De Leandro Silva, no jornal A Tarde desta quarta-feira:
“Quando apresentou Bobô como participante da mesa, representando a todos os ex-jogadores do Bahia, Nestor Mendes Junior falou que eles é que são eternos. Concordo com ele. Tem que parar com esse negócio de presidente eterno. Porque quem engrandece o clube são os jogadores e a torcida, disse Bobô.
Ele foi um dos ex-jogadores presentes na conferência preocupados com o futuro do clube ao qual proporcionaram várias glórias e inúmeras alegrias para os seus torcedores.
Bobô enalteceu a importância da conferência. Talvez tenha sido o evento mais significativo da oposição desde que cheguei em Salvador, opinou.
Ele foi o mais aplaudido na hora da apresentação dos integrantes da mesa, mas tentou minimizar. Acho que foi porque eu estava representando a todos os jogadores. Depois, admitiu que ficou muito feliz com o carinho dos torcedores.
O antigo ídolo revelou uma preocupação com uma perda de força da marca Bahia. Eu acho que o Bahia perdeu muito espaço no interior. Principalmente depois do encurtamento dos estaduais. O Bahia joga menos lá. Então, deveria fazer mais ações promocionais senão a TV leva toda a torcida para os times do Rio.
Seu companheiro de título brasileiro de 88, Zé Carlos, também esteve presente e lamentou a tal perda de espaço. Minha família sempre só teve Bahia e, agora, eu tenho um sobrinho de cinco anos que já é Vitória. Por que isso mudou?, indagou.
Ele também comentou sobre a relevância do encontro. Só vai ser importante se conseguir colocar em prática. Não adianta nada disso se ficar arquivado. Num momento desse deveriam estar todos aqui, até o pessoal da direção atual, afirmou. E lamentou que o auditório não estivesse completamente lotado.
Bobô também lamentou a ausência de representantes da situação. Acho que até o Marketing do clube deveria estar aqui, porque são propostas modernas e viáveis. Tudo para melhorar o clube, explicou.
Ídolo de uma época mais antiga, o ex-meia Douglas também marcou presença na conferência e revelou toda sua preocupação com o atual momento do tricolor. O Bahia, ao invés de evoluir, não saiu do lugar. Isso torna o Bahia menos grande.
Ele, que ainda recebia pedidos de autógrafos emocionados durante a entrevista para o ATEC, está morando em Salvador e preside a Associação de Garantia para o Atleta Profissional (Agap) e lamentou o descaso da diretoria para com os antigos ídolos. Alguns ex-atletas serem barrados no Fazendão é triste. Poderiam fazer até um dia do ex-atletas como existe em muitos clubes. E disse que já passou por isso, sendo barrado no Centro de Treinamentos tricolor.
E o eterno ídolo contou não ter nada pessoal contra a atual diretoria. Só acho que há uma má gestão há muito tempo.
Os três ídolos não nutrem muita esperança de que o resultado das discussões de ontem possa, de fato, ser aproveitado pela diretoria atual. Se eles tiverem uma visão maior, para o bem do clube, deverão aproveitar as propostas, disse Bobô.”







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