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Com maior salário, Zé não emplaca, mas é defendido

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Historico
Publicada em 8 de maio de 2012 às 16:20 por Da Redação





O texto abaixo está no jornal A Tarde desta terça-feira e é de autoria do repórter Ricardo Palmeira:

Foto: Divulgação“ width=

`Onze jogos no ano. Até aqui, nada de gols e só duas assistências. Se a situação é decepcionante para qualquer jogador, imagine para um meia-atacante. E o pior: o atleta em questão foi a principal contratação de seu time para a temporada. Por isso, recebe um salário mensal de polpudos R$ 200 mil. O protagonista é o tricolor Zé Roberto.

Para completar, no Ba-Vi de anteontem ele voltou a jogar mal, irritando os torcedores presentes ao Barradão. Muito mais lento do que em seus tempos áureos, Zé Roberto passou a clara sensação de que está longe da forma ideal.

Dentro do clube, porém, todos o defendem. Muitos com conhecimento de causa.

Duas pessoas, em especial, têm esta condição. Dudu Fontes e Alexandre Dortas são, respectivamente, preparador físico e fisiologista do Bahia. E mais: também exerciam a mesma função no Vitória quando Zé Roberto atuava lá. Portanto, conhecem como ninguém a capacidade atlética do jogador. “Ele está no peso ideal e na média dos dados físicos dos demais atletas. O que falta a Zé Roberto é ritmo de jogo”, explicou Fontes.

Dortas assina embaixo. “No Ba-Vi, Zé correu o campo inteiro e ajudou na marcação. Fisicamente, está tudo bem. Ele só precisa de ritmo, pois perdeu cinco quilos desde que chegou ao Bahia e se sentiu debilitado. O que é normal. Ele está se adaptando a uma nova forma de jogar. Hoje, não tem a mesma explosão de antes”, disse.

O problema é que, precisando ou não de ritmo de jogo, Zé Roberto já está correndo o risco de ser conhecido pela torcida do Bahia como o novo Carlos Alberto, meia que chegou com status em 2011, mas, no fim, saiu com fama de inútil.

Contudo, todos no Bahia garantem que o final da história será diferente. “Sei que Zé Roberto vai nos ajudar muito ainda. É um grande jogador e, para mim, um grande espelho”, comentou o também meia-atacante Lulinha. “Peço paciência à torcida. Um jogador precisa de uns seis jogos em sequência para ganhar o ritmo ideal. Zé Roberto é um atleta muito aplicado, ainda mais do que nos tempos de Vitória. Ele vai evoluir muito aqui”, emendou Fontes.

Então, Zé, é bom fazer jus às palavras dos companheiros. Senão, pode acabar como mais um atleta que passou como um zero à esquerda pelo Bahia. Ou, simplesmente, “ZEROberto”.

0
gol Zé Roberto marcou nesta temporada, a primeira no Fazendão. Mas a secura não vem de agora. Nos dois últimos anos, fez só 10 gols, cinco pelo Inter (2011) e cinco pelo Vasco (2010)

2
assistências o meia deu em 2012 (contra Itabuna e Atlético de Alagoinhas). Além disso, seus números resumem-se a cartões: dois amarelos e um vermelho

11
jogos Zé Roberto disputou em 2012, 39% dos 29 do Bahia na temporada. No ano passado, o atleta jogou 31 das 67 partidas realizadas pelo Inter, o que dá uma média de 46%

R$ 200
mil é o salário pago pelo Bahia a Zé Roberto, que assinou contrato de dois anos com o clube. Ele é o atleta que ganha mais no Tricolor, seguido por Souza (R$ 170 mil) e Morais (R$ 130 mil)`

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