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Notícia | Mercado

Publicada em 15 de julho de 2021 às 11h47

Bahia tentou igualar oferta por Thaciano, mas salário dificultou

Vitor Ferraz diz que o meia recebeu proposta para receber mais do que o dobro do atual salário

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

Thaciano está de malas prontas para jogar no futebol turco, deixando o Bahia com um valor de vitrine a ser repassado pelo Grêmio. No entanto, o clube tentou a permanência do jogador que estava emprestado, mas parou em questões financeiras.

A revelação da tentativa tricolor de adquirir o meio-campista de 26 anos foi feita pelo vice-presidente Vitor Ferraz, em uma live no canal Dois a Um.

De acordo com o dirigente, o Grêmio foi acionado sobre o interesse do Bahia em igualar a proposta de compra feita pelo clube turco. Os valores ainda não foram divulgados, mas estariam dentro da realidade do clube, segundo Ferraz.

“Fomos informados pelo Grêmio sobre essa proposta, tendo esse conhecimento das condições, conversamos com o Grêmio e informamos que o Bahia tinha a intenção de igualar a proposta. Isso é factível dentro da nossa realidade”.

Entretanto, o que pesou teria sido a oferta salarial recebida pelo jogador. Essa, sim, é que estaria longe da realidade atual do Bahia.

Outro fator que dificultou a permanência foi o próprio desejo do atleta em jogar no futebol europeu pela primeira vez na carreira.

“O que tem de dificuldade nesse processo? A dificuldade é que a proposta feita ao atleta é muito difícil do Bahia cobrir, fora da nossa realidade. Ele vai ganhar mais do que o dobro do que recebe hoje. Então, embora a gente tenha condição e tenha manifestado o interesse de cobrir a proposta de transferência, que é o que o Grêmio receberia, há um dificultador muito grande em relação a essa questão salarial e a manifestação do próprio interesse do atleta no sentido de realizar o contrato, ir para a Europa”.

Empréstimos sem custos

Vitor Ferraz também relatou que, devido ao fato de o Bahia não ter investido nenhum valor sequer para trazer Thaciano emprestado, também não possuía nenhum poder de “vetar” uma negociação de venda feita pelo Grêmio, mesmo com contrato de empréstimo até o fim do ano.

“Fomos procurados pelo Grêmio informando a respeito de uma proposta que receberam de um clube da Europa. Automaticamente a gente buscou entender as condições para ver se o Bahia poderia cobrir a proposta. Na condição de atleta emprestado, como foi um empréstimo não oneroso, o Bahia não pagou nada para ter Thaciano por empréstimo, é um procedimento comum. Gerou alguns comentários, alguns questionamentos, como perder jogador durante a temporada. Isso é absolutamente trivial. Quando se pega um atleta emprestado de um clube, se não está pagando, há uma vulnerabilidade nesse sentido”.

Ferraz também citou a cessão de Ignácio à Chapecoense como exemplo da mesma prática feita pelo Bahia.

“Quando emprestamos atletas, fazemos a mesma exigência. Por exemplo, Ignácio está emprestado à Chapecoense, e caso a gente receba alguma proposta, e seja do interesse do atleta, podemos nos valer dessa prerrogativa e solicitar que a Chapecoense nos devolva o atleta. Isso é absolutamente comum quando a gente tem contrato dessa natureza”.

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