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Maracajá garante que vai receber oposição

Notícia
Historico
Publicada em 28 de fevereiro de 2008 às 01:04 por Da Redação





De Leandro Silva, no jornal A Tarde desta quinta-feira:

“Ao contrário do que se possa imaginar, o ex-presidente do Bahia e conselheiro do clube Paulo Maracajá elogiou a Conferência Gigante Tricolor. “Eu achei válido e extremamente democrático. Alguns ofendem até a honra das pessoas com panfletos, outros organizam eventos como o de ontem (terça), que são muito mais válidos”, disse Maracajá.

Ele, inclusive, tratou de desfazer o ceticismo da oposição quanto ao aproveitamento das propostas discutidas no evento pela direção atual do clube. “Claro que podem ser aproveitadas. Não há nenhum problema. Vai se pegar e analisar, sem nenhuma má vontade”, afirmou ele.

A carta formulada e entregue à imprensa ao final da Conferência foi considerada vazia por muitos. Um dos organizadores do evento, o jornalista Nestor Mendes Júnior, explicou que não havia tempo para divulgar melhor as discussões ao final do evento.

“Na verdade, em uma carta você não vai aprofundar nada. Era só para dar o sinal sobre a formação do plano de trabalho que vai contemplar todos os dados para nortear o futuro do clube”.

Nestor voltou a bater na tecla da democratização do Bahia. Para ele, só será possível colocar em prática tudo que foi discutido na conferência, com a abertura.

“Não tem nada de fechado. O que existe é uma briga de poder. O clube está aberto para quem quiser ajudar”, discorda o ex-presidente Maracajá.

“O clube não tá fechado, não. Isso é conversa da oposição. Abrir o clube para quem? Sinceramente, não vejo o clube fechado”, também discorda o diretor de Futebol Ruy Accioly.

Propostas – Nestor falou sobre as principais propostas que surgiram dos grupos de discussão. Para atrair novos sócios, a receita seria, basicamente, fornecer uma contra-partida para que os torcedores se motivem. “Tem que deixar de ser um clube social para ser um clube de futebol. Dar retorno através de ações para os sócios, como votar para presidente, receber ingressos ou viajar com o clube algumas vezes. É um modelo bem sucedido”, disse Nestor, que reclama também da dificuldade para se associar.

“É só chegar no clube e procurar ‘Seu Mário’”, orienta Ruy Accioly. “Nós já fizemos algumas campanhas para novos sócios, mas não teve muito resultado. É uma questão de cultura”, acrescenta, justificando, Accioly.

Quanto ao patrimônio, as discussões apontaram para um consenso de que o Bahia tem que ter um estádio próprio. “Não foi definido qual seria o estádio, mas a sede de praia deveria ser usada como moeda de troca nesta situação”, afirmou Nestor.

A opinião pessoal de Maracajá é diferente. “Eu acho que devemos ficar com a nossa sede de praia. E Pituaçu continuar com o governo. Quando precisarmos jogar, pagamos o aluguel”.

“O estádio nunca foi prioridade nossa, por causa da Fonte Nova. Flamengo, Corinthians, Atlético e Cruzeiro também não têm estádio”, justificou Maracajá.

“No ano passado (antes da tragédia da Fonte Nova), já assinamos um contrato junto com o Vitória para a construção da arena”, explicou Accioly.

“Arena Multiuso pode não ser uma boa para o Bahia. Já é meio ultrapassada. Por exemplo, os shows estragam o gramado e não vale a pena”, avisou Nestor.

Uma das idéias fortes é de tentar arrendar o Estádio de Pituaçu depois da reforma realizada pelo governo do Estado. “Pituaçu pode ser administrado pelo Bahia, tranqüilamente”, disse Nestor.

Mesmo com uma opinião pessoal contrária, Maracajá afirma que a questão poderia ser discutida. “Este é um assunto a ser tratado com o governador e a Assembléia do Bahia”, ponderou.

A criação de um memorial do clube no local do estádio também é uma das sugestões. “Pode ser uma atração fora dos dias de jogos”, explicou Nestor.

Paulo Maracajá também rebateu as críticas do volante Preto durante a conferência. “Considero Preto um grande jogador, uma grande figura humana, mas ele está enganado. Nada tem faltado no Fazendão e, quando ele chegou a primeira vez, o Bahia pagava R$ 20 mil por mês de aluguel no Suarez Trade. Hoje, não paga nada no Fazendão”.

Base e marca – Para os presentes na conferência, a divisão de base é fundamental para o crescimento. “O foco é trocar a quantidade pela qualidade e melhorar o nível de vida dos meninos. Não adianta ter um contingente de vários jogadores, mas, sim, ter tops de linha em cada posição”, argumentou Nestor.

Uma outra proposta é a criação de uma Escola Bahia de Ensino Básico e Médio para os meninos das divisões de base. “Não adianta só formar jogadores, e sim cidadãos. Porque depois que ele largar o futebol, vai fazer o quê?”, questionou Nestor.

Para o grupo de discussão, se o Bahia se preocupar com essas questões extra-campo de seus atletas pode conseguir cativá-los e conseguir competir com propostas salariais um pouco maiores de outros clubes.

Quanto a uma possível perda de poder da marca Bahia, Nestor é taxativo. “A marca é fantástica, mas não pode viver sozinha. Tem que ter uma gestão que combata a pirataria. Não se pode vender camisa pirata dentro do próprio clube, como já vi foto. E tem que ter pontos de venda dos produtos do Bahia. Sem lugar pra vender os produtos, muitas empresas não se interessam em criá-los para o Bahia”, ressaltou.

“O Bahia já tem a sua loja virtual e está fazendo uma loja grande no Aeroclube, que funcionará a partir da reinauguração do local”, lembrou Maracajá.

O ex-presidente disse que citou o nome de Victor Ventim ao lado de Petrônio Barradas e outros possíveis candidatos à presidência do clube”.

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