Há seis anos dirigindo o maior clube do Norte/Nordeste brasileiro, Marcelo Guimarães certamente colheu mais fracassos que conquistas. Durante o período, a criticada gestão no Bahia lhe prejudicou nas urnas, deixando de ser deputado estadual, e por pouco não atrapalha seu filho, que se beneficiou do sistema proporcional (quociente eleitoral) para entrar na Câmara.
O segundo mandato do presidente vai até julho de 2005 e a expectativa da torcida é que as próximas eleições no Tricolor sejam diretas, com o sócio podendo votar – a exemplo do que já começou a ocorrer em vários cantos do país. O sonho da democracia alcançou equipes como Fluminense, Botafogo, Grêmio, Flamengo, Internacional, Sport, Santa Cruz e até Goiás. Segundo o novo Código Civil, isto deve ser posto em prática a partir do ano que vem.
Seu artigo 59, aplicável a todas as associações como norma geral, reza: “Compete privativamente à assembléia geral: I – eleger os administradores; II – destituir os administradores; III – aprovar as contas; IV – alterar o estatuto”. Foi a deixa para o surgimento de movimentos e grupos Brasil afora, como se viu no Palmeiras, no Vasco e no Esquadrão de Aço, com o “Bahia Livre”.
O certo é que Marcelo de Oliveira Guimarães já se tornou um ícone no contexto soteropolitano. Já existe, inclusive, uma suposta “maldição” em relação às frases que profere. Em 2003, o cartola prometeu que o Bahia não cairia. Antes, quando da assinatura com o Banco Opportunity, os famosos “três jogadores de Seleção”. Mais recentemente, que o clube subiria.
Ao escapar do rebaixamento na última rodada do Brasileirão 2002, a diretoria anunciou ainda em Mogi Mirim-SP, palco do triunfo salvador sobre a Portuguesa: “Aprendemos a lição”. As temporadas seguintes mostraram que não. Com Marcelo, parte da torcida se pergunta se a aclamada “estrela tricolor” não passaria de um pomposo eufemismo para sorte. E questiona: o Bahia é o pequeno dos grandes ou o grande dos pequenos?







comentários
Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ecbahia.com.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral, os bons costumes ou direitos de terceiros.
O ecbahia.com poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios
impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.