mandato de transição seria de um ano e quatro meses sem direito à reeleição. E não vamos buscar nenhuma mudança casuística para ampliar esse mandato.

CORDEIRO – A mudança do estatuto está prevista para ser realizada pelo presidente que seja eleito no dia 7. As cláusulas a serem propostas serão apresentadas pela diretoria. Serão abertas. Todo sócio poderá apresentar uma proposta. Nós da diretoria não vamos apresentar proposta de alteração do calendário eleitoral e nem do período de mandato do presidente. Seria antiético.

Uma mensagem pra torcida…

TILLEMONT – Não acredite que a eleição está definida. Isso é pra esvaziar a eleição, porque existe um discurso de que o governador já escolheu e Schmidt é o presidente. Você que é sócio do Bahia é quem vai votar. Não é o governo, não é radialista que vai dizer quem é o presidente. Quem vai dizer quem é o presidente é o sócio do Bahia. Vamos fazer uma festa da democracia. Quarenta anos de política, desde Osório Vilas Boas até o último presidente. Nós temos a chance de um momento histórico nacionalmente.

SCHMIDT – Uma mensagem de confiança. Quando fui eleito presidente do Bahia nos anos 70 e exerci esse mandato por quatro anos, apesar de todas as dificuldades, ganhamos os quatro títulos baianos. Nós fomos tetracampeões. E isso tudo dentro de um quadro que inicialmente era preocupante. Porque havia questões patrimoniais como foi o caso do Fazendão, cujo terreno foi adquirido na nossa gestão e cuja inauguração da sua primeira fase se deu no último dia na nossa gestão. Se isso foi possível graças à seriedade e à forma transparente e compartilhada, apesar das limitações estatutárias àquela época, por que não poderá ser feito agora isso? Claro que será. E mais importante: eu não vou fazer isso sozinho. Eu integro um movimento pela democratização no qual estão presentes pessoas de diferentes matizes ideológicas – ou até nem tem matizes ideológicas -, mas que têm um profundo compromisso em colocar o Bahia no centro da sua dedicação. Tudo isso nos faz acreditar que, ao final, os sócios do Bahia também compreenderão e compartilharão dessa proposta e dirão, sem dúvida alguma, sim para um novo Bahia na eleição de 7 de setembro.

CORDEIRO – Peço ao torcedor que compare os candidatos, principalmente o candidato do governo. Rui Cordeiro é empresário, Schmidt é político. Rui Cordeiro quer ser presidente. Schmidt quer ser, palavras dele, interventor-presidente. Rui Cordeiro quer sanear e investir. Schmidt se propõe a sanear as dívidas do Bahia. Vamos criar a Fundação Esporte Clube Bahia para gerir as divisões de base. Esse talvez será o projeto mais importante da minha gestão. Rui Cordeiro nunca foi omisso em relação a MGF. Schmidt totalmente omisso a MGF. Comparando é que se vai verificar quem é o melhor para o Bahia. O torcedor não pode votar em pessoas que se omitiram a vida inteira na defesa do Bahia. Apareceram agora para assumir a presidência em função de uma conjuntura de uma intervenção. Não precisei de intervenção pra ir à luta. Lutei e vou continuar lutando em defesa do Bahia.

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