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Portal de notícias diz: cresce movimento contra MG

Notícia
Historico
Publicada em 25 de abril de 2004 às 21:02 por Da Redação





A reportagem abaixo foi publicada na última terça-feira, dia 20, pela Redação do Jornal da Mídia. Confira:

“O movimento contra o presidente do Bahia, Marcelo Guimarães, voltou a ganhar força depois que o clube perdeu mais um título, para o Vitória-BA. Depois do rebaixamento para a Segunda Divisão, quando enfrentou enormes pressões para renunciar, Guimarães respirou, ganhou fôlego e voltou a ter o controle do Bahia.

O torcedor tricolor voltou a chorar com mais um título perdido. E logo para o rival Vitória. Agora, ele está sendo bombardeado. A torcida já pediu, no último sábado, quando os juniores do clube conquistaram o bicampeonato, a saída de Guimarães, conhecido também pelo apelido de Tiririca. Os gritos de “Bobô, Bobô, Bobô”, foram ouvidos na Fonte Nova. As torcidas organizadas estão querendo que Raimundo Nonato, o Bobô, filho da cidade de Senhor do Bonfim, assuma o clube e deslanche o processo de modernização, que todos querem e que parece não acontecer nunca.

“Precisa saber se o Bobô vai ter dinheiro para bancar algumas contas”, disse um assessor de Marcelo Guimarães, consultado pelo Jornal da Mídia. Sem entrar muito em detalhes, ele só citou o exemplo de uma conta de água que o Bahia estava devendo à Embasa. O fornecimento foi cortado e só foi retomado depois que Marcelo Guimarães meteu a mão no bolso e pagou o débito.

O exemplo citado por esse assessor vale também para outros fornecedores, jogadores e funcionários. “O Bahia gasta muito para manter a estrutura que tem. Não sei se Bobô iria resolver esses pepinos”, completou.

Empresário que atua em vários ramos de atividade (empresas de segurança e limpeza, principalmente), o que se comenta é que Marcelo tem mais de R$ 1,5 milhão enterrado no Bahia. Este, aliás, teria sido o motivo para a sua permanência no clube, já que o sócio majoritário, o Banco Oportunity, não aceitou desembolsar a quantia para se livrar do presidente.

Além de não ganhar nada nos últimos três anos e ainda ter sido responsabilizado pela queda do tricolor para a segunda divisão, contra Marcelo pesa muita coisa mais. Influenciado por “conselheiros” de idéias amadoristas, que sempre viram na política do “tapetão” uma boa saída para a conquista de títulos, Marcelo foi na onda e apelou duas vezes para a justiça – uma na comum e outra na desportiva -, às vésperas do clube disputar uma final.

Foi assim em 99, quando usou o então presidente do Clube de Regatas Itapagipe, Roberto Passos, como “laranja”, para ingressar na justiça comum e não jogar no Barradão – o Bahia, naquele ano podia até perder por diferença de um gol, que ficaria com a taça. Roberto Passos é hoje diretor remunerado da área de futebol do Bahia. E o clube que Passos presidia, o Itapagipe, vive atualmente uma crise sem precedentes, podendo ir a leilão a qualquer momento, já que acumula débitos e mais débidos com fornecedores, IPTU, contas de água e luz.

Mas Guimarães não tomou 99 como um exemplo de decisão retrógrada. Tentou fazer o mesmo antes do Ba-Vi de domingo, quando o Bahia perdeu em campo o título para o Vitória, em um jogo limpo e sem qualquer contestação. Foi criticado pela imprensa e nem os mais fanáticos torcedores do clube aprovaram a sua atitude.

Perdeu o título e caiu em desgraça com a torcida. Tudo isso às vésperas da estréia do time na segunda divisão do Campeonato Brasileiro – aliás, a terceira estréia na competição. Uma competição difícil, cheia de clubes especialistas, como Sport, Santa Cruz, Remo, Náutico, América MG, Fortaleza, Ceará, times fortes de São Paulo e do Rio.

Marcelo Guimarães pode ter até motivos para gostar tanto de tapetão. Afinal, ele entrou no Bahia para substituir Antonio Pithon pelas mãos e por decisão de Osório Villas-Boas, o dirigente que contou no livro (?) “Futebol, Paixão e Catimba” como era fácil ganhar títulos no grito na Bahia, comprando árbitros, jogadores e agindo nos bastidores.

Osório tinha deixado antes um “sucessor” à altura: Paulo Maracajá, que fez carreira como presidente. Nunca se preocupou em modernizar o clube, utilizado sempre por ele como uma espécie de “banco de votos”. Com os votos graciosos da torcida do Bahia, Maracajá foi eleito algumas vezes deputado estadual, até ser nomeado para um cargo vitalício – conselheiro do Tribunal de Contas do Município.

O tempo passou. Tudo mudou. Osório faleceu, Marcelo perdeu as eleições para deputado estadual, perdeu prestígio na área governamental e perdeu até o respeito da torcida tricolor.

A instituição Esporte Clube Bahia se arrasta. Sem diretriz, sem rumo e sem futuro. Está pelo menos uma década atrás do rival Vitória-BA.”

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