De Eduardo Rocha, no Correio da Bahia desta terça-feira:
“O duro discurso do técnico Paulo Comelli após a derrota por 2×0 para o Santo André encontrou eco em Salvador. A cúpula de futebol teve sua irritação representada outra vez nas palavras do diretor Ruy Accioly. Aquela atuação de sábado foi uma vergonha!, exclamou, em nova entrevista à Rádio Sociedade. Como resolver o problema? Quem sabe contratando?
Não posso garantir porque não temos dinheiro para contratar, repetiu. O Brasileiro só está começando, mas, escaldado por anos de decepções, o torcedor antecipou os protestos. No domingo, alguns aguardaram o desembarque da equipe para mandar o recado direto: Queremos raça!.
Ontem à tarde, Darci assumiu o papel de porta-voz e ouvidor do grupo. Na ausência do treinador, liberado para encontrar a família no Paraná, garantiu que faltou malícia. Não foi questão de vontade. Eles têm o Marcelinho Carioca, o Fernando, os caras são macacos velhos… Queríamos resolver logo e assumimos a obrigação de vencer quando ficamos com um a mais. Mas ouviu dos representantes de torcida organizada que a paciência está chegando ao fim.
Viemos pedir empe-nho. Tivemos que segurar o torcedor. Disse a ele e ao Elias que esta é a última vez que viemos conversar numa boa. Com o time apático assim, a gente não apoia, intimou Cristóvão Contreiras, um dos diretores da Bamor. Rivaldo admitiu que o time não esteve bem no interior paulista e reconheceu a importância de uma atuação convincente.
No futebol, temos que provar alguma coisa sempre. Claro que isso reflete no grupo. A cobrança atrapalha, mas futebol é resultado. Quando voltarmos a vencer, tudo melhora. O camisa 1 concordou. Falta confiança. Ganhamos sempre na conta no estadual, precisamos de uma vitória para embalar. Pressão no Bahia sempre vai ter, decretou.
Rafael Bastos: Tá esquisito
Rafael Bastos reapareceu no Fazendão. Reforço? Fosse só o amor… Mas agora tenho um filho. Quem sabe mais para frente?. Negociado com o Cruzeiro no meio do ano passado, o meia-atacante passou a temporada 2007/2008 emprestado ao Belenenses, de Portugal, clube que conta com outros 13 brasileiros.
No futebol lusitano, atletas do Brasil e de ex-colônicas portuguesas não necessitam de passaporte comunitário. A adaptação é fácil. Só tem brasileiro, diverte-se. Foram 13 partidas pelo quinto colocado do Campeonato Português. Ele admite algumas sondagens, mas o destino, por enquanto, é a reapresentação ao Cruzeiro.
Lá da Terrinha, Rafael garantiu acompanhar o Bahia pela internet. De férias em Salvador até julho, assistiu à derrota por 2×0 para o Santo André pela televisão. O que achou? Tá esquisito.
Possivelmente, a resposta que toda torcida gostaria de dar. Mesmo assim, o meia admite saudades do clube que o descobriu no Angra-RJ, ainda nos juvenis. O torcedor assiste ao time e retribui o sentimento: saudade de Rafael Bastos, Eduardo, Danilo Rios…”







comentários
Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ecbahia.com.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral, os bons costumes ou direitos de terceiros.
O ecbahia.com poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios
impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.