No primeiro Ba-Vi que disputou, o comandante tricolor Alexandre Gallo levou a melhor sobre o rival. Triunfo por 2 a 0, em pleno Barradão, no time, então treinado por Vágner Mancini. Durante a semana, o paulista de Ribeirão Preto conversou com o repórter DIEGO ADANS e falou sobre a expectativa para o clássico. Opinou, também, sobre o tabu que o Bahia tem diante do rival quando, o tricolor é o dono do mando de campo. Gallo falou ainda sobre a onda de violência que, nos últimos anos, tem ocorrido nos Ba-Vis e afirmou não temer consequências de um provável insucesso após a partida.
A TARDE ESPORTE CLUBE | Domingo será o segundo Ba-Vi emseu currículo. No primeiro que disputou, o Bahia venceu. Até então, descrente, a torcida passou a ter mais confiança no time. Este segundo duelo será tão importante quanto o primeiro clássico do ano?
ALEXANDRE GALLO | É um jogo importante. Mas, não é um jogo decisivo. Eu acho que não decide o campeonato agora. Mas, sem dúvidas, tem todo um cunho de rivalidade muito importante e vamos estar muito atentos a isso.Eu acho que temos que brigar sempre para vencer. Esse é o nosso intuito. Buscar pontos para somar na tabela. É para isso que estamos trabalhando.
ATEC | Será o primeiro Ba-Vi depois da reforma de Pituaçu. Agora, jogando no Barradão, o Bahia mantém uma série de vitórias.Quando é dono do mando de campo, a situação se inverte.O Vitória, nos últimos anos, leva a vantagem. Como acabar com esta sina?
AG | Não me apego muito a questão de tabus, a dados, nada disso. Até por que, eram situações diferentes nessas partidas anteriores. Plantéis, treinadores, tudo isso, envolvido. Agora, tenha certeza, nós entramos para jogar e fazer o nosso melhor. Se é a hora de cair este tabu, não sei. Mas, que iremos jogar para vencer, isso tenha certeza. Sempre respeitando o adversário.
ATEC | Você já jogou no Corinthians, São Paulo, Atlético-MG, Botafogo, enfim, vários times em que, certamente, já teve a oportunidade de disputar um clássico regional. Na sua visão, o que é disputar um Ba-Vi?
AG | O clássico é umjogo que o atleta se motiva muito. Por que envolve a comunidade, a cidade, o porteiro do prédio, o cara da padaria. Tem todo um cunho especial que motiva ainda mais o atleta . O Ba-Vi é uma partida que reúne duas grandes equipes, além de duas grandes torcidas, que fazem a festa nas arquibancadas. A do Bahia, sempre presente, não para um minuto. Esse é o diferencial para outros clássicos: a paixão do povo baiano pelo futebol e pelos dois times.
ATEC| E, quem vai vencê-lo?
AG | Não há favorito. Às vezes quando uma equipe está num momento muito bom, a outra não está tanto assim e o jogo fica igual. As pessoas não entendem isso. Vai ganhar quem se entregar mais, quem estiver mais atento, quem tiver foco nos 90 minutos.
ATEC| Pormaisquesenegue,o time que perde um clássico sai abalado. E, o treinador acaba sendo crucificado. Nos últimos cinco jogos do estadual, o Bahia perdeu duas vezes. Está preparado para a pressão de um possível insucesso?
AG | O importante é nos basearmos em cima de números. Nós temos aí, quinze jogos, contando o primeiro da Copa do Brasil. São onze vitórias, dois empates e somente duas derrotas. Isso com um grupo totalmente novo, reformulado. Eu acho que o profissional tem que se basear no momento, não tenho a mínima preocupação quanto a isto. Minha preocupação é com o projeto Esporte Clube Bahia, que é um projeto muito importante, não só para mim, mas, para o clube, para os atletas que estão aqui e tenho certeza que para a torcida também. Essa é a minha grande preocupação.
ATEC | E o Vitória, adversário de hoje, você já o estudou? O que sabe sobre o time treinado por Mauro Fernandes?
AG | Nós acompanhamos. É uma boa equipe, que está fazendo bons jogos. É o líder da competição, então temos que ter atenção redobrada. Se quisermos chegar ao topo e sermos campeões não podemos menosprezar ninguém. Não podemos nos dar ao luxo de não analisarmos, como jogam, o posicionamento. Tudo isso, observamos.
A Tarde
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