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Notícia | Mercado

Publicada em 31 de dezembro de 2020 às 14h09

Fim de ciclo: Diego Cerri não é mais diretor de futebol do Bahia

Dirigente se despede do cargo com uma mensagem para a torcida

Victor de Freitas


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Diego Cerri não faz mais parte do quadro de funcionários do Bahia. Na tarde desta quinta-feira, 31 de dezembro, o clube oficializou que o profissional não continuará exercendo a função de diretor de futebol.

Membro único da diretoria de futebol tricolor há quatro anos, Diego Cerri deixa o clube por decisão da Diretoria Executiva, que promete realizar uma reformulação na gestão para o próximo triênio.

Durante sua trajetória como dirigente do Esquadrão, Cerri acumulou elogios por conta de contratações de atletas pouco conhecidos e que se destacaram no Tricolor, como Zé Rafael e Gregore.

Porém, também foi alvo de duras críticas por contratações que já haviam sido reprovadas antes mesmo de serem anunciadas. Como os casos de Rogério e Guilherme, por exemplo.

Em 2020, o dirigente chegou a recusar uma oferta para assumir o futebol do Palmeiras. Em seu último ano no Bahia, recebeu inúmeras críticas pelo desempenho frustrante do Esquadrão dentro de campo.

Contratações que não surtiram o efeito desejado e resultados decepcionantes foram os principais pontos citados.

Sua saída do Bahia é vista como um fim de ciclo, após participar de todo o primeiro mandato de Guilherme Bellintani e Vitor Ferraz. A partir de 2021, o presidente tricolor prometeu - em campanha - realizar uma enorme reformulação no futebol.

No fim de seu contrato, o profissional se despediu com um texto para a torcida tricolor. Confira:

“Hoje encerro um trabalho de quatro anos e meio, do qual me orgulho muito, à frente da diretoria de futebol do E.C. Bahia. Foi um período intenso, desde a conquista do acesso à Série A do Campeonato Brasileiro até agora, quando deixamos um clube mais estruturado para enfrentar os desafios que estão por vir.

Em conjunto com toda a equipe de trabalho do clube, realizamos um projeto a médio prazo e construímos um alicerce para o futuro, sem nunca deixar de pensar e sonhar com conquistas imediatas. E assim seguimos.

Saímos de 21º no ranking da CBF para a 10ª colocação. Em quatro participações, chegamos a três finais de Copa do Nordeste e ainda levantamos o troféu após 15 anos. Fomos tricampeões do Campeonato Baiano, algo que não acontecia há 32 anos. Passamos 12 jogos seguidos sem perder para o nosso rival local.

Com duas quartas de final disputadas na Copa do Brasil, chegamos a um 5º lugar pela primeira vez na história. Fizemos as três melhores campanhas do clube em Campeonatos Brasileiros de pontos corridos. Numa competição continental, a Copa Sul-Americana, chegamos a duas quartas de final, também inédito.

E não foi apenas no profissional masculino. Nosso Sub-20 está na final da Copa do Brasil pela segunda vez nesse intervalo de tempo e a equipe feminina conquistou o acesso à elite do Nacional.

Passamos pelas dificuldades que o futebol sempre apresenta, imediatista e cobrando sempre um resultado breve, mas encaramos elas de frente. Fomos honestos e nos entregamos. Juntos, superamos os momentos mais difíceis.

A nova casa do Bahia, agora, é um centro de treinamento de alto nível.

Estabelecemos metas de vendas de atletas, um mal necessário em nossa realidade, a fim de aumentar a receita do clube, e as cumprimos com reconhecida eficiência.

Criamos processos e metodologias partindo das categorias de base, pelo time de transição e pela equipe profissional. Mas, essencialmente, conseguimos fortalecer a credibilidade do clube em âmbito local, regional e nacional.

Como muitos já sabem, em virtude de um problema de saúde causado pelo acúmulo de stress, tive que me afastar por ordem médica nos últimos meses para me recuperar. Foram quatro anos de trabalho sem folga, sem descanso, sem um período para recuperar minhas energias.

Hoje só me resta agradecer de coração aberto e satisfeito a todos os funcionários, diretoria, presidente, vice-presidente, comissão técnica, atletas e também à torcida desse clube maravilhoso por todo o carinho e respeito. São vocês que fazem do Bahia um gigante.

Esse ano tem sido muito atípico e difícil, não só no futebol, é claro, mas em nossas vidas como um todo.

Que 2021 nos devolva a alegria de ver as arquibancadas da Fonte Nova lotadas. E que traga, especialmente, dias melhores para os brasileiros de todas as cores, crenças e torcidas.

Grande abraço! Saudações Tricolores!”

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