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Ruy Accioly: “Aquela atuação foi uma vergonha!”

Notícia
Historico
Publicada em 27 de maio de 2008 às 22:20 por Da Redação





De Eduardo Rocha, no Correio da Bahia desta terça-feira:

“O duro discurso do técnico Paulo Comelli após a derrota por 2×0 para o Santo André encontrou eco em Salvador. A cúpula de futebol teve sua irritação representada outra vez nas palavras do diretor Ruy Accioly. “Aquela atuação de sábado foi uma vergonha!”, exclamou, em nova entrevista à Rádio Sociedade. Como resolver o problema? Quem sabe contratando?

“Não posso garantir porque não temos dinheiro para contratar”, repetiu. O Brasileiro só está começando, mas, escaldado por anos de decepções, o torcedor antecipou os protestos. No domingo, alguns aguardaram o desembarque da equipe para mandar o recado direto: “Queremos raça!”.

Ontem à tarde, Darci assumiu o papel de porta-voz e ouvidor do grupo. Na ausência do treinador, liberado para encontrar a família no Paraná, garantiu que faltou malícia. “Não foi questão de vontade. Eles têm o Marcelinho Carioca, o Fernando, os caras são macacos velhos… Queríamos resolver logo e assumimos a obrigação de vencer quando ficamos com um a mais”. Mas ouviu dos representantes de torcida organizada que a paciência está chegando ao fim.

“Viemos pedir empe-nho. Tivemos que segurar o torcedor. Disse a ele e ao Elias que esta é a última vez que viemos conversar numa boa. Com o time apático assim, a gente não apoia”, intimou Cristóvão Contreiras, um dos diretores da Bamor. Rivaldo admitiu que o time não esteve bem no interior paulista e reconheceu a importância de uma atuação convincente.

“No futebol, temos que provar alguma coisa sempre. Claro que isso reflete no grupo. A cobrança atrapalha, mas futebol é resultado. Quando voltarmos a vencer, tudo melhora”. O camisa 1 concordou. “Falta confiança. Ganhamos sempre na conta no estadual, precisamos de uma vitória para embalar. Pressão no Bahia sempre vai ter”, decretou.

Rafael Bastos: ‘Tá esquisito’

Rafael Bastos reapareceu no Fazendão. Reforço? “Fosse só o amor… Mas agora tenho um filho. Quem sabe mais para frente?”. Negociado com o Cruzeiro no meio do ano passado, o meia-atacante passou a temporada 2007/2008 emprestado ao Belenenses, de Portugal, clube que conta com outros 13 brasileiros.

No futebol lusitano, atletas do Brasil e de ex-colônicas portuguesas não necessitam de passaporte comunitário. “A adaptação é fácil. Só tem brasileiro”, diverte-se. Foram 13 partidas pelo quinto colocado do Campeonato Português. Ele admite algumas sondagens, mas o destino, por enquanto, é a reapresentação ao Cruzeiro.

Lá da “Terrinha”, Rafael garantiu acompanhar o Bahia pela internet. De férias em Salvador até julho, assistiu à derrota por 2×0 para o Santo André pela televisão. O que achou? “Tá esquisito”.

Possivelmente, a resposta que toda torcida gostaria de dar. Mesmo assim, o meia admite saudades do clube que o descobriu no Angra-RJ, ainda nos juvenis. O torcedor assiste ao time e retribui o sentimento: saudade de Rafael Bastos, Eduardo, Danilo Rios…”

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